sábado, 20 de março de 2010

Primavera...

Os Ninhos

Os passarinhos
Tão engraçados,

Fazem os ninhos

Com mil cuidados.

São p’ra os filhinhos
Que estão p’ra ter
Que os passarinhos
Os vão fazer.

Nos bicos trazem

Coisas pequenas,
E os ninhos fazem
De musgo e penas.

Depois, lá têm
Os seus meninos,
Tão pequeninos
Ao pé da mãe.

Nunca se faça
Mal a um ninho,
À linda graça
De um passarinho!

Que nos lembremos

Sempre também
Do pai que temos,
Da nossa mãe!

(Afonso Lopes Vieira)

sexta-feira, 19 de março de 2010

Faleceu o "Nosso Tavares"

O nosso camarada, militante da secção de Águas Santas, Tavares faleceu vitima de doença aos 59 anos.
Tive a oportunidade de conviver com ele na preparação da moção apresentada pelo Jorge Catarino, quando este foi candidato à Camara da Maia, em 2005.
Dele guardo na memoria a imagem de uma pessoa afável e tolerante.
Endereço um lamento de pesar aos familiares e um bem haja à sua memória.
António Espojeira

domingo, 14 de março de 2010

HOMILIA, proferida pelo P. Leonel, 2º Domingo da Quaresma 2010, Capela de Fradelos, 28 de Fevereiro

Tudo lá está. Tudo, isto é, todos. A Promessa, a Aliança, e os Profetas. Abraão, Moisés e Elias, com os Apóstolos que naquele momento ainda não compreendiam o que acontecia, e depois aconteceu. Sim, era difícil, muito difícil, compreender o valor em Cristo, por Ele e n’Ele, de cada um de nós, começando e acabando nos mais pequenos cuja figura, a verdadeira figura, exigia e implicava a Transfiguração e a nossa plena identificação com o Cristo Jesus.

Agora o sabemos, com o Pentecostes, depois da Inspiração que nos foi dada, tudo se tornou claro, quanto à figura, a real figura que temos, apesar da fraca figura que fazemos… Agora sabemos, pela Fé o sabemos, quanto valemos. Até à Páscoa consumada e ao Pentecostes acontecido, os Apóstolos e com os eles os Discípulos não entendiam, nem a Crucifixão nem a Ressurreição. Para eles a morte de Cristo era impensável, e a Ressurreição inimaginável. Foram dois choques, sopro e contra-sopro: o choque da morte e o choque da ressurreição do Cristo Jesus, qual deles o maior.


Uma das coisas que mais nos choca entre os Católicos portugueses é (ou era?) o grande valor que dão à Quaresma e a pouca (ou nula) importância que dão ao Tríduo Pascal e ao Pentecostes. A inteligência da Fé parece nula entre nós. Ainda não perceberam que, em Cristo, por Ele e com Ele, passámos da Morte à Vida. É o Mistério Pascal unicamente acessível à inteligência da Fé.


A Transfiguração de Cristo revela-nos, antecipadamente, a nossa real figura invisível aos olhos do Mundo que só consegue ver a triste figura com que aparecemos aos olhos de quem não alcança o “Mistério de Cristo, cuja largura e altura, profundidade e densidade, ultrapassam o nosso entendimento”.


Nos dias que correm, em que politicamente (e felizmente) já não temos o poder que tivemos e o lugar que ocupámos no Tabuleiro, um grande número de gente que descolou, e está a descolar, da Igreja, trata-nos como uma simples religião como outra religião qualquer, agora com muito respeito “democrático”, mas sem de facto nos levar a sério.


Este é o momento histórico para nos encontrarmos (ou reencontrarmos) finalmente com Aquilo que somos e fazemos, para ao chegar a hora de o dizermos não nos refugiarmos mais em subterfúgios. Não fomos postos no Mundo para agradar ao Mundo, mas para salvar, transformar o Mundo. Já passámos por situações parecidas, quando nos primeiros séculos avançámos no meio de uma enxurrada de religiões qual delas a mais bizarra. As gentes enganam a fome e a sede com qualquer coisa…


Ora, o Cristo e Nós n’Ele, por Ele e com Ele, é a chave da História. Que o diga Moisés e Elias, com os Apóstolos. A chave “que abre e ninguém fecha, que fecha e ninguém abre”. A figura que neste momento fazemos não deixa ver a Figura que temos, até porque há muita coisa na Igreja que nos desacredita, isto é, impede que vejam a Graça que há na Una e Santa, a Igreja católica e apostólica. Sim, apesar da síntese que o último Concílio Ecuménico fez num tempo que era de acomodação, muito boa gente altamente colocada tudo faz para nos agravar a triste figura… tentando parecer aos olhos do Mundo com uma simpatia conformada e conformista. O que de facto, entre os Santos, não corresponde à realidade, à real figura da Igreja.


