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quinta-feira, 20 de maio de 2010

Pausa

A todos os que visitam este espaço informamos que a nossa actividade bloggista vai ser interrompida por tempo indeterminado, porque a maioria dos seus autores aceitou concentrar-se no projecto de "Refundar e Abrir uma Nova Esperança" no PS Maia, pois foi entendido que o serviço à Maia e aos Maiatos será mais proficuo se formos bem sucedidos neste designio de cidadania.

Até um dia destes.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

PS Maia – A vitória de um projecto transparente e mobilizador

Hélder Ribeiro ganhou as eleições para a Comissão Politica e Concelhia com maioria absoluta (28 mandatos contra 17).

Foi a afirmação clara de um novo PS com novas práticas, cultivando a solidariedade e os valores essenciais do ideário socialista.

O acto eleitoral foi muito concorrido o que, por si só, demonstra bem a pujança deste novo PS. Na Secção de Pedras Rubras votaram 80% dos militantes.

Foi a vitória daqueles que fazem opções, assumidas sem tergiversar, para ganhar ou para perder, em torno de um projecto e de uma liderança que disputa os votos do eleitorado militante sem escamotear o essencial, sem hesitações, sem subterfúgios, numa disputa de alternância democrática, tão saudável em democracia.

Foi a vitória de um projecto que manifestou o apoio inequívoco a Renato Sampaio para a Federação do Porto e a José Sócrates como timoneiro das hostes socialistas e do país.

Foi a vitória de um projecto claro e transparente. Foi a vitória de um projecto que conhece os militantes um a um e com eles se relaciona, que conhece os problemas que afligem os conterrâneos, que conhece as dificuldades que o concelho atravessa e que as freguesias sentem.

Foi a vitória de um projecto plural fundado em cima de um manancial de experiência militante, adquirida ao longo de muitos anos a servir o partido e a comunidade.

Foi a vitória de um projecto que traça um caminho, define um rumo e se mostra capaz de mobilizar o melhor que o PS Maia tem. Um caminho e um rumo que faça de novo acreditar aos eleitores da Maia que o PS tem capacidade para governar o concelho e retirá-lo do marasmo em que a gestão desastrosa, sem visão e sem chama do PSD o colocou ao longo dos últimos anos.

Sabemos que nos espera uma tarefa muito difícil mas não nos falta força anímica, vontade de afirmação e esperança no futuro. Queremos contar com todos aqueles que assumam esta praxis partidária, acreditem nos valores do Socialismo Democrático que norteiam a nossa acção política e partilhem connosco do fundado e genuíno entusiasmo de que somos capazes de gerar soluções em que os maiatos acreditem.

A Maia vai de novo poder contar com o PS.
Agradeço a todos o empenhamento demonstrado nestas eleições.
Contem connosco. Vamos trabalhar, é isso que sabemos fazer melhor.

domingo, 18 de abril de 2010

Sorte, Sr. Presidente!

Dr. Hélder Ribeiro
Presidente eleito da Comissão Política Concelhia da Maia do Partido Socialista

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

A Propósito do Conselheiro Luíz de Magalhães

A Assembleia Municipal da Maia entendeu e bem comemorar os 150 anos do nascimento desta ilustre figura que viveu grande parte da sua vida na Quinta do Mosteiro em Pedras Rubras, embora tivesse nascido em Lisboa, filho do conhecido tribuno José Estêvão.

Talvez suscitada pelas afinidades identificadas, a homenagem tem sentido porque a vivência do Conselheiro Luíz de Magalhães em Moreira da Maia foi importante, tornando-se a sua casa um autêntico pólo irradiador de cultura que muito honrou o Concelho da Maia.

Homem profundamente conservador, monárquico, membro do Movimento do Integralismo Lusitano, serviu o ditador João Franco, nunca conseguindo adaptar-se à profunda viragem política que foi a implantação da Republica(Não esqueçamos que o integralismo Lusitano foi o berço de Salazar)

Refugiou-se nas letras e na poesia tendo-se correspondido com as maiores figuras intelectuais da época, Eça de Queirós prefaciou o seu livro “O Brasileiro Soares”, baseado na vida de um emigrante brasileiro, o conhecido proprietário da Casa da Torre na Feira de Pedras Rubras.
Pensamos porém que o conteúdo da homenagem é desastroso.
Semear de bustos a Freguesia de Moreira, onde a palavra Modelo dava a entender mais uma promoção de detergentes do que a recordação do Conselheiro foi, de facto, de muito mau gosto.

