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segunda-feira, 31 de agosto de 2009

A Terra a quem a joga ou o PREC maiato









Alguns comportamentos do tempo do PREC têm vindo a "notabilizar" alguns (ainda) militantes do PS Maia que o tomaram de assalto, sequestrando os militantes livres, os Estatutos e as Leis que ousem atravessar-se no seu caminho. À medida que se vão conhecendo mais peças deste imbricado puzzle, começa a fazer sentido que tal infiltração tenha origem no congénere do PSD. Se não, porquê as tréguas?

Se nos tempos do verão quente de 75 estava na moda o slogan "a terra a quem a trabalha", nas terras do Lidador a Câmara da Maia e a Junta de Vila Nova da Telha, numa parceria unitária e nostálgica, reinventam-no:
A terra a quem a joga!
Vai daí, como se pode retirar do artigo de Raquel Catarino, se o Clube de Futebol de Pedras Rubras quer um estádio novo e a autarquia não tem terreno, então ocupe-se um terreno particular, construa-se o estádio e não se pague ao “latifundiário” proprietário.

Temo que, hoje com outros protagonistas, a Democracia continue em perigo e o reboar surdo do “força, força companheiro Vasco, nós seremos a muralha de aço” paire no ar.

Cerremos fileiras.

sábado, 18 de julho de 2009

Autárquicas 2009 - saber ouvir

"O que eu gostava era de ver um PS forte, dinâmico, capaz de apresentar e debater ideias, sem andar preocupado com a sua própria gente. Um PS que desse gosto combater politicamente, enfim um partido de oposição que contribuísse pela diferença para a melhoria do confronto político."

Excerto de um texto publicado na página do Vereador Mário Nuno Neves sobre o qual vale a pena reflectir.

Mas Sr. Vereador, em jeito de repto e em relação ao PSD Maia, se não tivessem a vantagem de ser poder o que restaria?

Estará o actual PSD Maia forte? Capaz de apresentar e debater novas ou até mesmo velhas ideias? Estará o PSD Maia menos preocupado que o PS com a sua própria gente?

A não ser você caro Mário Nuno Neves, justiça lhe seja feita, é bem evidente que o PSD Maia e os seus interpretes locais não estimulam qualquer gosto para o combate político e nem revelaram, nos últimos anos, como partido de poder capacidade para manter (e muito menos melhorar) o confronto político e colocar a Maia na vanguarda do desenvolvimento.

Em consciência, estou certo, que não me irá desmentir. Mas, em boa verdade, fico também muitas vezes com a impressão que os seus "recados" são mais para consumo "interno"...

sábado, 6 de junho de 2009

Álvaro Braga Júnior, candidato à CM Maia pelo CDS

Álvaro Braga Júnior, jornalista e comentador desportivo com créditos firmados, actualmente a exercer o cargo de Presidente do Boavista FC, é a escolha do CDS/PP para concorrer a Presidente da Câmara Municipal da Maia (CMM).
Foi, durante alguns anos e pelo que consta com excelentes resultados, assessor de imprensa do actual presidente da CMM, engenheiro Bragança Fernandes, que o terá substituído liminarmente por outro, ao que se diz, inexperiente mas à época recém filiado no PPD/PSD e dissidente do CDS/PP.
É de esperar que o candidato do CDS/PP, Álvaro Braga Júnior, pelo conhecimento profundo que deverá ter da edilidade maiata, venha a ser um excelente contributo para o debate político e o esclarecimento dos maiatos.

(retirado de JN, 5 de junho 2009, sexta-feira)

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Pedimos desculpa por esta Democracia, a Ditadura segue dentro de momentos

Citando Manuela Ferreira Leite, actual Presidente do PSD:

“Eu não acredito em reformas, quando se está em democracia. Quando não se está em Democracia é outra conversa, eu digo como é que é e faz-se. E até não sei se a certa altura não é bom haver seis meses sem Democracia, mete-se tudo na ordem e depois então venha a Democracia.”
…
“Em política há que fazer política exactamente utilizando medidas de acordo com os factos que se nos deparam no momento, porque se houvesse uma receita para tudo igual, não eram necessários ministros e se calhar era um benefício para o País.”

Acredito que foi por estas e por inúmeras outras posições radicais de M Ferreira Leite, que por altura da sua eleição o PSD Maia a recebeu apoteoticamente, fazendo parecer os tradicionais grupos extremistas, à esquerda e à direita, autênticos meninos de coro.


