sábado, 28 de fevereiro de 2009

Independentes


Tenho para mim que na política ser independente é sinónimo de fazer parte. Só fazendo parte integrante é que posso intervir na construção da alternativa! Como é possível a um independente que não toma parte nas lutas e nas dores perceber a complexidade daquilo a que se propõe?
Ser militante de um partido com vocação de poder é um acto de coragem.
A erosão dos 35 anos de democracia partidária em Portugal tem tido como consequência muito desgaste e desgosto em gente séria e valiosa.
Só assim se percebe a muita desistência e acomodação.
Desta forma, facilitou-se a chegada e instalação no mundo dos partidos, de interesses obscuros, controlador dos processos, tantas vezes representada por gente brilhante e bonita, capaz de vomitar uma verborreia inconsistente com as práticas.
Estou convicto que é este controlo dos processos, com ligação aos grupos de interesse, a principal causa do sentimento generalizado de impotência em relação aos políticos e aos partidos.
No alinhamento deste ponto de vista é fácil aceitar a aproximação dos “independentes”.
Chegam limpinhos, sem promiscuidades partidárias.
A estes figurantes modelo de virtude, com capacidade maior de arrebanhar votos na terra onde são “Senhores Professores Doutores”, digo-vos não tenham vergonha de pertencer.
Os militantes não cheiram mal.
E não acreditem quando vos dizem que (no partido que desejam que vocês representem) não encontram ninguém com perfil tão valioso.
Ora, também existem aqueles (a maioria) independentes que por vicissitudes várias não renovam a militância, para não limitarem a abrangência da sua disponibilidade.
Entre manipulados e manipuladores não existe qualquer tipo de independência, nem liberdade.
Assim reclamo para mim / nós militante(s) a liberdade de escolher pertencer a um modelo de construção INDEPENDENTE.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Congresso Nacional do PS em Espinho

O XVI Congresso do PS começa hoje em Espinho. Alguma imprensa (e não só) quer fazer crer que as únicas questões em aberto são o possível anúncio do cabeça de lista socialista às eleições europeias e o tabu de Manuel Alegre sobre a sua presença!

Mas não são só essas! Muitos caminhos se cruzam e descruzam no PS, este fim-de-semana, à beira mar. Mesmo até algumas, muito importantes, que têm a ver directamente com a Maia...

Aguardemos serenamente!...

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Quero é viver!...

Se a origem do Carnaval é controversa, o certo é que, apesar das dificuldades, o povo alegre faz dele uma festa bonita e inexplicável.

A folia, a alegria que a fantasia, a imaginação e a criatividade proporcionam ajudam a encarar as coisas de um modo diferente que, não raras vezes, simplifica e soluciona o que antes parecia complexo e difícil.

Então, aproveite-se este último dia de folia carnavalesco de 2009 com o conforto de que o que interessa é viver...

"Vou viver
até quando eu não sei
que me importa o que serei,
quero é viver

Amanhã
espero sempre um amanhã
e acredito que será
mais um prazer

e a vida
é sempre uma curiosidade
que me desperta com a idade
interessa-me o que está para vir

a vida
em mim é sempre uma certeza
que nasce da minha riqueza
do meu prazer em descobrir
encontrar, renovar, vou fugir ao repetir"

(António Variações)

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Quem é o gostosão daki?...

Quem é o gostosão daqui?
Sou eu, sou eu, sou eu.

Vou te levar pra cama
Vou te deixar toda nua
Vou te morder, vou te lamber safada.
Você vai ficar tesuda
Vou te abraçar, vou de beijar.
Vou te deixar nas nuvens.
É loucura de amor
Eu sou força total
No sexo sou campeão
Vamos fazer amor

Quem é o gostosão daqui?
Sou eu, sou eu, sou eu.

Quem é o gostosão daqui?
Sou eu, sou eu, sou eu.

Quem é o gostosão daqui?
Sou eu, sou eu, sou eu.

(Jammil)

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Capela de Santo António, Castelões

A capela de Santo António, na freguesia de Castelões, Famalicão, tem a porta voltada para o mar, situa-se à beira da estrada e, no silêncio, ouve-se o fio de água que goteja do prado circundante.










A cave, constituída por pedras enormes, alberga o vendeiro que, nos fins-de-semana, oferece aos devotos petiscos e pinga da região a troco de poucas moedas europeias.
Para anunciar ao povo a sua disponibilidade, dispõe o mordomo da confraria de potentes instalações sonoras por onde passam “a la diable” cantares que as emissoras não transmitem.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Sr. Vereador Mário Nuno Neves

Em relação às ideias que expõe no artigo de opinião intitulado "O Pai, o Filho e o Espírito Santo”, publicado no jornal Primeira Mão, a 16 de Janeiro do corrente, apraz-me dirigir-lhe as seguintes considerações:

Espantosa lucidez!
Crítica competente!?