Como inacreditável foi também a postura do candidato derrotado do PS à Câmara da Maia ao manifestar uma total ignorância quanto à personagem homenageada. Por algum motivo o PS teve o pior resultado de todos os tempos.

domingo, 13 de dezembro de 2009

Assim, NÃO!

Em relação às últimas notícias que envolvem a edilidade maiata não posso deixar de estar de acordo genericamente com Mário Nuno Neves, em especial quando diz "Todos os dias aparecem noticiados mais “coisas e loisas” e uma torrente de comentários e contra-comentários de jornalistas que são comentaristas e de comentaristas que são jornalistas (é que já se torna difícil perceber o que é muita dessa gente é efectivamente)." Ainda mais quando se noticiam em grandes parangonas a PJ ter visitado a casa de A e de B.

Porque é que a PJ, reiterada e impunemente, permite, de maneira selectiva, que informação classificada seja publicada? Porque é que jornalismo e informação cada vez mais são antónimos?

Tal como o PS no concelho da Maia parece que também algumas das mais importantes instituições em que assentam o Estado de Direito e Portugal necessitam de uma refundação. A sua requalificação, reorganização e revitalização terá, urgentemente, que se operar para que haja uma nova esperança.

O laxismo e a entropia dessas instituições garante a impunidade daqueles que leviana, ilícita e maldosamente lançam e/ou difundem o anátema.

Deixo aqui o meu veemente protesto e a manifestação da minha mais profunda indignação pela forma como alguns tão maltratam e se utilizam do direito, da justiça, do jornalismo e da política.
Assim, NÃO!

Às vítimas desta atitude pequena, baixa e rasca, que mina os pilares fundamentais da República, da Democracia e da sociedade, a minha incondicional solidariedade. Aos autores e aos cúmplices, a minha firme e persistente oposição.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Refundar o PS na Maia

Ao cuidado de Adão Bastos

Olá amigo e Camarada.
Há algum tempo que não se dizia tanto em tão poucas palavras.

De facto a realidade deste nosso PS Maia é confrangedora e é verdade que no espaço de dois mandatos internos, tudo parece ter mudado, digamos até que, pelo ponto de vista dos órgãos da Câmara, tudo mudou irremediavelmente.
No entanto e como tu próprio reconheces ao nível interno as coisas não são tão definitivas, porque as eleições internas vão com certeza reposicionar a força das facções. Assim, aqueles a quem chamas de “militantes mais antigos” têm aqui uma oportunidade de entrar novamente no jogo, que eu espero e desejo não o façam sozinhos nem em desespero de causa.
Os militantes mais antigos é verdade estão desgastados por anos de luta e comando, mas ainda são uma força não negligenciável para o processo de “refundamento” em curso.
Tal como dizes existem várias correntes neste nosso PS, não porque partilhem ideologia, pois essa em princípio é transversal a todos os militantes, mas porque as conjunturas propõem e provocam diferentes alianças, se assim não fosse nunca assistiríamos à aliança dos “Jovens Turcos” no controverso e de má memória processo autárquico.
Estou completamente de acordo com essa necessidade identificada de criar fóruns de discussão e diálogo fora da Comissão Concelhia.
É fundamental encontrar as plataformas de envolvimento e pacificação, a partir do qual nós, os empenhados, provocaremos a Refundação do PS Maia.
Parece-me bem a tua proposta de responsabilização dos “Secretariados”, neste processo de unificação pacificada (REFUNDAÇÃO) a emergir, mas tenho muitas dúvidas sobre a liberdade e equidistância.
Não seria despropositado passar essa responsabilidade a toda a militância, assim cada um de nós estaria legitimado para não só “reclamar”, mas também empreender acções e gestos de boa vontade no caminho da catarse a fazer.
Aproveito o momento para acrescentar breve análise e contributo:

1. Comissão Concelhia e Presidência – Considerando que estes órgãos estão esgotados: deveriam auto suspender as funções.
2. A JS porque umbilicalmente ligada e recentemente clarificada: podia assumir a gestão corrente e organizar as eleições internas.
3. Em caso de rejeição da JS, os Secretários Coordenadores reunidos em Comissão “ad hoc” deveriam designar um mandatário para o efeito.
4. Secções
· Águas Santas – Admitindo como verdadeiro, a indisponibilidade do Teixeira, para continuar à frente dos destinos da secção, esta deve encontrar rapidamente um militante disponível para a reorganizar.
· Barca – Tradicionalmente fechada seria gratificante assistir a um movimento interno de renovação ou à sua fusão com a Secção do Castêlo.
· Castêlo – Consistente na teimosia democrática deve permanecer nos seus propósitos.
· Gueifães – Aparentemente dividida é um pilar de referência na defesa dos direitos e obrigações da militância: deve dar o exemplo do caminho a percorrer para a pacificação.
· Maia – A cosmopolita tem interpretado uma diversidade singular, apesar das opções da liderança, não precisa de inventar uma nova realidade.
· Milheirós – Isolada deveria considerar como opção a fusão com Águas Santas ou Gueifães.
· Pedras Rubras – Este bloco de poder faz todo o sentido manter-se, pois assim garante a estabilidade de relações externas que as últimas Concelhias não foram capazes de garantir.

Por fim, convicto da necessidade de um impulso inicial, desafio-te. Organizemos um:

JANTAR DE ANO NOVO (o de Natal já passou a oportunidade)
Boas Festas!

António Espojeira (naesp@sapo.pt)
Secção Maia

domingo, 22 de novembro de 2009

PS os administradores da massa falida

Por decisão judicial (leia-se eleições autárquicas) a parelha Luís Rothes/Mário Gouveia, foi designada para administrar a massa falida do Partido Socialista no rescaldo do pior resultado de sempre, obtido nas últimas eleições.

De facto para qualquer náufrago das galeras em busca do El Dorado, o que resta são alguns baús vazios a flutuar no oceano, onde se agarram desesperadamente para, ao sabor da corrente, darem à costa.

As pobres mordomias conseguidas (senhas de presença, telemóveis e secretárias) não justificavam uma tamanha ambição pelo poder, que levou à destruição do PS, com profundas divisões internas e uma total falta de mobilização para a campanha eleitoral.

Sem projecto político, tudo começou mal: o nepotismo pessoal foi a linha que a dita parelha mais usou. Mas o mais espantoso é que, perante o descalabro eleitoral, há quem entenda que tudo deve continuar na mesma.

Que triste imagem dá o PS aos seus militantes e aos seus (escassos) votantes!
Acima de tudo interessa conservar o poder alicerçado naqueles que obtiveram a prenda de tendo sido escolhidos, fazem agora parte da Assembleia Municipal e Vereação da Câmara (ao todo 14 membros da Comissão Política).

A JS Maia que viabilizou a estratégia (furada) da parelha Luís Rothes/Mário Gouveia foi naturalmente muito premiada na constituição destes órgãos. Pena é que ignore as eleições para a Associação de Estudantes do ISMAI e das Escolas do Concelho bem como deixa a JSD reinar nas chamadas Lojas da Juventude da Câmara da Maia, e em restantes organismos (por exemplo, os que defendem o ambiente) que estão implantados no Concelho.

Realizam uns colóquios, dois ou três artigos no jornal e aí está o grupo ao assalto dos lugares.
Que futuro para o PS com esta gente a tentar salvar os cacos e os despojos do maior partido da oposição!

A Secção de Águas Santas está em desagregação eminente, a Sede Concelhia abandonada com condomínios, água e luz por pagar há meses reflecte bem o momento que atravessamos.

Que posição pode o PS fazer? Com que pacto de transparência pode o PS emergir deste lodaçal?...

Os novos protagonistas (?) protagonizaram a catástrofe.
E agarram-se ao poder como lapas.

Porque não convocar eleições antecipadas?
É ou não necessário que o PS ressuscite?

Imagine-se que Mário Gouveia, tendo sido quatro anos Presidente da Junta, nas eleições teve menos votação em Milheirós para a Câmara Municipal que nas eleições de 2005!
Que credibilidade pode ter esta liderança? Como é que a maioria nos pode respeitar?

Que vamos defender nos órgãos Municipais?
Não temos projecto político e estamos desacreditados perante a opinião pública.
A desfaçatez tem limites. Ao menos no CDS o líder demitiu-se. Foi digno e teve carácter.
Nós, um partido de esquerda, damos a triste imagem de nos batermos pelo poder, só e apenas pelo poder!

Os novos protagonistas (Luís Rothes já é repetente, foi 2º de Andrade Ferreira em 2005, tendo obtido agora pior resultado) atingiram o pior score de todos os tempos, ficando o PS apenas com duas Juntas de Freguesia.

