terça-feira, 28 de outubro de 2008

Caro anónimo

Considerando, que um anónimo é:
  • um ser estranho,
  • cobarde,
  • má lingua,
  • etc.,
  • em suma má rés.

Admito, pelo estilo e informação, que não se inclua na caracterização acima descrita, digo-lhe:

  • é verdade sim senhor que o JJ é um homem difícil.

Mas, estou convicto que cada um de nós o é, e por esse facto respondo-lhe.

Não se trata de endeusar ninguém, mas de lhe fazer justiça, apesar de não concordar com tudo o que faz ou diz.

Sobre a liderança do Mário Gouveia e de este ser candidato à câmara da Maia, já o disse em "post" anterior, que o considero e bem, o melhor e o mais bem posicionado para a candidatura.

Agora sobre esse "grupelho" a quem ele "tem dado muita atenção", informo-o que ele não precisa de cuidados especiais, pois jogam às claras e fazem política honesta, porque são gente de carácter e de bem, caso contrário assinavam como anónimos.

Para quem está envolvido nas questões partidárias, não é estranho o movimento de negociação, da qual o anónimo parece estar arredado.

Fala por dor?

Previno já que se pretende alimentar a argumentação, não estou disponível para este tipo de controvérsia.

Saudações Socialistas

António Espojeira

Joaquim Jorge

Adeus camarada!
Olá, amigo!(?)
É assim, os caminhos são sempre pessoais, com muitos encontros e alguns desencontros.

Do espírito vivo e inquietude que te caracteriza, resultou um trabalho que bem poderia ser um "case study".

Desejo-te felicidades para os novos desafios.
Abraço amigo e saudações Socialistas.

António Espojeira

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Joaquim Jorge desfiliou-se do PS

É com preocupação e tristeza que assistimos à desfiliação do amigo Joaquim Jorge do Partido Socialista. Homem trabalhador, frontal, solidário, generoso e leal, com um pensamento organizado sobre as mais diversas áreas de intervenção política e dono de apurada capacidade e perspicácia de análise política, sempre pautou a sua intervenção cívica pela defesa e afirmação de causas e princípios de base humanista e da justiça social.

Os meus votos são para que este momento de ruptura seja a antecâmara do incremento e intensificação da sua entrega às causas públicas, às causas dos que mais precisam, já que Joaquim Jorge é indubitavelmente, pela retórica e pela praxis, uma personalidade de referência no meio político nacional que o povo respeita e admira.

Nesta hora, pela amizade que nos une, só posso dizer:
Um grande abraço Joaquim Jorge. Força, vai em frente. Segue, como sempre, as tuas convicções!

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

O CIMASA

O CIMASA - Centro de Informação, Mediação e Arbitragem de Seguros Automóveis tem por objecto promover a resolução de litígios emergentes de acidentes de viação dos quais resultem unicamente danos materiais, e que reunam os seguintes requesitos:
-Acidentes que não tenham envolvidos mais de três veículos;
-Acidentes que tenham sido participados à Companhia de Seguros;
-Não tenham decorridos mais de seis meses desde a última posição escrita assumida pela Companhia de Seguros.
A resolução de litígios decorre em trê fases: Informação e Mediação, Conciliação e Arbitragem. Se nas duas primeiras fases não se conseguir resultados(o mais comum), o processo prossegue, se assim concordar, para a fase de Arbitragem(Julgamento Arbitral).A Arbitragem é um processo célere de resolução de conflitos, realizado por um Juiz Árbitro(Juiz Conselheiro do Supremo Tribunal de Justiça), nomeado pelo Conselho Superior de Magistratura, produzindo a Sentença Arbitral proferida os mesmos efeitos que uma Sentença de um Tribunal Judicial, sendo susceptivel de execução e de recurso para os Tribunais Superiores.
Nessa Sentença Arbitral, O Juiz Árbitro está vinculado ao principio da legalidade material, isto é, alicerça a sua decisão na lei e, sobretudo, na prova (testemunhal e documental) produzida na Audiência de Julgamento Arbitral, podendo, no entanto, recorrer a critérios de equidade.
De salientar que, apenas na fase de Arbitragem e nos processos cujo valor reclamado seja superior a 5.000€, é obrigatório a constituição de mandatário judicial.
Se as partes optarem por levar o processo para arbitragem, então pagarão uma pequena taxa no valor de 3% do valor da causa, com um minimo de 50 Euros e um máximo de 500Euros.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

O que garante o Fundo de Garantia Automóvel?