Agradar ao Mundo? Não dá para agradar. Agradar com a Graça e a Verdade, que nos vieram pelo Cristo Jesus, sim. Mas, assim como a luz do Sol só entre nas casas cujas janelas se abrem, também a Graça só entra em quem tem fome e sede de Justiça.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Pequenas coisas...

O futebol não é o meu desporto preferido mas aprecio um bom jogo e acompanho, de longe, as dinâmicas (polémicas) do sector.

Talvez por isso, ao mesmo tempo que vou seguindo, pelo canto do ouvido, o jogo do Benfica com o Marselha, ocorreu-me a frase "humorista" que o actual treinador do Benfica proferiu - no dia seguinte à saída do FC do Porto da Champions - na conferência de imprensa que antecedeu o jogo de hoje na Luz: "Um bom resultado seria ganhar por 5-0".
São estas pequenas coisas que Portugal ainda tem, demais. A verdadeira crise radica aí!

quarta-feira, 10 de março de 2010

Crónicas da Sala de Espera

O jornalista Pedro Múrias lança hoje, pelas 18,30 horas, na Fnac do Chiado, o seu livro “Crónicas da Sala de Espera”, onde estão compiladas as crónicas que começou a escrever desde que lhe foi diagnosticado, com 45 anos, um cancro colo-rectal. Um testemunho impressionante de uma experiência única pela qual muitos e muitos passam em silêncio, em solidão.

Sigo no metro...em direcção ao Hospital de Santa Maria, onde vou finalmentecombinar as datas dos meus tratamentos de quimio e radio terapia…Ao meu lado duas estudantes a caminho da Universidade falam do novo single dos U2...
Um pouco mais à frente alguém dorme num dos bancos...
A carruagem segue meio vazia…Um homem parece rezar...
Imagino que o ouço, especulando que a oração antecipa uma visita a alguém próximo que o aguarda numa cama do hospital...
É então que invento uma espécie de delírio e visão...ouço-o…Pai Nosso que estais no céu…Tento-me, mas não o acompanho em pensamento…Antes… recordo a voz de uma das personagem do filme a "Barreira Invisível" de Terrence Malick…que vi este fim semana…
Na violência de uma batalha, travada corpo a corpo, um soldado pergunta-se:Esta maldade imensa…De onde terá vindo?(pausa)Imagino o que seria o diálogo entre o soldado americano e o homem no metro que reza…Pai Nosso que estais no céu…Ao que lhe responderia o soldado:
Como é que isto se imiscuiu no mundo?De que semente, de que raíz veio a crescer?Pai Nosso que estais no céu…Quem está a fazer isto?Quem nos está a matar? A roubar-nos a vida e a luz?!O metro pára…O homem que rezava segue viagem…Não vai visitar ninguém...Era talvez só eu que precisava que alguém rezasse por mim antes da enorme batalha que vou travar...Identifico-me com o soldado que interroga os céus, tentanto encontrar um sentido para a violência que vive e testemunha... Já no Hospital...detenho-me em frente de uma porta onde está escrito "Radioterapia"..."

terça-feira, 2 de março de 2010

HOMILIA, proferida pelo P. Leonel, 1º Domingo da Quaresma 2010, Capela de Fradelos, 21 de Fevereiro

Um número incontável de tradições ao longo de séculos colou-se à Igreja, mas não precisamos de nos preocupar excessivamente com todo este folclore que só engana quem gosta de ser enganado. Desde o entrudo (entrada burlesca), que foi um produto judaizante das práticas viciadas do A.T. com os seus jejuns e abstinências que nos trouxeram o Carnaval (Carne vale! Adeus, ó carne!) seguido de Quaresmas carregadas de hipocrisia que o nosso Mestre clara e corajosamente combateu entre os Judeus, falsas práticas de falseadas quaresmas enganaram muita gente sobre o verdadeiro sentido da penitência que os Santos sempre compreenderam como exigências da Metanóia, conversão e reformação eficazes face às deformações tantas vezes acumuladas.

O regresso dos Catecúmenos, pela iniciação de Adultos em-Cristo e na-Igreja, se encarregará de renovar a Quaresma na sua verdadeira função, capaz de restituir à celebração anual da Páscoa, que se projecta no Pentecostes, o sentido cultural e pastoral autêntico.

Que foi o Cristo Jesus fazer ao Deserto onde durante 40 dias (quadragésima > Quaresma) enfrentou as causas do Desastre que fez da Terra, criada para ser um paraíso, o Inferno e a des-Graça que ainda hoje reinam entre as pessoas e as nações? Sim, foi denunciar as verdadeiras causas do mal-do-Homem: a Idolatria mãe de todos os males, e diante da qual o povo de Israel tantas vezes sucumbiu no Sinai onde durante 40 anos se enterrou e à qual durante a sua complicada história repetidamente sucumbiu.