Que oposição podemos construir a partir daqui?

É fundamental apresentar aos militantes e ao eleitorado uma outra imagem, uma outra liderança, uma outra esperança com outros protagonistas!

Refundar o PS Maia é urgente. Correr com os vendilhões do templo também!

Paulo Brandão
Deputado Socialista da Assembleia de Freguesia da Vila de Moreira

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

PS Maia, refundação para uma nova esperança

Os resultados eleitorais saídos dos últimos plebiscitos – europeu, nacional e autárquico – já foram por demais escalpelizados. Houve resultados para todos os gostos e, de uma maneira ou de outra, todos puderam cantar vitória. Melhor dizendo, quase todos.

Na Maia, globalmente e pela primeira vez, a esquerda perdeu e, dentro desta, o PS foi o que mais perdeu. Se nas Europeias e Legislativas os resultados se ficaram a dever mais a factores exógenos, nas Autárquicas deveram-se, obviamente, a factores endógenos.

Desde logo, impunha-se uma reflexão séria, a assumpção de responsabilidades, a retirada das inerentes consequências políticas e, sobretudo, o ensaiar de novas soluções. Tal deveria ocorrer no fórum nobre do partido a nível concelhio – Comissão Política – estivesse ela legalmente organizada, a funcionar limpa sem continuar sitiada por uma certa forma de anarco-sindicalismo de interesses e práticas que instilam à agressão verbal e física dos que ousam discordar e resistir, tal como a última reunião confirmou.

O estado actual de degradação da imagem e de fragmentação do PS Maia obriga à sua refundação para uma nova esperança, por forma a revitalizar o seu espaço político e fidelizar o seu eleitorado.

Consideremos pois dissolvida a Comissão Política Concelhia do PS Maia até que as próximas eleições internas, Março/Abril de 2010, a requalifique. Até lá, faça-se o necessário debate interno e apresentem-se as soluções.

Da minha parte, proponho-me participar e assumir, como sempre, as minhas responsabilidades.

sábado, 7 de novembro de 2009

CPC_2009-11-06 (a minha intervenção)

Boa noite!
Camaradas

Eu trazia um escrito, mas o elevado nível de hipocrisia atingido nesta Comissão Concelhia dispensa-me de o ler.
Por isso vou ao essencial do que tinha para vos dizer:
"...
Os factos que marcaram a legislatura desta Comissão Política cristalizaram uma divisão impossível de ultrapassar no tempo que lhe resta, que é o mesmo que dizer estamos todos dispensados até às próximas eleições internas. Comigo na presidência propunha a dissolução desta Comissão Concelhia.
...
Termino esta intervenção com o apelo aos potenciais candidatos que assumam já e agora a sua disponibilidade.
Por mim e porque toda a gente sabe que pertenço a uma corrente identificada, assumo a liberdade de indicar o camarada Hélder Ribeiro para liderar esse desafio."

Dito isto dispenso-me de fazer parte desta Comissão Política.
Boa noite camaradas

domingo, 1 de novembro de 2009

PS MAIA PEDE REFLEXÃO SOBRE DESAIRE NAS AUTÁRQUICAS


"Os Membros do Secretariado do PS Maia e os Secretários-Coordenadores agradeceram, em comunicado, a todos aqueles que, no passado dia 11 de Outubro, votaram no Partido Socialista. Não deixaram de cumprimentar os vencedores, desejando que o bom trabalho na Maia seja garantido durante o próximo mandato.

O mesmo comunicado teve como objectivo lançar o debate e a reflexão sobre os resultados obtidos nas últimas eleições. «Nestas autárquicas o PS obteve a nível nacional a maior vitória de sempre, na Maia averbou o pior resultado de que há memória. Tal realidade obriga a uma profunda reflexão sobre as causas de tamanho desaire», revelaram.

Depois das autárquicas, esperavam-se algumas atitudes que não foram visíveis. «Esperava-se que os principais responsáveis por tão pesada derrota, Direcção da Campanha e cabeças de lista à Câmara e Assembleia Municipal, se apresentassem perante o partido para se justificarem e o ouvirem, antes da tomada de posse nos órgãos autárquicos para onde foram eleitos», disseram.

Por outro lado, aguardavam ainda que o Secretariado se reunisse e que se convocasse a Comissão Política, onde fossem prestadas explicações e os lugares fossem colocados à disposição. Tal também não foi verificado.