É assim, sem jeito, perplexo, depois de se ler o artigo do 1ª Mão.
Por que será?

Enquanto pessoa implicada no processo de construção das Políticas para o Concelho da Maia, o senhor devia acomodar algum recato e evidenciar mais respeito pelo Sagrado.

Fica-lhe bem, digo mesmo muito bem, o reconhecimento de inteligência para além da sua.

Digamos até que, se eu fosse o JCP, nos tempos mais próximos não caberia em mim de vaidade.

Assistir, por parte do mais lúcido dos adversários, ao elogio público de um modo de estar e fazer.

Não é todos os dias que acontece.
Mas…!

Pois é, Sr. Mário Nuno Neves, todos sabemos que o objecto da sua eloquência designa-se PS e o objectivo da sua intromissão é a liquidação do candidato Mário Gouveia.

Não é nova esta sua fixação {ver “PS Maia [Exmo.(s) Sr.(s) Vereador(es)]”}.

Tem medo de quê?

É em seu nome ou em nome da maioria que lidera informalmente que pretende desacreditar o PS Maia e o seu candidato?

Convenhamos, reduzir o PS Maia à imagem do mais ilustre dos seus figurantes e condicioná-lo ao pensamento único é uma perspectiva redutora.

Creio até que os militantes mais fervorosos da maioria não partilham desse jogo mesquinho que é maledicência.

Está a chegar o momento de ser avaliado e as velhas cumplicidades da Gestão Camarária são insustentáveis, não é verdade?

Qual é o vosso programa para um novo mandato?

Como é que vão minorar as dificuldades dos maiatos?

Não lhe parece mais útil e pertinente (enquanto Vereador desta maioria) – tendo em conta a sua “capacidade de avaliação, de percepção e de compreensão de processos” – instituir novos processos que impliquem as pessoas e instituições do concelho?

Tome como exemplo o projecto “Parque Maior”: não era possível redefinir os parâmetros e avançar com um concurso público de escolha do melhor dos projectos, envolvendo as escolas (entenda-se novas gerações) do concelho?

Tem razão, senhor vereador, a democracia é uma chatice e tirando meia dúzia de iluminados isto é uma cambada de incompetentes.

Parafraseando uma pessoa muito querida – “Não tem mais nada para fazer?”.

Panascas – Declaração de voto

Ser panasca faz parte da modernidade.

Quando eu era miúdo um roto assumido era uma aberração e normalmente um desajustado social.

Hoje é tudo muito diferente. A homo sexualidade é uma forma de afirmação da diferença.

Tão forte que a colocam a reclamar uma igualdade de direitos sociais, como o casamento e o ter filhos.

Eu sou democrata e aquilo que maioritariamente decidirem estabelecerá o conjunto das regras a que obedeço.

No entanto quero que saibam que ainda hoje não convivo muito bem com os paneleiros.

É verdade e até é possível que entre os meus amigos conte algum, mas a partir do momento em que isso passa a certeza, começa também a ironia. O respeito por ele enquanto igual cai abruptamente.

Por isso amigos e camaradas a minha posição é de votar contra a igualdade que esta anormalidade reclama, ainda que venha do interior do partido em que milito.

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Parabéns Inês!

A Inês está, mais uma vez, de parabéns. Para além de, enquanto filha, ser o orgulho da mãe, é publicamente, de forma cada vez mais categórica, uma desportista que granjeia, dos seus concidadãos, crescente simpatia e admiração.

Como diria o dito popular: por detrás de uma grande menina está sempre uma grande mãe!... Por isso, parabéns, especialmente para ti, Maria Luísa Barreto.

Ganhou mais um troféu. Desta vez foi em representação da Federação Nacional de Karate Portugal (FNKP), no 36º Campeonato da Europa de Karate de Cadetes e Juniores e na 1ª Taça da Europa de Karate de Sub 21, que se realizou em França (Paris), de 30 de Janeiro a 1 de Fevereiro, no mítico Pavilhão de Pierre Coubertin.

Quem conhece a Inês, percebe qualquer coisita da modalidade e conhece a escola (Clube de Karate da Maia) bem como o seu responsável (António Moreira) onde diariamente treina, sabe bem que esta medalha é mais uma de muitas que ainda virão!

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Mário Gouveia, Candidato do PS à Câmara Municipal da Maia

Foi aprovado pela Comissão Política Concelhia da Maia do PS, com 75% de votos favoráveis, Mário José Gomes Gouveia como candidato à Câmara Municipal da Maia, nas próximas eleições autárquicas.