A tentação do Pão, a tentação do Ouro. e a tentação da Vaidade. As guerras do Pão, as adorações do Dinheiro, e as pompas do Mundo. Mentiras, que é preciso afrontar e enfrentar, para as desmascarar, na sua máxima fabulação histórica: Satanás, ou o Diabo, pai de todas as mentiras, ele próprio a maior mentira, mentira histórica, expressa na Idolatria, a mãe de todos os males, que nos perturba o acesso aos Bens criados para o nosso Bem.

A Idolatria começou logo pelo falso conhecimento, a Gnose-de-nome-mentiroso, o saber sem sabedoria, isto é, a ciência sem consciência, que inventou as máquinas de guerra em cultos e culturas de Morte, desertificação da Terra que nos foi dada para fazermos o Paraíso, e que, além de ter reduzido tudo a cinzas e a um deserto, instaurou entre as pessoas e as nações a Lei da Selva: nos dias que correm uma lixeira imensa que envenena os próprios alimentos da Vida. Nos dias que correm, de caras, na mais cruel das constatações e detecções, o poder do Dinheiro que põe toda a gente de rastos e que nos arrasta para o Desastre final à vista, aí está a envenenar a própria Economia, impedindo-a de usar os Meios, que se multiplicam a esmo, à luz dos Princípios e dos Fins. É a 25ª Hora? A hora depois da qual já não há tempo para remediar seja o que for?!... Se assim é, se assim fosse, é ou seria a hora de levantarmos a cabeça, a hora (que ninguém sabe, ninguém conhece) da Vitória Final. A Graça tem outras horas, as horas da Graça, todas da Fé e da Esperança, do Amor que é mais forte que a Morte!

Agora, nesta hora, trata-se de abrir os olhos e de estender as mãos para experimentar e verificar o Estado do Mundo. Diante de nós estão as relíquias desgraçadas do Desastre, visíveis no Deserto, à vista desarmada: as cinzas do Desastre, por onde Israel passou mas não percebeu, e que à Igreja foi eloquentemente explicado no meio da aridez pelo Cristo Jesus naqueles 40 dias, aquela 1ª Quaresma (quadragésima ou quarentena) que iniciou as vitórias que ao povo do Novo Testamento arrancou hossanas de glória, de vitória em vitória até à Cruz, a bandeira da Vitória Final que demoliu o Muro do Ódio e rasgou o decreto da nossa condenação, vitória consumada pelo Cristo Jesus e a estender ao Mundo inteiro nos e pelos membros do seu Corpo, corpo de Cristo, a Igreja de que Ele é a cabeça, Ela que é a plenitude d’Aquele que preenche tudo em todos. Desde as Cinzas aos Ramos, e dos Ramos à Ressurreição, vamos viver a intensidade da Páscoa de Cristo. Quem hoje não vibra já com a vitória de Cristo sobre as mentiras do Século? É a hora de cantar já vitória: Hossana!

Com um coração renovado, na noite e no dia de Páscoa, que inaugura o 8ºDia, o primeiro dia de uma Nova Criação, cantaremos Alelúia! Desde o Hossana! ao Alelúia! vai já toda a alegria das sucessivas vitórias dos Santos, que passaram das Trevas à Luz, do Pecado à Graça, da Morte à Vida. Ressuscitaremos novos do Desastre!

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Cineclube da Maia

Data/Hora: 27 de Fevereiro de 2010, 21h30

Preço: 3€ normal 1,20€ sócio

Filme: O Despertar da Mente (Eternal Sunshine of the Spotless Mind)
Realização: Michel Gondry
Argumento: Charlie Kaufman, Michel Gondry e Pierre Bismuth
Com: Jim Carrey, Kate Winslet, Kirsten Dunst, Elijah Wood, Mark Ruffalo, Tom Wilkinson
Óscares 2005: Melhor Argumento Original, Melhor Actriz Principal
Estados Unidos 2004 108’ cor 1.85 Dolby Digital

Sinopse:
Joel e Clementine eram um casal pouco feliz, talvez há demasiado tempo ou demasiadas vezes ou simplesmente demasiado. O suficiente para Clementine procurar apagar da memória tudo o que se passou, literalmente, desde o mais vulgar objecto à constante lembrança de um nome. O ressentimento de Joel leva-o a submeter-se ao mesmo, dando início ao estranho tratamento.
Numa noite, assiste em tempo real ao esfumar da própria memória, a tudo o que está a perder. E tudo aquilo é demasiado importante para ser esquecido. É como desistir da melhor das lembranças e de toda a esperança de poder guardá-la melhor, ou voltar a vivê-la.