O comunicado serviu, então, para os Membros do Secretariado do PS Maia e os Secretários-Coordenadores (Hélder Ribeiro, Joaquim Lopes, Joaquim Soares, JorgeCatarino, Rogério Rocha e Raquel Catarino) se demarcassem dos comportamentos que se seguiram às autárquicas do passado dia 11 de Outubro."

domingo, 25 de outubro de 2009

Clivagens na JS Maia?

Gabriel Almeida, líder de um dos núcleos da JS Maia, manifesta publicamente o seu profundo descontentamento e desacordo com a estratégia seguida pela direcção do PS e da JS maiata nas últimas eleições autárquicas.

(in jornal Primeira Mão de 24/10/2009)

Na verdade, se os responsáveis seniores pelos nano mini micro pequenos e desastrosos resultados de 11 de Outubro de 09 são, evidentemente, “Rothes, Correia & Gouveia”, é também consensual que, nos jotas, por detrás deste “ground zero” maiato está o Torres.

E, perante esta clara rejeição dos eleitores maiatos, irão (ou saberão) tirar daí as óbvias consequências políticas e assumi-las perante os seus camaradas de partido?...

Teme-se que continuem a dar razão ao povo! Afinal ele (Povo) é inteligente e não se deixa enganar, diz-se!

A ver vamos...

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Gestão e Política

Boa Tarde
Gostaria de começar por agradecer o convite. É para mim um enorme prazer poder escrever e trabalhar com toda a equipa que colabora neste blog informativo e de discussão pública de assuntos do interesse de todos os maiatos.
Naturalmente que o que “borbulha”, o que ferve e o que faz notícia são os rescaldos das eleições autárquicas.
É inevitável que não se fale dos resultados políticos das recentes eleições autárquicas. É um enorme desafio para a minha primeira crónica.
Todos sabemos que era uma eleição difícil para o PS Maia. Era difícil ganhar a Câmara, era difícil ganhar a Assembleia Municipal, era difícil ganhar nas Freguesias, em suma era difícil.
Mais difícil se torna quando o adversário directo tem, efectivamente, uma boa máquina de marketing político a funcionar.
Temos que ser claros e objectivos: O PSD Maia tem hoje, talvez resultado de tantos anos no poder, uma agilização e uma logística que se compara ao nível de candidaturas de cidades bem mais importantes e centrais que a Maia.
Contra isso também temos que combater.
O que realmente me preocupa não é o facto de perder. Não gosto como estou certo ninguém gosta mas penso que quem, após tantos anos de derrotas ainda cá continua (e refiro-me a muitos de vocês) é porque é um lutador, um vencedor e a vitória é apenas uma questão de tempo e projecto.
E é exactamente aqui que eu quero chegar… Projecto.
Muitas das nossas candidaturas a Assembleias de Freguesia eram apenas um conjunto de pessoas (com valor estou certo) mas sem qualquer projecto a curto, médio e longo prazo.
A nossa candidatura à Câmara tinha pessoas com valor mas não tinha um projecto sólido, integrado e que transcendesse um conjunto de áreas preponderante para o desenvolvimento do concelho e dos maiatos. E isso transpareceu para o exterior.
Há militantes do PS Maia que têm, sobre assuntos diversos, ideias e projectos para a Maia mas, de forma integrada e coerente, o PS Maia não tem ainda um projecto.
Por vezes, confesso, que tenho uma visão muito inclinada para a gestão processual mas permitam-me este raciocínio:
Hoje a Maia apresenta-se como um dos concelhos com menos representatividade socialista nos órgãos autárquicos. O concelho da Maia não é, no panorama metropolitano, um concelho que tenha sido alvo de um desenvolvimento e reconversão exemplar nestes últimos oitos anos. Nesta lógica, até se poderia dizer que o trabalho de quem gere e geriu nestes dois últimos mandatos foi “regular” não sendo por isso um factor de desequilíbrio.
A Maia ainda não tem tudo. Há muitos gaps, falta muita acção, muitos projectos e não é difícil encontrar uma linha de pensamento coerente com os anseios e desejos da população.
Se, sustentado nestes princípios, obtivemos uma falta de eficiência ou produtividade nas eleições autárquicas o que é que afinal correu mal?
Do ponto de vista de gestão é o próprio modelo organizacional, de trabalho, de decisão e de realização que está desajustado das novas exigências.
Dirão alguns que a equipa não estava unida. Estão certos, é verdade!
Mas de quem é a responsabilidade, de quem é a competência de unir a equipa em torno de um objectivo comum.
Reparem que não estou a falar de competências pessoais pois acredito que muitos as terão. Falam de competências e capacidade da equipa.
Mas isto implica novos modelos de gestão.
Esta alteração de gestão passa por um aumento da responsabilização de todos os intervenientes. O desenvolvimento ou o crescimento de uma empresa ou organização é, numa primeira fase o assumir de um compromisso por parte de todos os colaboradores de trabalharem todos na mesma direcção e de todos maximizar esforços para a um desafio comum.
Mas o fundamental e o que muitas vezes é esquecido, é que a responsabilização é uma ferramenta de gestão onde quem decide deve-o fazer baseado em conhecimento e responsabilizando-se pelas decisões tomadas. Isto é, o gestor não pode mais decidir a seu belo prazer ou por conveniência.
Neste “novo” modelo o gestor ou decisor deve-o fazer baseado no conhecimento que a sua equipa técnica desenvolveu. E isso implica responsabilizar, dar responsabilidade e criar um modelo de pirâmide invertida onde quem decide o faz porque houve um trabalho sério e responsável anteriormente pelos técnicos e que sustenta as decisões a tomar.
Este é um discurso facilmente aplicado a uma empresa.
Curiosamente também é um discurso facilmente aplicado ao PS Maia. Não Acham?
Paulo Rodrigues