Não podemos mais estranhar as posições radicais e os tiques salazaristas manifestados por alguns Vereadores bem como a forma como os representantes do PSD na Mesa da Assembleia Municipal dirigem os trabalhos e o seu grupo de Deputados amiúde se comporta, apupando e fazendo ruidosa algazarra quando o que é dito não bajula o poder instalado.

Continuo muito preocupado também com os fins a que se destinarão as gravações ilegais áudio e vídeo que a Mesa da A Municipal continua a mandar fazer das sessões da A Municipal.

Aguardemos…

sábado, 8 de novembro de 2008

Ai que medo!...

Pois é, definitivamente a tradição já não é o que era!...

Estão só nervosos ou é medo mesmo do descaracterizado?!...

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

E agora, Senhor Presidente?...



















Os Deputados da Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira José Manuel Coelho e João Paulo Baltazar do PND foram fisicamente acossados no átrio do edifício e suspensos ad hoc por ordem do PPD/PSD.

É verdadeiramente na Madeira que o PPD/PSD revela o seu pior lado, a dimensão politicamente mais pérfida de um partido dito democrático, manifestada nos comportamentos marcadamente xenófobos e despóticos da generalidade dos seus representantes naquela ilha. José Miguel Jardim d'Olival Mendonça, Jaime Ramos e Alberto João Jardim são o exemplo vivo e os expoentes máximos dessa vergonha nacional.

Impedir um Deputado eleito pelo Povo de entrar na sua Casa, o Parlamento, é algo verdadeiramente insultuoso e insidioso dos mais elementares princípios Democráticos e uma ignomínia ao 25 de Abril.


Tal como diz o comentador António Teixeira, “o que se passa na Assembleia Legislativa da Madeira não é sério em termos democráticos. (…) Naquela assembleia há uma vozearia permanente, qualquer que seja a voz crítica que se levante".

Exemplos destes, supostamente de menor gravidade e nula projecção mediática, ocorrerão um pouco por todo o País. Veja-se na Maia, onde também esses tiques de prepotência e intolerância se manifestam com alguma regularidade na Assembleia Municipal e na Câmara Municipal, tentando cortar e manietar qualquer resistência, qualquer espaço de crítica que surja à governação autárquica PSD/PP.





O Presidente da República Portuguesa é o garante do normal funcionamento das instituições. O que poderá ser pior do que um deputado ser impedido, por elementos da segurança privada, de exercer o seu mandato e de entrar no local próprio para tal, um edifício público propriedade do Estado Português?

Quando se foi tão pomposo e circunstancial, colocando o País, em época de férias, numa expectativa e até sobressalto só para fazer queixinhas acerca de alterações insignificantes ao Estatuto da Região Autónoma dos Açores quando, ali ao lado, na Madeira ele não existe e o défice democrático é cada vez mais profundo...

E agora, Senhor Presidente?...

















quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Ondas (de choque!) na Câmara Municipal da Maia


Ao que tudo indica continuam as ondas de choque no seio da coligação PSD/PP, resultantes da tentativa de golpe palaciano para sediar todas as competências do pelouro da educação da CM Maia numa empresa municipal tutelada pelo vereador da cultura.

Fonte bem colocada refere não acreditar que "rolem cabeças" apesar do "clima" estar particularmente tenso e com desfecho imprevisível... Assiste-se a intensa movimentação dos "barões" e seus "lugares-tenente" com um olho na próxima lista à CMM e outro na(s) candidatura(s) às próximas eleições no PSD Maia!...

Restaria aguardar e até fazer apostas sobre quem sairia vitorioso, na vereação e no partido, caso o assunto não fosse tão sério e melindroso!

Por isso os maiatos esperam que, no seio da coligação e da CMM, a sensatez prevaleça e o aventureirismo seja contido para bem da Maia.

Câmara Municipal da Maia - O Caos




Mesmo para os mais desatentos está a ser por demais evidente, a avaliar pelos factos vindos a público, que se vivem hoje, no seio da Câmara Municipal da Maia (CMM), dias extremamente conturbados. É indesmentível que a CMM está a atravessar uma gravíssima crise de liderança, que inevitavelmente afecta e prejudica a Maia e os maiatos.

A desmedida ambição de alguns apaniguados e a extrema debilidade política e de liderança, por demais e todos reconhecida, do actual presidente da câmara está a levar a que se estejam a escrever as páginas mais negras da história recente da Câmara e da Assembleia Municipal da Maia.

O tom lamechas, a falta de ambição e afirmação, o ziguezaguear dos responsáveis políticos da edilidade maiata em questões tão importantes como a educação e as sucessivas oportunidades perdidas para trazer novos investimentos e equipamentos para o concelho estão a comprometer seriamente o futuro da Maia.