Concerto por Eurico Sá Fernandes, Pedro Santas e João Meirinhos antecedendo a projecção

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Contar carneirinhos...

Para os que acreditam que contar carneirinhos é um bom remédio para adormecer, desenganem-se!
Um estudo recentemente realizado pela Universidade de Oxford, com pessoas que sofrem de insónia, concluiu que as que contaram carneirinhos não adormeceram mais depressa do que as que não usaram nenhuma orientação.
De acordo com o estudo, publicado na Behavior Research and Therapy, o comportamento que se revelou mais eficaz foi os participantes imaginarem paisagens relaxantes.
Os resultados fazem crer que contar carneirinhos é demasiado fastidioso e monótono de se fazer por muito tempo.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

só se «morrer»

A respeito das duplas candidaturas de Elisa Ferreira e Ana Gomes, à presidência de autarquias e a eurodeputadas, na edição digital do Portugal Diário, de 14/5/2009,às 23:38h, do separador Política constava:

"Europeias: candidatos «faz-de-conta» aquecem debate
Paulo Rangel afirma que só se «morrer» é que não cumpre o mandato europeu"
Sem comentários!...

Nós tomamos partido!

Pela democracia, nós tomamos partido


Vivemos tempos que impõem uma tomada de posição. O que se está a passar em Portugal representa uma completa subversão do regime democrático. Os sinais avolumam-se diariamente e procuram criar as condições para impor ao país uma solução rejeitada nas urnas pelos portugueses.

Com base numa suposta preocupação com a «liberdade de expressão», que não está nem nunca esteve em causa, um conjunto de pessoas tem fomentado a prática de actos nada dignos, ao mesmo tempo que pulverizam direitos, liberdades e garantias. É preciso recordar: à Justiça o que é da Justiça, à Política o que é da Política.

Num País, como o nosso, em que os meios de comunicação social são livres e independentes, parte da imprensa desencadeou uma campanha brutal contra um Primeiro-Ministro eleito, violando a deontologia jornalística, as regras do equilíbrio democrático e as bases em que assenta um Estado de Direito, em particular o sistema de justiça. Reconhecemos, e verifica-se, uma campanha diária, sistemática e devidamente organizada, que corresponde a uma agenda política contrária ao PS e que se dissolve tacticamente na defesa de uma suposta liberdade cujos autores são os primeiros a desrespeitar.

Não aceitamos ser instrumentalizados por quem pretende que um Primeiro-Ministro seja constituído arguido nas páginas dos jornais, tal como já aconteceu noutras ocasiões num passado recente, alimentando um chocante julgamento popular que tem por base a violação dos direitos individuais e a construção de uma tese baseada em factos aleatórios, suspeições e vinganças pessoais.

Defendemos o interesse público e o sistema democrático para lá de qualquer agenda partidária. Os primeiros signatários são militantes do PS mas redigem este manifesto na qualidade de democratas sem reservas, abrindo-o a todos os portugueses que queiram associar-se a um repúdio público pelo que se está a passar. Recusamos esta progressiva degenerescência das regras do Estado de Direito e não aceitamos que se procure derrotar por meios nada lícitos um Governo eleito pelos portugueses, nem tão pouco que se procure substituir o sistema de Justiça por um sistema de julgamento mediático.

Pela democracia e pelo respeito da vontade popular, nós tomamos partido.

Os primeiros signatários,

Tiago Barbosa Ribeiro e Carlos Manuel Castro

t.b.ribeiro@sapo.pt palavraberta@gmail.com
Porto e Lisboa, 13 de Fevereiro de 2010

Assine o Manifesto

domingo, 14 de fevereiro de 2010

"Jogada de antecipação" da câmara leva à extinção da parceria Parque Maior



Não tenho intenção de me debruçar sobre as: "Jogadas de antecipação" do executivo camarário, porque isso representaria uma ocupação a tempo inteiro com recurso a horas extra.

Pretendo sobre esta noticia do 1ª Mão partilhar dúvidas e tecer algumas considerações:


  • Não acredito em jogadas de antecipação com mais valias no valor de um milhão de euros, por desistência de uma das partes, em particular quando se está próximo de um processo de insolvência. A Miguel Rico & Associados liberta as garantias dadas pelos parceiros antes de um processo de penhora, a troco de quê? A penhora quando cair se não encontrar os bens (terrenos dados pela camara para viabilizar o projecto), vai onerar a responsabilidade das garantias pessoais dos seus acionistas, será que são ininputáveis?
  • Esta noticia revela o descaramento e "show off" da equipa governativa, que anda à anos a prometer à Maia coisas que não consegue realizar. O choque de realidade vem sempre em tempo oportuno e de preferência embrulhado em novas promessas. Desgastado e inoperante o executivo vai-se arrastar ao ao fim do mandato em tretas e equivocos.
  • Quanto ao PS Maia, esta noticia coloca aos olhos de todos a desorientação dos veradores eleitos, perante tamanha oportunidade de desmistificar tão grande barrete e tornar publico as verdadeiras causas e os custos desta falência, o primeiro vereador e ainda Presidente da Concelhia do PS Maia com os seus pares optaram por branquear a situação ao votar ao lado da maioria.
  • Resta-me agradecer à JS a memória e a indignação.
República 2010

Após 100 anos de República em Portugal, o País progrediu muito em matéria de desenvolvimento económico e social.
Com golpes de baioneta, este País recebeu os fundamentos matriciais da contemporaneidade: Liberdade, Igualdade e Fraternidade.
Com a Constituição de 1822, Portugal consagrou os fundamentos do direito político e desenhou juridicamente a democracia.
No mapa cor-de-rosa (Ultimatum Inglês) da nossa impotência iniciou-se a revolta que implementou o novo regime, que agora faz cem anos e marcou a história a ferro e fogo, na dor e na angústia de um Portugal melhor.
Agora que o poder já não é hereditário e o Império se foi, onde as instituições da organização administrativa política, militar e judicial, saídas da “renovação dos votos” em 1974 (apesar das vicissitudes), para uma democracia sólida ao nível da liberdade, torna-se fundamental para a realização do projecto Republicano, que este povo reivindique a Igualdade e a Fraternidade, ciclicamente roubadas por crises ondulatórias ao serviço de interesses mais ou menos obscuros da ganhunça.

Não defendo para o projecto Republicano e Socialista qualquer tipo de puritanismo e não embarco nas tretas de quem não trabalha não come.
Aceito com naturalidade contribuir com os meus impostos para os rendimentos de solidariedade, para os subsídios de desemprego e para os fundos de pensão.
Orgulho-me da igualdade de oportunidade na educação, mas não entendo a escolaridade obrigatória do Estado.
Na saúde é louvável o esforço para chegar a todos e onde a conjugação entre privado e público alarga a solução.
No trabalho lamento a degradação dos direitos e a desumanização de custos elevadíssimos ao nível da saúde mental e da qualidade de vida dos trabalhadores.
Na justiça, um dos pilares fundamentais da nossa democracia, confundiram-se os valores com a inversão das prioridades, valorizaram-se excessivamente as questões processuais, e burocratizou-se até à paralisia, verdadeiro nó górdio.
Na segurança instalou-se o medo da acção inoperante (para quê correr riscos se depois a justiça não os condena).
Na política perdeu-se o sonho e na cidadania reina o desencanto.

É evidente que a culpa ultima cai sempre na liderança politica do momento, mas todos sabemos que as causas são mais profundas e largas.
Os sinais de desorientação da nossa República Democrática são muitos e visíveis, e o mais recente é a aliança contra natura de todos os partidos da oposição parlamentar em torno de uma questão menor.
O tempo pede coragem e sacrifício é verdade, mas também é verdade que o campo onde se faz e a quem continuamente se pede o maior esforço está esgotado.
A antiga classe média (comercio, serviços e pequena industria) muitas vezes designada burguesia está exaurida, e a nova classe média burguesa (médicos, professores, juízes, militares e quadros de empresas de capital publico) que vive na dependência do Estado afirma-se de forma continuada, intransigente e reivindicativa.
Parece-me inteiramente legítimo e justo que se tomem medidas como por exemplo, a imposição de um tecto salarial.
Se é obsceno que a banca apresente lucros desmedidos, não é menos obsceno que se paguem ordenados e pensões de reforma superiores ao ordenado do Presidente da Republica.
Apesar de tudo VIVA A REPÚBLICA.


António Espojeira

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Uma Família à Beira de um Ataque de Nervos

Cineclube da Maia
Caro André Prata,
Obrigado pelo estímulo e palavras amigas.
É com prazer que o Catassol se junta no esforço de divulgação do evento por vós organizado.
Desejo-vos sucesso em todas as realizações e contem muitas!
A cidadania tem muitas formas.
Abraço solidário
António Espojeira