domingo, 18 de outubro de 2009

A transparência, o enredo e o engulho

Luís Rothes prometeu ou apelou a um pacto de transparência na Assembleia Municipal. Ninguém da oposição aceitará cargos…

Mas este órgão é fiscalizador e não executivo; assim, não pode designar os seus membros para ocupar cargos.


Então, para que serve o pacto de transparência?

Será enredo ou engulho para que os nossos Vereadores não aceitem cargos?

De certo que com uma vitória de 8 para 3, Bragança Fernandes não necessita de oposição, salvo se quiser convencê-los a mudar de campo. A ver vamos.


Este enredo da transparência como outras medidas já anunciadas anteriormente podem, sem duvida, ser aplicadas na Câmara de Odemira, Odeceixe ou Alcabideche.

Na Maia é preciso conhecer o Relatório e Contas da Câmara, o número de Freguesias... e ter um projecto político que esteve infelizmente ausente desta campanha.


É preciso trabalhar. Falar não chega. Discursar só convence quando existe conteúdo!

O poder pelo poder é um objectivo redutor, narcisista e nada tem a ver com o PS e o seu ideário.

O que precisamos é de projectos políticos que evidenciem “como se faz” e “com que meios”, é claro que para isso é necessário ser profundo conhecedor de todo a estrutura, administrativa política e social do Concelho, o que manifestamente não acontece.


O apelo à transparência deve ser feito, isso sim dentro do Partido. Infelizmente.

O Dr. Luís Rothes foi o director político da campanha e do projecto eleitoral.

Não chegou! Não foi suficiente! Não existiu!


No meu entender, na verdade, o principal responsável pela hecatombe eleitoral foi o Dr. Luís Rothes ao definir uma estratégia ou a ausência dela que não uniu o Partido, não dinamizou os militantes, e não “passou” para a sociedade civil.

Foi o principal factor da divisão, semeou ventos…colheu tempestades.


O PS precisa de outro futuro, precisa de novos protagonistas, agora sim!

O PS necessita de facto de um novo rumo.

Vamos trabalhar.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

A Terra a quem a joga ou o PREC maiato









Alguns comportamentos do tempo do PREC têm vindo a "notabilizar" alguns (ainda) militantes do PS Maia que o tomaram de assalto, sequestrando os militantes livres, os Estatutos e as Leis que ousem atravessar-se no seu caminho. À medida que se vão conhecendo mais peças deste imbricado puzzle, começa a fazer sentido que tal infiltração tenha origem no congénere do PSD. Se não, porquê as tréguas?

Se nos tempos do verão quente de 75 estava na moda o slogan "a terra a quem a trabalha", nas terras do Lidador a Câmara da Maia e a Junta de Vila Nova da Telha, numa parceria unitária e nostálgica, reinventam-no:
A terra a quem a joga!
Vai daí, como se pode retirar do artigo de Raquel Catarino, se o Clube de Futebol de Pedras Rubras quer um estádio novo e a autarquia não tem terreno, então ocupe-se um terreno particular, construa-se o estádio e não se pague ao “latifundiário” proprietário.