E, se alguma dúvida houvesse, ontem, 24 de Setembro, quem assistiu à reunião da assembleia municipal ficou cabalmente esclarecido. Percebeu-se à saciedade estar em curso a mais fratricida luta política pelo poder e a corrida aos lugares no seio do executivo da CMM e do partido que a sustenta. A insensatez, a falta de pudor e de decoro estao a assumir contornos e dimensão escandalosa por parte de alguns políticos com responsabilidades municipais. Três exemplos:

O Sr. Presidente da CMM foi obrigado a retirar da ordem de trabalhos dois dos assuntos mais importantes, por manifesta impreparação e/ou erros grosseiros subjacentes às matérias em apreço;

Atribuição do estatuto de utilidade pública a um particular (bem conhecido cá do burgo) como justificação para a desafectação de uma extensa parcela de território à reserva agrícola nacional e o atropelo do PDM para aí construir um hotel, na voz do Sr. Presidente da CM Maia, apartamentos (?) para cadelas e gatos (30 ao todo), a arrendar pelos seus donos para os deixar enquanto se ausentassem do concelho ou, porventura, enquanto estivessem no hospital(?). Pretendendo a edilidade maiata com esta pretensa solução continuar a iludir e a adiar a construção do canil municipal, esse sim para dar resposta às imensas situações irregulares de animais vadios, abandonados e perigosos que tanto mal-estar causam às populações;

Por último, na linha dos sucessivas posicionamentos, incoerentes e contraditórios, veiculados publicamente pelo presidente e pelos vereadores da cultura e da educação, sobre a descentralização de competências para os municípios em matéria de educação, apresentam-se para votação os estatutos de uma empresa municipal dirigida pelo vereador da cultura que ficaria, com a nova redacção e de forma astuciosamente dissimulada, a tutelar em exclusivo a contratação do pessoal docente e não docente, a acção social escolar, a construção, manutenção e apetrechamento de estabelecimentos de ensino, os transportes escolares, a educação pré-escolar da rede pública, as actividades de enriquecimento curricular, etc. O que claramente pressupõe o completo esvaziamento das atribuições do pelouro da educação e, ipso facto, da CMM.

Depois do líder do PS Maia e Presidente da Junta de Freguesia de Milheirós, Dr. Mário Gouveia, ter alertado a assembleia para estas preocupantes realidades gerou-se a completa confusão no seio dos deputados do PSD/PP que, inclusive, os obrigou a solicitar a interrupção dos trabalhos, o que, facto inédito, aconteceu por cerca de uma hora e levou à retirada do assunto da ordem de trabalhos.

Não serão estas razões, mais que suficientes, para se interporem providências cautelares que impeçam este neoanarquismo autárquico e o desmando em curso?

Ao contrário do que algumas vozes afirmam, não me parece que tanto a propalada lei da rolha do “estratega”, como o marketing e a publicidade do “public relations” estejam a servir os interesses dos actuais corpos gerentes da CMM e muito menos dos munícipes maiatos. A fuga, o medo do confronto e do debate de ideias são sinónimos de pequenez intelectual e política; Daí, pela ausência de factos que obriguem à notícia dada, o recurso à notícia paga, à notícia encomendada, apanágio mais dos habilidosos que dos habilitados.

É caso para dizer, que mais irá acontecer?

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Maia Política: A Governamentalização e o Apagão do PSD Maia

Muitos anos de exercício continuado do poder levam, inevitavelmente, ao empobrecimento do espaço político e da participação cívica. A cristalização das estruturas e a proliferação de mandantes, com a missão de formatar, condicionar e conter qualquer perigosa dissensão, são os efeitos mais perversos e nefastos que a ausência de alternância (e de alternativas) produz.

Circunstanciados a esta realidade, lidar bem as tentativas de condicionamento e manter vivo o espaço de oposição política é vital.

A lucidez com que António Espojeira, no passado recente e, em particular, hoje, lidou os últimos exemplos de “política à corda” (Take 1 & Take 2), em que a Maia é fértil, alarga, ainda mais, a janela de oportunidade para uma paisagem de mudança.

Joaquim Jorge, com a habitual liberdade e pontaria acutilante, veiculando o que muitos pensam mas não dizem, materializa o profundo sentimento de irreverência e de audácia que têm de possuir os que almejam vencer!

Sinais que, em conjunto com outros que emanam do seio do PS Maia bem como da própria sociedade civil [e, em contraponto, o apagão do PSD Maia (Take 3 & Take 4)], consistente e paulatinamente confirmam e afirmam a alternativa de uma força partidária que virá a ser poder na Maia.