Este Fundo garante, em determinadas condições, o pagamento das indemnizações devidas por danos corporais ou materiais, decorrentes de acidente de viação causados por veículos que não tenham o seguro obrigatório. Está sujeito a uma franquia, no caso de danos materiais.

O que fazer se algum dos sinistrados não tiver seguro?

Se algum dos sinistrados não exibir comprovativo de seguro válido, os outros intervenientes no acidente devem recolher todos os dados possíveis, em particular a matrícula do veículo e identificação do condutor, e pedir informações ao Departamento de Apoio ao Consumior do ISP sobre a forma de localizar a seguradora a partir da matrícula, ou de recorrer ao Fundo de Garantia Automóvel, se não existir seguro.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Se tiver um acidente, o que devo fazer?

Obter os elementos de identificação dos outros intervenientes - condutor e veículo - no local do acidente, e da existência de seguro, nomeadamente o nome da companhia e o número da apólice;
Identificar as testemunhas oculares;
Se possível, procurar acordo através do preenchimento, pelos dois condutores, da Declaração Amigável de Acidente Automóvel, que deverá ser assinada por ambos. A entrega deste documento na seguradora é essencial para o funcionamento do sistema IDS - Indemnização Directa ao Segurado.

O que é a IDS?

É a Indemnização Directa ao Segurado, que permite, em caso de acidente, regularizar o sinistro directamente na sua seguradora, mesmo não tendo a cobertura de Danos Próprios. Não existindo responsabilidade do Segurado, todo o processo de regularização do sinistro será desenvolvido pela sua Seguradora, por conta da outra seguradora.
O sistema IDS aplica-se a sinistros sem danos corporais e em que o valor da reparação não ultrapasse o montante de € 15000.

A franquia...

Pode existir de duas formas: em percentagem ou em valor fixo, ambas previamente contratualizadas, em função das Companhias de Seguro. No primeiro caso, o valor da franquia será a percentagem convencionada relativamente ao capital do veículo. No segundo caso a franquia a aplicar, independentemente do valor do veículo, será o valor fixo acordado.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

O que é a franquia?

A franquia é uma importância fixa estabelecida(na apólice) que fica a cargo do segurado em caso de sinistro. Esta, nem sempre existe e, por vezes, é opcional.
A franquia permite ao segurado reduzir o prémio, responsabilizando-se por uma parte do prejuízo. Quanto maior é a franquia, menor é o prémio. Independentemente da existência de franquia, os terceiros lesados são indemnizados pela totalidade dos danos sofridos. O valor da franquia é sempre determinado em função do capital do veículo e não em função do montante do sinistro.

O que está coberto pelo seguro obrigatório?

O seguro obrigatório, garante as indemnizações devidas por danos patrimoniais e não patrimoniais causados a terceiros, bem como àS pessoas transportadas.

Porque necessito de um seguro Auto?

O proprietário ou o condutor de um veículo são responsáveis pelos prejuízos que este possa causar e, em caso de acidente, podem incorrer em graves responsabilidades, face às indemnizações que lhe poderão ser exigidas. Por isso, é obrigatório um seguro de responsabilidade civil para veículos terrestres a motor e seus reboques.

Seguros - alguns conceitos que importa conhecer

Nos próximos dias, aqui no Catassol, exploraremos algumas questões essenciais relacionadas com o Ramo Automóvel, que importa dominar na plenitude. Questões que todos nós ouvimos, ou vamos ouvindo com frequência, mas que nem por isso dominamos. Este fórum informativo pretende também ser confrontado com questões pertinentes relacionadas com esta temática às quais responderemos com toda a seriedade e conhecimento.
O desafio está feito!

sábado, 18 de outubro de 2008

Explorar o corpo humano em 3D

Disponível em Visible Body a visualização em 3D, com extrema precisão e detalhe, dos sistemas e estruturas constituintes do corpo humano.