Temo que, hoje com outros protagonistas, a Democracia continue em perigo e o reboar surdo do “força, força companheiro Vasco, nós seremos a muralha de aço” paire no ar.

Cerremos fileiras.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Listas do PS Maia poderão sofrer de ilegalidade

Pode ler-se no Maia Hoje que as Listas do PS Maia poderão sofrer de ilegalidade, em causa o mandatário concelhio.

"Hélder Ribeiro, membro do PS Maia e restantes elementos da sua lista, apresentam reclamação no Tribunal Judicial da Comarca da Maia, alegando que as listas do Partido Socialista na Maia sofrem de ilegalidade, reclamando a sua, à Freguesia de Gueifães, como a única com legitimidade para concorrer pelo Partido Socialista àquela Freguesia."
Conjugando estes factos com o teor do Acórdão da Comissão Federativa de Jurisdição, que se pode ler na Página Oficial do PS – Secção de Gueifães, se dúvidas houvesse, conclui-se que algo de muito grave se está a passar no interior do PS Maia. E, ao que tudo indica, começa por ser um caso de polícia!

domingo, 16 de agosto de 2009

PS Maia e Hélder Ribeiro

Citando Joaquim Jorge, em entrevista dada ao Primeira Mão:

"O PS Maia não tem emenda. Já disse várias vezes que o PSD nem precisa de fazer nada, basta unicamente esperar sentado. Mas o problema é que o PSD na Maia tem feito coisas e bem feitas. O PSD vai vencer falta saber por quantos.

Já nada tenho com o PS. Informo-me pela imprensa. É lamentável o que fizeram e estão a fazer a Hélder Ribeiro, um militante dos melhores, em qualidades humanas, princípios, educação, postura e ética que a Maia possui. Convivi com ele de perto no tempo que fui militante e a sua postura é um exemplo para estes trânsfugas.

Foi escolhido numa Assembleia de Militantes do partido por uma esmagadora maioria, atingindo quase a unanimidade. Essa decisão da secção teve o aval de 2/3 da concelhia tornando a decisão vinculativa. E agora, por que não gostam do candidato, querem impor por avocação ou na secretaria outro candidato, Alberto Monteiro, que nada tenho contra, tendo apreço e simpatia pelo seu trabalho.

Mal vai um partido que fala em democracia quando lhe dá jeito mas quando não lhe dá impõe uma ditadura. Claro que este confronto vem da feitura das listas para os vereadores e deputados municipais. Com isto Hélder Ribeiro será um forte candidato a presidente da concelhia nas próximas eleições internas, pois o PS vai ter uma derrota estrondosa nas autárquicas e terá o direito a pedir contas."

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Porque será?!...

"Afinal, ao contrário do previsto, o PS da Maia não vai fazer hoje a entrega das listas candidatas às eleições autárquicas de Outubro"... Diz-se no Primeira Mão, na voz de uma das duas Listas "vencedoras" na já célebre Comissão Política de 8 de Julho, cuja "análise", por coincidência com certeza, está a ser feita pelas instâncias e entidades competentes.

Porque será?!...

sábado, 18 de julho de 2009

Autárquicas 2009 - saber ouvir

"O que eu gostava era de ver um PS forte, dinâmico, capaz de apresentar e debater ideias, sem andar preocupado com a sua própria gente. Um PS que desse gosto combater politicamente, enfim um partido de oposição que contribuísse pela diferença para a melhoria do confronto político."

Excerto de um texto publicado na página do Vereador Mário Nuno Neves sobre o qual vale a pena reflectir.

Mas Sr. Vereador, em jeito de repto e em relação ao PSD Maia, se não tivessem a vantagem de ser poder o que restaria?

Estará o actual PSD Maia forte? Capaz de apresentar e debater novas ou até mesmo velhas ideias? Estará o PSD Maia menos preocupado que o PS com a sua própria gente?

A não ser você caro Mário Nuno Neves, justiça lhe seja feita, é bem evidente que o PSD Maia e os seus interpretes locais não estimulam qualquer gosto para o combate político e nem revelaram, nos últimos anos, como partido de poder capacidade para manter (e muito menos melhorar) o confronto político e colocar a Maia na vanguarda do desenvolvimento.

Em consciência, estou certo, que não me irá desmentir. Mas, em boa verdade, fico também muitas vezes com a impressão que os seus "recados" são mais para consumo "interno"...