Mário Gouveia ocupa actualmente a presidência da Junta de Freguesia de Milheirós que conquistou com maioria absoluta nas últimas eleições. Uma vitória que adquiriu um significado emblemático já que ocorreu num dos bastiões do PSD, até então inexpugnável.

Transcreve-se, de seguida, a intervenção que produzi na citada reunião:

"As minhas primeiras palavras são para lembrar e dirigir um pensamento a três dos nossos camaradas que, não fosse a doença, hoje também cá estariam.

O Paivas Canhão, o Forte Ramos e o António Gonçalves.

Ambos lutam contra a doença com a mesma tenacidade e coragem que todos lhes reconhecemos nas lides políticas. Para eles um forte abraço e desejo de rápidas melhoras.

Camaradas,

Hoje estamos a viver e a protagonizar aqui um tempo de grande importância para o presente-futuro do PS Maia, em que nunca como agora, o nosso partido esteve tão vivo e tão plural.

Vivo, plural, coeso e forte.

Tão coeso e tão forte que está a ser cada vez mais capaz de pensar e agir por si;

Tão coeso e tão forte que, apesar de alguma hostilidade residual, tem sido capaz de gerar soluções de entendimento institucional, sem abandono das exigências democráticas que o PS reclama.

Estes são, tal como sempre ambicionamos, sinais evidentes de um Novo PS.

Um PS Maia para o qual contribuímos, com uma atitude responsável e construtiva, decisiva para a estabilização do poder na concelhia, garantimos uma credibilidade crescente. Neste modelo, faremos do PS uma referência temível aos olhos dos nossos adversários. Um PS Maia refrescado nos protagonistas e nas práticas.

Refrescado no sentido de:
· Acrescentado de novas lideranças;
· De novos militantes;
· E de respeito por todos os militantes: dignificando-os e, sempre que possível, implicando-os na mobilização e valorização das respostas que temos para dar aos desafios do nosso tempo.

Com a necessária humildade, vamos aprender mais e assim trabalhar e interagir com quem tem mais experiência acumulada. Sem vergonha de defender e enaltecer a história do PS Maia e quem a protagonizou.

Meritoriamente vamos agregar e federar a diversidade de pontos de vista, privilegiando o que nos une em desfavor do que nos divide.

É assim camaradas, sem falsas modéstias, por ser um modo consistente de encerrar um patamar de realização, onde fui (fomos) arquitecto e obreiro, que proponho a aclamação do Mário Gouveia como o candidato do PS à Câmara Municipal da Maia, nas autárquicas de 2009.

Esta Comissão tem motivos para celebrar porque apresenta:

Um militante da Concelhia, ganhador e com provas dadas, com competência política e capacidade de realização, portador de um enorme capital de expectativa.

É bem sabido, aliás como já tenho referido, que o PS Maia tem, efectivamente no seu seio, suficiente massa crítica para poder apresentar quadros capazes e credíveis, que corporizem uma alternativa socialista de que o nosso concelho tanto precisa.

É nessa Visão que continuaremos focados. Continuar a construir um PS Maia, continuar a construir um projecto autárquico e uma candidatura inclusiva, que valorize o mérito, que não só respeite a tese e a antítese mas que, sobretudo, estimule a síntese.

Dito de outra forma, queremos um PS Maia não só plural mas também capaz de valorizar o que de melhor cada um dos seus militantes tenha para lhe dar. Queremos um PS Maia saudável e equilibrado, capaz de dizer sim e de dizer não.

Hoje, pelo PS e pela Maia, é um momento para se dizer

Sim!"

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Zé Povinho

Logo que entrei na Central de Camionagem, vi aproximar-se da saída a carreira para Famalicão. Fiz-lhe alta, tendo o motorista respondido com gesto manual de “good bye”.

Verifiquei, porém, que a mesma carreira parou a cerca de 30 metros da saída.

Corri então tanto quanto permitiam o trânsito, a bengala que usava, os 80 anos de idade/peso e o espesso tapete de neve que, copiosamente, caía sobre a cidade-berço. Quando já estava a par do autocarro em posição de ser visto pelo motorista através do espelho retrovisor direito, a porta fechou-se e ouvi o barulho de aceleração do motor.

Regressei à Central, onde não vi funcionário no gabinete vidrado de atendimento; fora as colunas numeradas não encontrei qualquer letreiro de indicações de destino ou horário, nem ouvi informações de partida/chegada por instalações sonoras.