De uma forma muito fácil é possível viajar de forma interactiva no corpo humano ao longo de quase 2000 estruturas anatómicas que se podem observar, ampliando ou diminuindo pela acção do mouse, com grande precisão e detalhe.

Inicialmente desenhado para profissionais de saúde, o acesso acabou por ser democratizado bastando para isso o registo (gratuito) e o download de um plug-in de navegação.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Siderurgia Nacional

O que se passará na cabeça dos trabalhadores (incluindo administradores) da Siderurgia Nacional (SN), depois das noticias publicadas no Público de 01/10/08 e replicadas no 1ª Mão de 03/10/08.


A mim deixou-me confuso, por várias razões:
  1. A hostilidade das notícias e o tom ameaçador de responsáveis políticos.
  2. A falta de substância da informação e a confusão sobre a responsabilidade dos factos.

  3. O não perceber a oportunidade de excitação pública de um problema que os serviços ambientais da CMM podem ajudar a resolver.

Enquanto cidadão interessado nunca me apercebi de qualquer movimento social de repúdio à SN, apesar de este tema ter sido abordado numa das visitas políticas do Secretariado do PS Maia, ao tempo do Fernando Ferreira.


No entanto posso testemunhar que houve algum nervosismo por parte de um responsável da SN, que nos convidou a abandonar o local – Pátio exterior ao portão principal.

Uma das maiores responsabilidades dos Políticos, além de gerir a coisa pública de forma séria e justa, é a de garantir a paz e criar condições de atractividade mas parece que na Maia (e não só) o que conta é o folclore, sair nos jornais, dar nas vistas ainda que pelo ridículo.

«Impacte ambiental» – conjunto das alterações favoráveis e desfavoráveis produzidas em parâmetros ambientais e sociais, num determinado período de tempo e numa determinada área (situação de referência), resultantes da realização de um projecto, comparadas com a situação que ocorreria, nesse período de tempo e nessa área, se esse projecto não viesse a ter lugar. DL 69/2000, art.º 2, alínea j.

Esclarecido o conceito de Impacte Ambiental (não confundir com impacto), agradeço a alguém com disponibilidade que me informe sobre este movimento, pois é provável que me junte a eles se as reclamações forem justas e resultarem da má vontade dos trabalhadores e da ganhunça da Empresa de Produtos Longos, SA

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Resposta a Anónimo que disse "...Teixeira dos Santos, foi convidado para ser candidato do PS à Câmara da Maia..."


Meu caro, Anónimo.
Obrigado pela interpelação.

Parece-me que a sua observação contém duas questões:
  1. A recusa de Teixeira dos Santos a ser candidato à CMM,
  2. Avaliação de duas personagens distintas à CMM.

Pois bem, argumento à luz da informação que disponho:

  1. O Teixeira dos Santos é um ministro do nosso governo, com um bom desempenho das suas tarefas. Pelo que acredito pretende manter como prioridade a sua continuidade na governação.

  2. O seu apreço pela primeira personagem não o legitima para desqualificar a segunda (deduzo que esteja a pensar no Mário Gouveia). Até porque se falar bem é condição fundamental, na minha perspectiva o actual presidente da CMM, Bragança Fernandes, também nunca poderia ocupar o cargo. Da mesma forma também não reconheço no Teixeira dos Santos essa capacidade oratória. Acrescento ainda que tendo presente o "Princípio de Peter", não é possível inferir que "um indivíduo que mal sabe falar" tenha atingido o seu patamar de incompetência.

É minha convicção, caso o Mário Gouveia confirme a sua candidatura, que não será avaliado pela sua capacidade oratória mas pela capacidade, disponibilidade e competência para o cargo.

Grato pela oportunidade

Saudações Socialistas

Câmara Municipal da Maia - Denúncia de eventuais irregularidades


De há algum tempo a esta parte têm chegado, por e-mail (dois casos) e através de comentários anónimos (a maioria), denúncias várias relativas a eventuais irregularidades/ilegalidades ocorridas no âmbito da Câmara Municipal da Maia e/ou de empresas municipais.