Autárquicas 2009 - Vila Nova da Telha

Em Vila Nova da Telha o PSD não é carne nem peixe.
O seu único objectivo é que o PS não ganhe. Os Vilanovenses são peões dum jogo partidário que não dignifica a democracia.


Excerto de um texto publicado na página oficial da candidatura de Paulo Rodrigues a Vila Nova da Telha sobre o qual vale a pena reflectir.

sábado, 11 de julho de 2009

Socialista Preocupado

Transcreve-se depoimento verídico de alguém que participou na última Comissão Política do PS Maia publicado no Clube dos Pensadores:

"Incrível o que se passou na última reunião da concelhia do PS Maia para a escolha dos seus representantes nas eleições autárquicas , quer para a vereação quer para a Assembleia Municipal.

1.Uma Comissária que perante o pedido de suspensão de um outro Comissário, se apresenta para a legítima substituição, é impedida de ocupar o seu lugar na Comissão Politica, porque, supostamente havia pedido Renúncia de Mandato. A senhora incrédula, indignou-se, dado que jamais havia apresentado qualquer documento, verificando-se de seguida que efectivamente o documento em questão, além de rasurado, continha uma assinatura que não era a sua( exibiu BI). Mesmo assim, a mesa, de forma irregular, ilegal, isto antes de começarem os trabalhos, promove uma votação para se aferir se a Senhora teria assento ou não na CPC. Claro que, como a Senhora era afecta à candidatura do Miguel Ângelo, os Comissários chumbaram a entrada da Senhora, dado que, imediatamente a seguir surgiria mais um acólito pertencente à facção Mário Gouveia/ Luís Rothes.

2. O Sendeiro, Presidente de Gueifães, prestou-se também ele, a um papel de outro mundo. Vejamos: suspende o mandato no inicio do mandato, nunca participou em qualquer discussão politica, excedendo já o limite de suspensão máximo previsto em Regimento da CPC(270 dias ) de forma seguida, tendo já faltado a uma CPC depois de ter ultrapassado esse limite, apresentando-se nesta CPC para retomar o seu lugar de efectivo.Segundo dispõe o Regimento, um parecer fundamentado gentilmente dado pelo Sr. Presidente da Comissão Jurisdição do Partido Luís Cunha a solicitação do Hugo Campos e, por analogia a Lei 169/99 actualizada, tal comportamento constituí Perda de Mandato.Acontece que a duas horas da reunião aparece uma acta da CPC de Fevereiro último, dizendo que havia sido entregue nessa data o pedido de Suspensão de Mandato de Alberto Monteiro que havia retomado o mesmo a 8 de Novembro de 2008.Pergunto: como retoma mandato se nunca apareceu?

3. Foram solicitadas com 48h de antecedência as Actas das reuniões da CPC, bem como a Listagem actualizada da mesma, por escrito e entregue em mão, para averiguar da real legitimidade eleitoral de alguns Comissários. Tal informação foi intencionalmente sonegada. Percebe-se o porquê.

4. Pela primeira vez, e de acordo com o Regimento, restringiu-se as intervenções a 3m, ficando muitos Comissários com muito por dizer. Diz o bom senso que a mesa deve gerir os tempos de intervenção em função dos inscritos. Como havia muitos inscritos é razoável que o faça. O que não me parece razoável é que perante uma discussão tão importante para o PS, e de forma fundamentalista, esteja um pau mandado, de relógio na mão, a impor o cumprimento do tempo. O tempo deverá ser gerido equitativamente, mas não de forma tão obsessiva, sendo razoável e perfeitamente aceitável que se permita pontualmente uma mais longa intervenção em detrimento de uma mais curta intervenção.

5. Um Comissário que assina a Declaração de Aceitação do Miguel Ângelo, que consta na listagem da candidatura do mesmo nos 10 primeiros lugares, portanto em lugar elegível para a Assembleia Municipal da Maia, que reafirma sempre o seu apoio incondicional à candidatura, após sofrer pressões inqualificáveis, envia um mail a 1 hora da CPC, a dizer que se tinha passado para o outro lado.Apenas uma nota. Esse Comissário substituiria Alberto Monteiro se a CPC decorresse de forma séria e limpa. Não apareceu.Perante tamanha confusão os resultados foram os que se conhecem. Uma verdadeira chapelada.

E ainda preconizam seriedade estes Senhores…"