A título de curiosidade, acrescento que a cena ocorreu pelas 11h07 de 2009.01.09 e a camioneta da Arriva era 401.

domingo, 18 de janeiro de 2009

31 de Janeiro de 1891 - A República chegou ao Porto

A revolta de 31 de Janeiro de 1891 foi a primeira tentativa de implantação do regime republicano em Portugal.
Passado 118 anos, será o Porto capaz de liderar a construção da Republica para o sec. XXI?

Gravura publicada na Illustração: revista universal impressa em Paris, 1891, vol. 8 Gravura de Louis Tynayre que representa a Guarda Municipal a atacar os revoltosos entrincheirados no edifício da Câmara Municipal, durante a Revolta republicana do Porto.

Gravura publicada na revista Illustração, onde se documenta a proclamação do novo regime feita a partir da varanda da Câmara Municipal do Porto, bem como o modo como então se saudou e festejou aquela vitória da liberdade -- ainda que efémera, como dolorosamente se viu logo depois...! --, com chapéus e bengalas ao alto...Mas, a 31 de Janeiro de 1908 -- há que recordá-lo aqui também --, em plena ditadura de João Franco, depois de esmagada a reacção revolucionário republicana de 28 de Janeiro, o rei Carlos I assinou um decreto que conferia ao ditador poderes de excepção, permitindo-lhe perseguir, prender e deportar, sumariamente (ie: sem processo judicial), qualquer pessoa suspeita de republicanismo activo ou de mera insubmissão ao regime e ao governo, decreto esse que terá motivado o atentado regicída levado a cabo no dia seguinte...

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

HOMILIA proferida pelo P. Leonel, na novena de Natal, ano B, Capela de Fradelos, 21 de Dezembro de 2008

Natal vem de Dies Natalis, isto é, o dia do nascimento de alguém celebrado como aniversário hoje universalmente generalizado. Como festa o Natal tem originalmente tudo a ver com o Sol, a estrela que ilumina e aquece o nosso planeta, razão por que as religiões pagãs o adoravam, entre os deuses, como deus máximo. O Sol, como sabemos, tem dois nascentes, um diurno a Oriente e anual no Solstício do Inverno situado antigamente a 25 de Dezembro. Foi, sobretudo entre os Romanos, a maior festa religiosa de sempre chamada Natale Solis Invictus, Natal do Sol Invencível, festa preparada pelas Saturnais, uma novena de adoração a Saturno, autêntico carnaval nocturno de excessos, orgias, e violências, de tal ordem que foi chamada Festa dos Loucos.

Mateus e Lucas, que escreveram sobre o nascimento do Cristo Jesus, não o fizeram para agora nós, os Católicos, termos o nosso Natal, até porque em sítio nenhum nos é dada informação sobre a data do nascimento de Jesus, nosso Mestre. Por outro lado, por razões unicamente de aculturação, foi que a Igreja começou no ano 330 a celebrar o Natal de Cristo, Solis Justitiae, Sol-da-Justiça. Até porque a grande festa dos Cristãos não é, nem nunca foi, o Natal mas a Páscoa. O Advento, contrariamente ao que agora se convencionou, não prepara as festas do nascimento do Cristo Jesus. O Advento é escatológico, isto é, prepara-nos com a leitura dos Sinais-dos-Tempos para o regresso de Cristo no fim do Tempo.

As festas do Natal de Cristo preparam-se com a Novena do Natal, a única novena litúrgica que a Igreja realiza para substituir o que foi a novena de Saturno que preparava as festas do nascimento do deus Sol, o Natale Solis Invictus: Natal do Sol-Invencível que à medida que declinava, ao aproximar-se do Trópico de Capricórnio, ao sul do Equador, o Ano Velho ia morrendo e no Solstício do Inverno, a 25 de Dezembro, fazia nascer o Ano Novo.

Podemos perceber um pouco o que foi a Festa dos Loucos, ao olhar a ansiedade com que em todo o Mundo se celebra a passagem do Ano. O Natal propriamente dito, marcado com as festas do nascimento de Cristo, Natale Solis-Justitiae, o Natal de Cristo Sol-da-Justiça, ao longo destes vintes séculos provocou uma mudança dos costumes, de tal maneira que as famílias reúnem-se para a Ceia de Natal, tranquilamente, e depois participam na Missa do Galo, assim chamada porque é uma autêntica vigília. Mas mesmo assim, o Natal ainda é, algo louco: ai de quem faltar à Ceia de Natal!

