Penso que o diálogo, a discussão e o confronto de ideias e opiniões são, numa Democracia madura e moderna, fundamentais para a obtenção dos melhores resultados em qualquer domínio. Contudo, é também basilar que se respeite a opinião que nas urnas o Povo manifestou. É essa a responsabilidade maior de quem tem o mandato para governar. É essa autoridade democrática que, hoje em relação à educação, o Governo de Portugal deve exercer.
Neste diferendo em volta da avaliação dos professores está visto que da parte de algumas direcções sindicais o que está em causa já não é uma qualquer questão laboral mas sim derrubar a ministra e fragilizar o mais possível o governo, no velho registo de quanto pior melhor.
O novo Estatuto do Aluno e a Avaliação dos Professores são instrumentos fundamentais integrantes de uma estratégia global para a Educação facilitadores de avanços civilizacionais que catapultem Portugal para patamares desenvolvimentais ao nível dos países do norte da Europa.
Como pai, psicólogo, formador de formadores e socialista daqui lanço o meu incentivo convicto:
Força Ministra!
quinta-feira, 20 de novembro de 2008
Força Ministra!
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
Abandono Aprendido - Learned Helplessness

O Abandono Aprendido ou Learned Helpelessness (AA), mencionado pela primeira vez em 1975, por um grupo de investigadores liderado por Martin E.P. Seligman, é hoje considerado um síndrome de défices cognitivos-afectivos-motivacionais, caracterizado por uma inibição da acção e sentimentos de desânimo, visando o evitamento de acontecimentos negativos, aversivos ou de fracasso, já previamente ou similarmente experienciados, em consequência da adopção de um estilo atribucional específico. Embora não se possa atribuir a esta variável sócio-cognitiva o monopólio da explicação do processo ela é, sem dúvida, um mecanismo psicológico (entre outros) constritor da liberdade individual e social.
(Adaptado de Aronson, Wilson & Akert, 1999)
O rapaz da figura acredita que a causa da sua fraca nota é estável (não ser inteligente manter-se-á para sempre), interna (o que lhe acontece deve-se a si próprio) e global (não ser inteligente afectá-lo-á noutras situações para além da Matemática). Este tipo de explicação, de estilo explicativo, leva à redução do esforço e inabilidade para a aprendizagem. A rapariga, por outro lado, acredita que a causa da sua fraca nota é instável (o professor fará um teste mais fácil e ela poderá estudar mais da próxima vez), externa (o professor fez um teste difícil de propósito) e específica (o que provocou a sua fraca nota não afectará mais nada, por exemplo a sua nota a Português). Assim, as pessoas, que explicam os maus acontecimentos desta forma mais optimista, estão menos propensos à depressão e mais aptos ao sucesso numa panóplia de tarefas.
Na vida, quando o pessimismo se instala e se explica a dura realidade por factores internos, estáveis e globais, ou seja, acreditando-se que as causas subjacentes à situação têm a ver com a sua própria falta de capacidade, que sempre foi assim e sempre assim continuará a ser, criam-se condições para a instalação do síndrome. Situação em que as pessoas não geram quaisquer estratégias protectoras e permanecem passivas perante as dificuldades.
Os estudos conhecidos apontam para que os grupos de maior risco são as mulheres de nível sócio-económico (NSE) baixo logo seguidas dos homens de NSE baixo (Ribeiro, 2001).
Poder-se-á assim dizer que a pobreza, o insucesso e, quiçá, a infelicidade não se resumem apenas à falta de meios, sendo também um problema individual de mestria, dignidade e auto-estima.
domingo, 31 de agosto de 2008
Dor "social" (emocional, afectiva, relacional) perdura mais que a dor física

Além disso, verificaram ainda que sujeitos que só tinham que relembrar ocorrências fisicamente dolorosas apresentavam melhor desempenho em tarefas intelectualmente exigentes comparativamente com os que tinham que relembrar acontecimentos socialmente penosos.
Ainda segundo aqueles investigadores, tais factos deverão ficar a dever-se à evolução do córtex cerebral que dotou os seres humanos de uma maior capacidade de criação e de adaptação, de viver com e em grupos, em comunidades e em culturas bem como de responder à dor associada à interacção social.terça-feira, 15 de julho de 2008
O Síndrome do "Cospe Nele" ou o não valorizar suficientemente aquilo que está próximo de nós
ouvi hoje (ontem, segunda-feira) na RTP1, Programa Prós e Contras, um Homem, que normalmente se remete ao silêncio, a falar. Artur Anselmo, de seu nome, Professor Catedrático. Senti orgulho de ser Português. Mas logo a seguir intervém um pretenso músico a dar-nos a melodia do costume. Percebi ainda melhor o que nos quer transmitir o Professor Artur Anselmo quando diz que por norma prefere não falar e chama a atenção para a característica atávica do Povo Português: a verborreia, a conversa fiada.
Como refere Artur Anselmo, bastará ler o Ensaio de Psicologia Portuguesa de Francisco da Cunha Leão para chegar à conclusão que os Portugueses são uns bons fala-baratos, gostam de falar, têm opinião sobre tudo, dividem o mundo em bons e maus, o maniqueísmo está na sua maneira de ser, são emotivos, reflectem pouco e pensam ainda menos. E remata dizendo, seria bom que começassemos a pensar.Aqui está a LIÇÃO imperdível http://ww1.rtp.pt/multimedia/?tvprog=23414&idpod=15657