Esclarecemos os interessados que, da nossa parte, em face de factos que se reputem de fidedignos quanto à sua validade, agiremos, não haja qualquer dúvida, em conformidade, com recurso à via política, administrativa e/ou judicial mais adequada, honrando a responsabilidade de que estamos investidos enquanto cidadãos e autarcas.

Nesta conformidade e no seguimento das conclusões da “Análise da Mortalidade e dos Internamentos Hospitalares por Concelhos de Portugal Continental”, que dão a Maia como um dos concelhos mais prevalentes em termos de mortalidade por neoplasias (cancros malignos) dos brônquios e dos pulmões, após nos ter chegado informação credível relativamente a eventual envenenamento de solos agrícolas por via de compostagem contaminada fornecida, em tempo, pela Lipor, estamos a desenvolver as necessárias diligencias junto das entidades competentes de controlo sanitário e científico.

Para que conste, de modo próprio e no âmbito da investigação sobre este e outros casos congéneres, na qualidade de Deputado Municipal, solicitei, no início do mês de Setembro, autorização para consultar as actas das reuniões do executivo municipal que, até ao momento, não foi atendida.

Uma nota final para referir, com sublinhado, que em matéria tão sensível preservaremos, sempre, em absoluto o interesse e/ou o anonimato da fonte.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Ondas (de choque!) na Câmara Municipal da Maia


Ao que tudo indica continuam as ondas de choque no seio da coligação PSD/PP, resultantes da tentativa de golpe palaciano para sediar todas as competências do pelouro da educação da CM Maia numa empresa municipal tutelada pelo vereador da cultura.

Fonte bem colocada refere não acreditar que "rolem cabeças" apesar do "clima" estar particularmente tenso e com desfecho imprevisível... Assiste-se a intensa movimentação dos "barões" e seus "lugares-tenente" com um olho na próxima lista à CMM e outro na(s) candidatura(s) às próximas eleições no PSD Maia!...

Restaria aguardar e até fazer apostas sobre quem sairia vitorioso, na vereação e no partido, caso o assunto não fosse tão sério e melindroso!

Por isso os maiatos esperam que, no seio da coligação e da CMM, a sensatez prevaleça e o aventureirismo seja contido para bem da Maia.

Câmara Municipal da Maia - O Caos




Mesmo para os mais desatentos está a ser por demais evidente, a avaliar pelos factos vindos a público, que se vivem hoje, no seio da Câmara Municipal da Maia (CMM), dias extremamente conturbados. É indesmentível que a CMM está a atravessar uma gravíssima crise de liderança, que inevitavelmente afecta e prejudica a Maia e os maiatos.

A desmedida ambição de alguns apaniguados e a extrema debilidade política e de liderança, por demais e todos reconhecida, do actual presidente da câmara está a levar a que se estejam a escrever as páginas mais negras da história recente da Câmara e da Assembleia Municipal da Maia.

O tom lamechas, a falta de ambição e afirmação, o ziguezaguear dos responsáveis políticos da edilidade maiata em questões tão importantes como a educação e as sucessivas oportunidades perdidas para trazer novos investimentos e equipamentos para o concelho estão a comprometer seriamente o futuro da Maia.

E, se alguma dúvida houvesse, ontem, 24 de Setembro, quem assistiu à reunião da assembleia municipal ficou cabalmente esclarecido. Percebeu-se à saciedade estar em curso a mais fratricida luta política pelo poder e a corrida aos lugares no seio do executivo da CMM e do partido que a sustenta. A insensatez, a falta de pudor e de decoro estao a assumir contornos e dimensão escandalosa por parte de alguns políticos com responsabilidades municipais. Três exemplos:

O Sr. Presidente da CMM foi obrigado a retirar da ordem de trabalhos dois dos assuntos mais importantes, por manifesta impreparação e/ou erros grosseiros subjacentes às matérias em apreço;

Atribuição do estatuto de utilidade pública a um particular (bem conhecido cá do burgo) como justificação para a desafectação de uma extensa parcela de território à reserva agrícola nacional e o atropelo do PDM para aí construir um hotel, na voz do Sr. Presidente da CM Maia, apartamentos (?) para cadelas e gatos (30 ao todo), a arrendar pelos seus donos para os deixar enquanto se ausentassem do concelho ou, porventura, enquanto estivessem no hospital(?). Pretendendo a edilidade maiata com esta pretensa solução continuar a iludir e a adiar a construção do canil municipal, esse sim para dar resposta às imensas situações irregulares de animais vadios, abandonados e perigosos que tanto mal-estar causam às populações;