E correm lágrimas ao lembrar os que já morreram. Muita gente não sabe que o costume de deixar a mesa posta toda a noite tem a ver com uma ideia ainda muito pagã: depois das pessoas se deitarem os Mortos têm a mesa à sua disposição. A aculturação do Natal de Cristo no Natal do Solstício trouxe-nos estas e muitas outras misturas…

À medida que as comunidades da Una e Santa, a Igreja católica e apostólica, semper reformanda, se forem renovando, pois têm o Futuro diante de si, é possível que os frutos da Aculturação continuem a renovar os costumes e a corrigir os velhos vícios. Mas a Graça precisa de tempo e de gente que não se conforma com as conquistas do que se convencionou chamar erradamente os bons velhos tempos…

E a aculturação da Evangelização não tem a ver só com o Natal. Tem tudo a ver com a Vida toda, o Ano todo. Os Profetas anunciavam Quem não conheciam. Os Apóstolos, de todos os tempos, testemunham Aquele que conhecem e que esperam a todas as horas marcadas pela Última Hora: Aquele em quem acreditamos, amamos e esperamos, é Este. Não é outro. Este que foi menino, o Menino, e que como nós nunca mais é menino. Só se é menino uma vez na Vida. Sabemos hoje, cientificamente, que tudo é singular, o Universo, a Vida, o Homem. Já o sabíamos pelo Evangelho, só que andávamos esquecidos…

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

O Advogado

Há mais de 50 anos, António Ferreira Gomes endereçara ao ditador António Oliveira Salazar uma missiva contestando a política do Estado Novo. Em 2008 reuniram-se vários intelectuais para celebrar a efeméride. Já antes, a Cidade Invicta, Nobre e Sempre Leal implantara na Cordoaria a efígie do seu bispo antifascista.

Na actualidade, surge outra figura de relevo a denunciar o erro não de um só que caiu da cadeira e até morreu pobre, mas os abusos de uma dúzia de hematófagos que mancham a harmonia do progresso em Portugal.

Justo é premiar a coragem de um homem excepcional que troca a comodidade de um lugar calado pelo combate frontal contra os opressores do povo, sabendo, de antemão, que corre sério risco de ser riscado. Vejam o que aconteceu a Cristo. Pregou a Verdade. Logo, foi crucificado.

Vamos, pois, erguer uma estátua ao bastonário da Ordem dos Advogados, Dr. António Marinho Pinto.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Cobertura Jornalística "Folgosa, da Maia?!..." - Público Louvor


Em Dezembro de 2008, no post "Folgosa, da Maia?!...", a respeito do apetrechamento com cantina da Escola de Vilar de Luz e das comemorações do centenário da Escola da Igreja de Folgosa, referi que, tanto quanto sabia na altura, "Pena é que o evento não tenha tido, in loco, cobertura jornalística!...".

Mais tarde, constatei que afinal tinha estado um jornalista, no caso do Maia Hoje, a cobrir o acontecimento. De facto, quem como eu esteve no local e participou nos eventos em apreço, ao ler a peça produzida pelo Jornalista António Armindo Soares, «É necessária uma nova escola», reconhece-a como fidedigna, pela abordagem sóbria e realista, politicamente isenta e, portanto, profissional.

Num contexto tão castrante que se vive nalguns sectores da Maia, pela asfixia que o poder político dominante permanentemente exerce sobre a sociedade civil, são de enaltecer e reconhecer as boas práticas.

O meu público agradecimento e louvor ao Maia Hoje pelo Serviço Público que assim presta e ao Senhor Jornalista pelo profissionalismo que patenteou!

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Estado pode ter de recomprar dívidas fiscais que vendeu