Data/Hora: 30 de Janeiro de 2010, 21h30

Local: Sala de cinema do Centro Comercial Venepor
Preço: 3€ normal 1,20€ sócioFilme:
Uma Família à Beira de um Ataque de Nervos (Little Miss Sunshine)Realização: Jonathan Dayton e Valerie FarisArgumento: Michael ArndtCom: Abigail Breslin, Greg Kinnear, Paul Dano, Toni Collette, Steve Carell, Alan ArkinÓscares 2007: Melhor Argumento e Melhor Actor SecundárioEstados Unidos 2006 101’ cor 2:35 Dolby Digital
Sinopse:
Olive é uma menina simpática. Respira a felicidade que a idade lhe garante, gosta de gelado e esconde atrás dos óculos a obstinação de brilhar nas passarelas. Richard, o pai, sabe o melhor caminho para o sucesso, ainda que nunca o tenha feito até ao fim. Sheryl, a mãe, tenta sempre fazer o que lhe compete, mesmo sem querer ou sem saber como. Dwayne, o irmão, só quer ir para longe de tudo isto e à velocidade do som. Frank, o tio, não suporta a ideia de não ser tão genial como julgava. E Edwin, o avô, gosta da vida que teve, de heroína e revistas para adultos.
Juntos fazem uma família. E juntos põem-se à estrada numa carripana velha e amarela. Dizer que são normais é impreciso, dizer que não o são, um exagero. Mas vão no trilho do sucesso, ou então no sentido contrário a ele. E ainda bem.
Performance pelo Vitae Teatro antecedendo a projecção.

André Pratawww.cineclubedamaia.org info@cineclubedamaia.org(facebook: www.facebook.com/pages/Maia/cineclube-da-maia/174443961564)(myspace: www.myspace.com/cineclubedamaia)

O 31 de Janeiro de 1891 no centenário da República

No dia 31 de Janeiro comemoram-se os 119 anos da primeira revolta republicana em Portugal. A Associação 31 de Janeiro, presidida por Joaquim Couto, inicia as comemorações no dia 30, às 21h30, no Ateneu Comercial do Porto, com Amadeu carvalho Homem a dar uma conferência subordinada ao tema “Como construir a República no século XXI”.
No dia seguinte, o programa contínua às 10h00, no cemitério do Prado do Repouso, onde vão acontecer uma série de intervenções junto ao monumento evocativo do 31 de Janeiro. Segue-se um momento musical, com os alunos do 2º ciclo do Colégio dos Órfãos a cantar o Hino Nacional.

Às 17h00 vai ser descerrada uma placa alusiva ao centenário da República, na Praça dos Poveiros, e às 18h00 inaugura a exposição “Quem fez a república”, no Ateneu Comercial do Porto. Meia hora mais tarde, no mesmo espaço, será apresentado o livro “A Maçonaria e a Implementação da República”, da autoria do Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano, Professor António Reis.

No dia 31 de Janeiro de 1891, na cidade do Porto, registou-se um levantamento militar contra as cedências do Governo e da Coroa ao ultimato britânico de 1890. Os revoltosos ouviram Alves da Veiga proclamar o governo provisório da República a partir do edifício da então Câmara Municipal, na Praça da Liberdade e aí hastear uma bandeira vermelho e verde. Com fanfarra, foguetes e vivas à República, a multidão decide subir a Rua de Santo António (actual Rua de 31 de Janeiro), em direcção à Praça da Batalha, com o objectivo de tomar a estação de Correios e Telégrafos. No entanto, o festivo cortejo foi bruscamente interrompido por uma forte carga de artilharia e fuzilaria da Guarda Municipal, posicionada na escadaria da igreja de Santo Ildefonso, no topo da rua, vitimando indistintamente militares revoltosos e simpatizantes civis. Terão sido mortos 12 revoltosos e 40 feridos.

PROGRAMA DA ASSOCIAÇÃO 31 DE JANEIRO

DIA 30

21h30 – Ateneu Comercial do Porto - Conferência subordinada ao tema:

“Como construir a República na século XXI” Conferencista: Prof. Doutor Amadeu Carvalho Homem

DIA 31

10h00 – Cemitério do Prado do Repouso (Entrada Largo Padre Baltazar Guedes)

– Intervenções junto ao monumento evocativo do 31 de Janeiro.

- Hino Nacional cantado por alunos do 2º Ciclo do Colégio dos Órfãos.

17h00 – Praça dos Poveiros - Descerramento de placa alusiva ao centenário da República.

18h00 – Ateneu Comercial do Porto - Abertura da exposição, “Quem fez a República”

18h30 – Ateneu Comercial do Porto – Apresentação do livro: “A Maçonaria e a implementação da República” pelo Professor António Reis.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

A Propósito do Conselheiro Luíz de Magalhães

A Assembleia Municipal da Maia entendeu e bem comemorar os 150 anos do nascimento desta ilustre figura que viveu grande parte da sua vida na Quinta do Mosteiro em Pedras Rubras, embora tivesse nascido em Lisboa, filho do conhecido tribuno José Estêvão.