Por último, na linha dos sucessivas posicionamentos, incoerentes e contraditórios, veiculados publicamente pelo presidente e pelos vereadores da cultura e da educação, sobre a descentralização de competências para os municípios em matéria de educação, apresentam-se para votação os estatutos de uma empresa municipal dirigida pelo vereador da cultura que ficaria, com a nova redacção e de forma astuciosamente dissimulada, a tutelar em exclusivo a contratação do pessoal docente e não docente, a acção social escolar, a construção, manutenção e apetrechamento de estabelecimentos de ensino, os transportes escolares, a educação pré-escolar da rede pública, as actividades de enriquecimento curricular, etc. O que claramente pressupõe o completo esvaziamento das atribuições do pelouro da educação e, ipso facto, da CMM.

Depois do líder do PS Maia e Presidente da Junta de Freguesia de Milheirós, Dr. Mário Gouveia, ter alertado a assembleia para estas preocupantes realidades gerou-se a completa confusão no seio dos deputados do PSD/PP que, inclusive, os obrigou a solicitar a interrupção dos trabalhos, o que, facto inédito, aconteceu por cerca de uma hora e levou à retirada do assunto da ordem de trabalhos.

Não serão estas razões, mais que suficientes, para se interporem providências cautelares que impeçam este neoanarquismo autárquico e o desmando em curso?

Ao contrário do que algumas vozes afirmam, não me parece que tanto a propalada lei da rolha do “estratega”, como o marketing e a publicidade do “public relations” estejam a servir os interesses dos actuais corpos gerentes da CMM e muito menos dos munícipes maiatos. A fuga, o medo do confronto e do debate de ideias são sinónimos de pequenez intelectual e política; Daí, pela ausência de factos que obriguem à notícia dada, o recurso à notícia paga, à notícia encomendada, apanágio mais dos habilidosos que dos habilitados.

É caso para dizer, que mais irá acontecer?

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Abandono Aprendido - Learned Helplessness


O Abandono Aprendido ou Learned Helpelessness (AA), mencionado pela primeira vez em 1975, por um grupo de investigadores liderado por Martin E.P. Seligman, é hoje considerado um síndrome de défices cognitivos-afectivos-motivacionais, caracterizado por uma inibição da acção e sentimentos de desânimo, visando o evitamento de acontecimentos negativos, aversivos ou de fracasso, já previamente ou similarmente experienciados, em consequência da adopção de um estilo atribucional específico. Embora não se possa atribuir a esta variável sócio-cognitiva o monopólio da explicação do processo ela é, sem dúvida, um mecanismo psicológico (entre outros) constritor da liberdade individual e social.

(Adaptado de Aronson, Wilson & Akert, 1999)

O rapaz da figura acredita que a causa da sua fraca nota é estável (não ser inteligente manter-se-á para sempre), interna (o que lhe acontece deve-se a si próprio) e global (não ser inteligente afectá-lo-á noutras situações para além da Matemática). Este tipo de explicação, de estilo explicativo, leva à redução do esforço e inabilidade para a aprendizagem. A rapariga, por outro lado, acredita que a causa da sua fraca nota é instável (o professor fará um teste mais fácil e ela poderá estudar mais da próxima vez), externa (o professor fez um teste difícil de propósito) e específica (o que provocou a sua fraca nota não afectará mais nada, por exemplo a sua nota a Português). Assim, as pessoas, que explicam os maus acontecimentos desta forma mais optimista, estão menos propensos à depressão e mais aptos ao sucesso numa panóplia de tarefas.
Na vida, quando o pessimismo se instala e se explica a dura realidade por factores internos, estáveis e globais, ou seja, acreditando-se que as causas subjacentes à situação têm a ver com a sua própria falta de capacidade, que sempre foi assim e sempre assim continuará a ser, criam-se condições para a instalação do síndrome. Situação em que as pessoas não geram quaisquer estratégias protectoras e permanecem passivas perante as dificuldades.
Os estudos conhecidos apontam para que os grupos de maior risco são as mulheres de nível sócio-económico (NSE) baixo logo seguidas dos homens de NSE baixo (Ribeiro, 2001).