Publico Economia - 23.12.2008 - Sérgio Aníbal

Depois de já ter substituído mais de metade das dívidas fiscais que cedeu ao Citigroup na operação de titularização de 2003, o Estado português pode agora ter de recomprar algumas das dívidas que se revelarem inexistentes. No Parecer da Conta Geral do Estado referente a 2007, ontem entregue pelo Tribunal de Contas na Assembleia da República, a entidade liderada por Guilherme d'Oliveira Martins faz um balanço do impacto da titularização dos créditos fiscais nos cofres públicos e assinala que, "nos termos contratuais, deixou de ser possível efectuar substituições de créditos depois do dia 20 de Junho de 2007, devendo, a partir dessa data, ser readquiridos pelo Estado os créditos da carteira referentes a dívidas inexistentes ou inexigíveis por factos anteriores à data de separação".A Direcção-Geral dos Impostos (DGCI) garante que até ao final do período analisado pelo Tribunal de Contas (que vai até 29 de Fevereiro de 2008) não foram readquiridos quaisquer créditos, mas o ministro das Finanças admite, em resposta citada no parecer, que "aguardam-se as conclusões dos trabalhos no Sistema de Gestão de Créditos Titularizados (Siget) para se efectuarem eventuais recompras". A dúvida está em saber, exactamente, quantos é que são, nos últimos meses, os títulos classificados como "violados", ou seja, aqueles que se verifica não existirem e que forçam o vendedor (Estado) a ressarcir o comprador (Citigroup). Os responsáveis do Tribunal de Contas assinalam que no ficheiro que lhes foi entregue pelas Finanças são contabilizados, entre Setembro de 2007 e Fevereiro de 2008, títulos violados no valor de 27,7 milhões de euros, mas que, no relatório remetido pela DGCI ao Citigroup, o valor que aparece é zero. Questionado pelo tribunal, o ministro das Finanças disse que eventuais dúvidas ficarão desfeitas quando ficar concluído "o desenvolvimento do sistema informático designado por Siget", previsto para o final deste ano. Esta dificuldade em obter informação exacta levou o Tribunal de Contas a defender que, passado tanto tempo depois do início da operação, "não é aceitável que ainda esteja por constituir um sistema informático que assegure informação coerente entre si e com os relatórios entregues ao cessionário".O Estado português já se viu forçado a entregar um número muito elevado de novas dívidas fiscais e à Segurança Social para substituir outras que se revelaram inexistentes. Segundo os cálculos do Tribunal de Contas, desde o início da operação em 2003 "51,8 " por cento dos créditos foram substituídos, correspondendo a 33,7 por cento do seu valor. Ou seja, o Estado entregou novas dívidas no valor de 3.187,2 milhões de euros. Entretanto, com tantas substituições, o ritmo de cobrança das dívidas fiscais da carteira vendida ao Citigroup começa finalmente a aproximar-se do previsto inicialmente. Em particular, entre Setembro de 2007 e Fevereiro de 2008, a cobrança ficou 49,3 por cento acima do cenário base. Deste modo, a cobrança acumulada, que nos primeiros semestres não conseguiu mais do que metade do previsto, já atinge agora um valor próximo de 75 por cento. Ao ponto do ministro das Finanças dizer ao Tribunal de Contas que, "pela primeira vez desde o início da operação (...), o cessionário pagou a habitual comissão base acrescida da comissão adicional referente ao prémio previsto sempre que o grau de execução acumulado seja superior a 75 por cento". A operação realizada em 2003 pela então ministra, Ferreira Leite, continua a fazer-se sentir nas contas 51,8% dos créditos cedidos ao Citigroup que já tiveram de ser substituídos por outras dívidas, representando 3.187,2 milhões de euros ou 33,7 por cento do valor total da carteira

domingo, 4 de janeiro de 2009

Bem-vindos!

Paulo Ferreira e João Pereira Ribeiro, o espaço é vosso!

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Mário Gouveia - O Candidato do PS Maia

O PS Maia é inequívoco na convicção de quem deve liderar o projecto do PS nas próximas eleições autárquicas de 2009.

Acredito que os maiatos também aprovarão essa convicção!

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

" ... Depois, que as respostas para a crise são.... "