Talvez suscitada pelas afinidades identificadas, a homenagem tem sentido porque a vivência do Conselheiro Luíz de Magalhães em Moreira da Maia foi importante, tornando-se a sua casa um autêntico pólo irradiador de cultura que muito honrou o Concelho da Maia.

Homem profundamente conservador, monárquico, membro do Movimento do Integralismo Lusitano, serviu o ditador João Franco, nunca conseguindo adaptar-se à profunda viragem política que foi a implantação da Republica(Não esqueçamos que o integralismo Lusitano foi o berço de Salazar)

Refugiou-se nas letras e na poesia tendo-se correspondido com as maiores figuras intelectuais da época, Eça de Queirós prefaciou o seu livro “O Brasileiro Soares”, baseado na vida de um emigrante brasileiro, o conhecido proprietário da Casa da Torre na Feira de Pedras Rubras.
Pensamos porém que o conteúdo da homenagem é desastroso.
Semear de bustos a Freguesia de Moreira, onde a palavra Modelo dava a entender mais uma promoção de detergentes do que a recordação do Conselheiro foi, de facto, de muito mau gosto.

Como inacreditável foi também a postura do candidato derrotado do PS à Câmara da Maia ao manifestar uma total ignorância quanto à personagem homenageada. Por algum motivo o PS teve o pior resultado de todos os tempos.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Confiança

O que é bonito neste mundo, e anima,
É ver que na vindima
De cada sonho
Fica a cepa a sonhar outra aventura...
E que a doçura
Que se não prova
Se transfigura
Numa doçura
Muito mais pura
E muito mais nova...

(Miguel Torga)

... 2010...

[adaptação livre; fonte: nilton/almonte snow; cor: fuchsia]

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

(Ir)Responsabilidade Social

Atónito é como se fica depois de ler a notícia de destaque do Público de 24-12-09, que relata o dia a dia dos trabalhadores dos hipermercados.
Os meus parabéns Sr. Belmiro de Azevedo!?
Agora mais próximo do fim, já com poucas possibilidades de alterar a realidade relatada no seu “Jornal de referência”, continuaria a interpretar com o mesmo rigor a cartilha do Capitalismo tirano e fascista que o designado comércio moderno representa?
Liberalismo económico é o nome da doença.
APED é o nome em português desta associação de “Benfeitores” que depois de adquirirem todas as certificações reclamam agora a da Responsabilidade Social.
Até Mamom deve estar surpreendido com o requinte dos seus servidores, homens honestos e trabalhadores, sempre atentos à exponencialização da ganhunça.
Não que ganhar dinheiro seja crime, crime é ganhá-lo assim, na exploração vergonhosa dos mais fracos.
Vai acabar mal este Darwinismo económico, porque não tem limites, hoje ainda existe alguma limitação (…as operadoras usassem fraldas.) por pudor.
Responsabilidade Social, perguntem a um qualquer especialista das certificações onde começa a responsabilidade da mudança para o novo paradigma e todos dirão que é no topo da administração.
Assim senhores gestores e administradores responsáveis utilizem as ferramentas legais e de gestão para novas argumentações, as crises não justificam tudo, em particular aquilo que é fruto de teorias desumanizadas e bem planificadas.
O vosso exemplo é fundamental para a qualificação deste País.
Num primado da Justiça e da Moral (Ética), aquilo que é relatado nas páginas do Público é motivo suficiente para muitas condenações.
Num primado da Economia este tipo de gestão amoral vinga como exemplo de boa governação.
As empresas têm de facto uma responsabilidade social, mas se o caminho escolhido for este de exploração degradante dos seus trabalhadores seria melhor que encerrassem as portas.
A imaginação está ao alcance de qualquer gestor e em empresas desta dimensão também não faltam os meios para com pouco fazerem muito.
A responsabilidade social começa dentro de casa, respeitem os vossos empregados.
Nos momentos mais difíceis da empresa, quando esta estiver com dificuldades em atingir os objectivos planeados, experimentem criar um fundo interno de solidariedade que vise a manutenção dos lucros previstos, cortem até 20% dos rendimentos das chefias intermédias e de topo, vai seguramente sobrar uma folga financeira que vos aliviará dos maus resultados.
Um abraço solidário para os que vivem neste inferno relatado e Boas Festas para todos.

António Espojeira

domingo, 13 de dezembro de 2009

Assim, NÃO!

Em relação às últimas notícias que envolvem a edilidade maiata não posso deixar de estar de acordo genericamente com Mário Nuno Neves, em especial quando diz "Todos os dias aparecem noticiados mais “coisas e loisas” e uma torrente de comentários e contra-comentários de jornalistas que são comentaristas e de comentaristas que são jornalistas (é que já se torna difícil perceber o que é muita dessa gente é efectivamente)." Ainda mais quando se noticiam em grandes parangonas a PJ ter visitado a casa de A e de B.