Poder-se-á assim dizer que a pobreza, o insucesso e, quiçá, a infelicidade não se resumem apenas à falta de meios, sendo também um problema individual de mestria, dignidade e auto-estima.

domingo, 21 de setembro de 2008

Problemas Técnicos


Problemas técnicos impedem-me de postar com a frequência habitual. Retomar-se-á a cadência logo que possível.

Obrigado!

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Maia Política: A Governamentalização e o Apagão do PSD Maia

Muitos anos de exercício continuado do poder levam, inevitavelmente, ao empobrecimento do espaço político e da participação cívica. A cristalização das estruturas e a proliferação de mandantes, com a missão de formatar, condicionar e conter qualquer perigosa dissensão, são os efeitos mais perversos e nefastos que a ausência de alternância (e de alternativas) produz.

Circunstanciados a esta realidade, lidar bem as tentativas de condicionamento e manter vivo o espaço de oposição política é vital.

A lucidez com que António Espojeira, no passado recente e, em particular, hoje, lidou os últimos exemplos de “política à corda” (Take 1 & Take 2), em que a Maia é fértil, alarga, ainda mais, a janela de oportunidade para uma paisagem de mudança.

Joaquim Jorge, com a habitual liberdade e pontaria acutilante, veiculando o que muitos pensam mas não dizem, materializa o profundo sentimento de irreverência e de audácia que têm de possuir os que almejam vencer!

Sinais que, em conjunto com outros que emanam do seio do PS Maia bem como da própria sociedade civil [e, em contraponto, o apagão do PSD Maia (Take 3 & Take 4)], consistente e paulatinamente confirmam e afirmam a alternativa de uma força partidária que virá a ser poder na Maia.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

PS Maia


Exmo(s) Vereador(es),


Sr. Miguel Ângelo Rodrigues

Escrevo porque partilho da sua indignação com o estado das coisas no PS Maia. Na verdade também defendo que um partido político se deve pautar por valores e princípios, que persigam o fim maior de dignificar a democracia e quem a pratica.

Acredito, também, que uma liderança liberta dos sindicatos de voto consegue ser mais justa e criativa, na construção dos caminhos da Esperança num futuro corrigido de alguns vícios do presente.

Estou certo, também, que uma liderança deve ser de conjunto, maximamente democrática e não refém de um qualquer sindicato de voto.

Aproveito para negar a sua afirmação implícita que os valores e princípios se alteraram pela alternância geracional. Não, não é verdade que a alteração dos princípios e valores da moral sejam fruto do dinamismo inexorável do tempo. O que o Sr. Vereador denuncia são as velhas práticas, tão velhas que tocam nos fundadores do PS Maia, que lhe serviram e de que é responsável pela sua manutenção.

Assim, convicto daquilo que se pretende de renovação, informo que o PS Maia não é mais do que aquilo que o Sr. afirma, apesar de ser mais do aquilo que deseja.

Saudações socialistas


Sr. Mário Nuno Neves

Muito obrigado pela análise ao PS Maia, que apesar de velha é pertinente. É verdade e dói-nos muito. Contudo, só afirmar a nossa inutilidade nos dias de hoje e perante o escrito do vereador MAR, parece uma perversão. O Senhor já deveria ter denunciado isso há muito tempo, mas isso não servia os interesses da maioria, não é verdade?

A vossa escola política ainda tem por bom que qualquer oposição deve ser reduzida à insignificância, esmagada se necessário, verdade? Pois fique certo que existe um bom punhado de gente séria, à qual se vão juntar muitas mais, que tranquilamente vão preparar os políticos do futuro.

Sabe, para renovar a esperança basta um modo diferente de actuar, sem folclore. Que não esteja sempre à espera do desaire do outro, que seja capaz de perceber a humildade.

Não tenha receio pelos Maiatos.

Recordo-lhe que foi no PS Maia, apesar da barafunda, que houve coragem para apresentar uma terceira via.

Cordialmente