O ANO EM QUE TUDO ACONTECEU – DN 26DEZ2008 - Mário Soares
1 . O ano de 2008 está a chegar ao fim e não deixa saudades. Foi o ano em que se desencadeou a grande crise global - melhor dito, as várias crises: financeira, económica, energética, ambiental, alimentar e, a pior de todas, político-moral ou crise de valores -, o ano em que houve múltiplas catástrofes naturais e conflitos terrenos: no Oriente Médio, onde tudo se agravou; em África, no Zimbabwe, especialmente, onde Mugabe está a dar cabo de um país em cólera, em sentido médico e político, sem que a comunidade internacional ouse intervir para pôr fim ao genocídio, dada a cumplicidade culposa de africanos e outros; entre a Índia e o Paquistão; no Afeganistão, cuja situação se anuncia pior do que no Iraque, com o agravamento do terrorismo em rede, cada vez mais sofisticado e actuante, bem como com as acções de pirataria ao largo da costa da Somália... E, contudo, o ano de 2008 também nos trouxe coisas boas. Acima de todas a vitória esmagadora de Barack Obama e a contagiosa onda de dinamismo que desencadeou em favor de uma mudança profunda na América e no mundo. Mudança de políticas (internas e externas), de desígnios, de objectivos afirmados, que valem como promessas e que mobilizaram a juventude, a inteligentzia, os centros científicos, as universidades, o universo do cinema, das artes e da cultura, tendo lançado o Partido Democrático, numa fase de intensa renovação criativa e influenciado profundamente a sociedade americana, incluindo o Partido Republicano, no que tem de melhor.Claro que Obama, antes mesmo de tomar posse, se transformou rapidamente num mito - um novo Roosevelt - para os americanos e para os não americanos. As dificuldades com que já está confrontado são tremendas e, obviamente, não pode fazer milagres. A crise vai levar tempo a vencer, assim como a paz no Médio Oriente, especialmente no Afeganistão (onde os invasores sempre perderam) e contra o terrorismo global, que tem vindo a atacar outras regiões, para além do Ocidente.No entanto, há um vento de esperança que sopra da nova América, que inicia um caminho seguramente muito diferente, a partir de 20 de Janeiro de 2009. Um vento contagiante para a União Europeia e para outras regiões do vasto mundo, que pressionam a voltar ao multilateralismo, ao respeito por todas as culturas e religiões, ao diálogo com o que é diferente, para assegurar a paz, ao plurirracialismo e, numa palavra, aos Direitos Humanos, tal como foram expressos na Declaração Universal dos Direitos Humanos, que em 10 de Dezembro último comemorou 60 anos.O modelo económico-financeiro vai mudar - está mesmo no epicentro da mudança - após o descrédito total do neoliberalismo. Como muitas outras coisas - como a teoria de menos Estado, da "teologização do mercado" e a teoria da supremacia do economicismo sobre a política. Por isso escrevi, num artigo que publiquei no El País, em 17 de Dezembro de 2007, intitulado: "2008 - Um Ano de Viragem". E não me enganei. Tenciono, de resto, transcrevê-lo em livro que publicarei no ano que entra (2009), juntamente com outros artigos, conferências, textos e intervenções que fiz em 2008.2. Os sapatos da ira. Bush resolveu - triste ideia! - fazer uma viagem de despedida ao Iraque. Parece não ter compreendido ainda o mal que fez - e os crimes que em seu nome se cometeram - com a invasão unilateral do Iraque, à margem das Nações Unidas, sem qualquer respeito pelos Direitos Humanos e invocando falsos pretextos, o que se demonstrou depois. Uma desgraça em termos globais que marcou para sempre os seus mandatos presidenciais. Como diz o nosso povo: "O pior cego é aquele que não quer ver."Talvez julgasse que iria ser recebido com flores, como um libertador em triunfo. Para isso deve ter imaginado um cenário televisivo, ultra-apologético e ultradispendioso, controlado por uma multidão de seguranças. Mas o tiro saiu-lhe pela culatra. A tragédia terminou em farsa. No momento em que fazia a conferência final de imprensa - que devia ser uma apoteose - deu-se o impensável: um jornalista atirou-lhe dois sapatos à cara (o gesto mais desprezível que se pode fazer a alguém, no mundo árabe, segundo dizem). Só não lhe acertaram em cheio na cara, porque Bush, como se viu nas televisões do mundo inteiro, demonstrou bons reflexos e sentido de esquiva, escondendo-se debaixo do púlpito em que falava.Imagine-se em que estado físico terá ficado o jornalista, face ao "tratamento" que lhe foi dado pelos seguranças, em fúria. Bush, quando se recompôs, disse uma graçola de mau gosto e mostrou algum fair play. Disse que os sapatos não eram do seu número. Da sua viagem ao Iraque - que não deve ter custado pouco ao erário americano - foi o que ficou...3. A crise global aprofunda-se na Europa. O ano de 2009 em que vamos entrar vai ser muito difícil. A América, centro da crise, e sua primeira responsável, vai, apesar de tudo, sair das dificuldades primeiro do que a União Europeia, porque terá, como já estamos a ver, uma estratégia única para a vencer, enquanto a União Europeia não tem uma estratégia coordenada. Tem várias, consoante os países, em que cada um trata de si, o que representa exactamente o contrário do que deveria fazer uma verdadeira União.A esse propósito, permito-me aconselhar os meus eventuais leitores a lerem a lúcida e muito informada entrevista que o governador do Banco de Espanha, Fernandez Ordonez, deu ao El País no domingo último (dia 21). Que diz ele?Que a crise é gravíssima, pior do que a de 1929, e sem qualquer paralelo com qualquer das que se seguiram.Porquê? Porque ninguém, escapa à paralisia. "Os consumidores não consomem, os empresários não contratam, os investidores não investem e os bancos não emprestam." E acrescenta: "A crise que estamos vivendo tem dimensões históricas e características globais. Tem uma dimensão enorme. A desconfiança é total. O mercado inter-bancário não funciona e gera circuitos viciosos. Os bancos não se fiam neles mesmos e, assim, a crise pode alargar-se para além de princípios de 2010."Um veredicto muito sério e realista que está a afligir os maiores países europeus e não só. As pequenas e médias empresas em especial, que geram desemprego em cadeia, são o mais grave de tudo.4. E Portugal? Há que reconhecer que não está ainda na situação dificílima de Espanha. Mas vai lá chegar, infelizmente. Não tenhamos ilusões, porque isso é inevitável. Que devemos fazer então? Em primeiro lugar, assumir que o ataque à crise é uma prioridade absolutamente nacional, embora tenha vindo de fora. Assim, todos os portugueses, e o Governo, em especial, devem assumir-se como tal, numa postura nacional, mesmo num ano - 2009 - politicamente complexo, marcado por três eleições sucessivas: europeias, autárquicas e legislativas. Depois, que as respostas para a crise são, em primeiro lugar, sociais e, portanto, predominantemente de esquerda, isto é: socorrer prioritariamente os mais desfavorecidos, os desempregados, os imigrantes, as pequenas e médias empresas.Para tanto, é preciso dialogar com eles e, sobretudo, ouvi-los, com espírito de solidariedade.É óbvio que o Governo não pode deixar que os bancos cessem pagamentos ou entrem em falência. Na medida do possível, é claro. Mas o processo de entrega de milhões aos bancos tem de ser absolutamente transparente e bem explicado aos portugueses. Para os convencer de que a entrega do dinheiro não serve para salvar os prevaricadores - que não devem ficar impunes -, mas tão-só para reavivar a economia real e evitar a paralisia. Nesse sentido, o governador do Banco de Portugal, Victor Constâncio, com a sua autoridade e competência, devia seguir o corajoso exemplo do governador do Banco de Espanha e falar aos portugueses para os convencer da necessidade de dar uma resposta nacional à crise, a pior que conhecemos, desde há muitas décadas.Para tanto o diálogo e a solidariedade institucional e interpartidária, com sindicatos, as diferentes associações de classe e com os cidadãos, em geral, devem constituir uma prioridade absoluta - e permanente - do Governo, ainda que precise de engolir alguns sapos, se quiser ser visto como verdadeiramente nacional, como a crítica situação em que estamos parece exigir.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