Porque é que a PJ, reiterada e impunemente, permite, de maneira selectiva, que informação classificada seja publicada? Porque é que jornalismo e informação cada vez mais são antónimos?

Tal como o PS no concelho da Maia parece que também algumas das mais importantes instituições em que assentam o Estado de Direito e Portugal necessitam de uma refundação. A sua requalificação, reorganização e revitalização terá, urgentemente, que se operar para que haja uma nova esperança.

O laxismo e a entropia dessas instituições garante a impunidade daqueles que leviana, ilícita e maldosamente lançam e/ou difundem o anátema.

Deixo aqui o meu veemente protesto e a manifestação da minha mais profunda indignação pela forma como alguns tão maltratam e se utilizam do direito, da justiça, do jornalismo e da política.
Assim, NÃO!

Às vítimas desta atitude pequena, baixa e rasca, que mina os pilares fundamentais da República, da Democracia e da sociedade, a minha incondicional solidariedade. Aos autores e aos cúmplices, a minha firme e persistente oposição.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Refundar o PS na Maia

Ao cuidado de Adão Bastos

Olá amigo e Camarada.
Há algum tempo que não se dizia tanto em tão poucas palavras.

De facto a realidade deste nosso PS Maia é confrangedora e é verdade que no espaço de dois mandatos internos, tudo parece ter mudado, digamos até que, pelo ponto de vista dos órgãos da Câmara, tudo mudou irremediavelmente.
No entanto e como tu próprio reconheces ao nível interno as coisas não são tão definitivas, porque as eleições internas vão com certeza reposicionar a força das facções. Assim, aqueles a quem chamas de “militantes mais antigos” têm aqui uma oportunidade de entrar novamente no jogo, que eu espero e desejo não o façam sozinhos nem em desespero de causa.
Os militantes mais antigos é verdade estão desgastados por anos de luta e comando, mas ainda são uma força não negligenciável para o processo de “refundamento” em curso.
Tal como dizes existem várias correntes neste nosso PS, não porque partilhem ideologia, pois essa em princípio é transversal a todos os militantes, mas porque as conjunturas propõem e provocam diferentes alianças, se assim não fosse nunca assistiríamos à aliança dos “Jovens Turcos” no controverso e de má memória processo autárquico.
Estou completamente de acordo com essa necessidade identificada de criar fóruns de discussão e diálogo fora da Comissão Concelhia.
É fundamental encontrar as plataformas de envolvimento e pacificação, a partir do qual nós, os empenhados, provocaremos a Refundação do PS Maia.
Parece-me bem a tua proposta de responsabilização dos “Secretariados”, neste processo de unificação pacificada (REFUNDAÇÃO) a emergir, mas tenho muitas dúvidas sobre a liberdade e equidistância.
Não seria despropositado passar essa responsabilidade a toda a militância, assim cada um de nós estaria legitimado para não só “reclamar”, mas também empreender acções e gestos de boa vontade no caminho da catarse a fazer.
Aproveito o momento para acrescentar breve análise e contributo:

1. Comissão Concelhia e Presidência – Considerando que estes órgãos estão esgotados: deveriam auto suspender as funções.
2. A JS porque umbilicalmente ligada e recentemente clarificada: podia assumir a gestão corrente e organizar as eleições internas.
3. Em caso de rejeição da JS, os Secretários Coordenadores reunidos em Comissão “ad hoc” deveriam designar um mandatário para o efeito.
4. Secções
· Águas Santas – Admitindo como verdadeiro, a indisponibilidade do Teixeira, para continuar à frente dos destinos da secção, esta deve encontrar rapidamente um militante disponível para a reorganizar.
· Barca – Tradicionalmente fechada seria gratificante assistir a um movimento interno de renovação ou à sua fusão com a Secção do Castêlo.
· Castêlo – Consistente na teimosia democrática deve permanecer nos seus propósitos.
· Gueifães – Aparentemente dividida é um pilar de referência na defesa dos direitos e obrigações da militância: deve dar o exemplo do caminho a percorrer para a pacificação.
· Maia – A cosmopolita tem interpretado uma diversidade singular, apesar das opções da liderança, não precisa de inventar uma nova realidade.
· Milheirós – Isolada deveria considerar como opção a fusão com Águas Santas ou Gueifães.
· Pedras Rubras – Este bloco de poder faz todo o sentido manter-se, pois assim garante a estabilidade de relações externas que as últimas Concelhias não foram capazes de garantir.

Por fim, convicto da necessidade de um impulso inicial, desafio-te. Organizemos um:

JANTAR DE ANO NOVO (o de Natal já passou a oportunidade)
Boas Festas!

António Espojeira (naesp@sapo.pt)
Secção Maia