S16 - Sapato Voador - A Arma da humilhação

O presidente da maior potência mundial foi ameaçado por um par de sapatos, provavelmente "made in china".

O gesto de praticado pelo é repórter é condenável pelo acto de violência, mas é mais grave o significado do mesmo de humilhação para o Presidente, para o Povo Americano e para os homens da sua segurança.

Em suma, tanto armamento em sistemas de defesa e afinal o presidente americano está ao alcance de uma "chinelada"

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

E ainda...

Devido à melhoria das condições de aplicação do modelo de avaliação do desempenho docente que o Ministério da Educação tem realizado, a ministra Maria de Lurdes Rodrigues assinou um despacho que determina que cada professor avaliador passa a ter uma hora semanal para avaliação de três docentes, reduzindo assim dos anteriores quatro.

Na aplicação desta medida, ou sempre que seja necessário alargar o direito a redução de componente lectiva, deve assegurar-se, sempre que possível, a manutenção do professor com a suas turmas, recorrendo, nestes casos, ao serviço docente extraordinário (ver artigo 83.º do Estatuto da Carreira Docente).
Em todo o caso, recomenda-se a leitura do despacho aqui

Ainda sobre a Avaliação dos Professores...

Os ministérios da Educação e das Finanças e da Administração Pública clarificaram a que grupos de docentes se aplicam as quotas definidas e garantiram a possibilidade de atribuição de pelo menos uma menção de Muito Bom e uma de Excelente, independentemente da dimensão do grupo ao qual elas são aplicadas, através de uma alteração do Despacho conjunto n.º 20131/2008, de 30 de Julho.

As quotas aplicam-se apenas na atribuição das menções qualitativas de Muito Bom e de Excelente, com o objectivo de distinguir, de forma qualitativa, o mérito dos professores, por referência ao universo em que se inserem.

Está garantido que a progressão na carreira de todos os professores não é afectada, uma vez que a classificação de Bom, para a qual não existem quotas, assegura as condições exigidas para progredir.

Assim, a aplicação das quotas garante que:

* os diferentes grupos de professores não concorrem entre si no acesso às classificações sujeitas a quotas, uma vez que as percentagens definidas são aplicadas separadamente a cada um dos seguintes universos: membros da Comissão de Avaliação; coordenadores de Departamento Curricular ou dos Conselhos de Docentes; professores titulares avaliadores (providos em concurso ou nomeados em comissão de serviço); professores titulares sem funções de avaliação; professores; e docentes contratados;

* em cada grupo de docentes, possa ser sempre atribuída pelo menos uma menção qualitativa de Muito Bom e uma de Excelente, independentemente da dimensão do grupo de avaliados, uma vez que os arredondamentos são sempre efectuados por excesso;

* quando não exista nenhum avaliado com classificação correspondente a Excelente, a quota prevista para esta classificação pode acrescer à quota da menção Muito Bom.