quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

O 31 de Janeiro de 1891 no centenário da República

No dia 31 de Janeiro comemoram-se os 119 anos da primeira revolta republicana em Portugal. A Associação 31 de Janeiro, presidida por Joaquim Couto, inicia as comemorações no dia 30, às 21h30, no Ateneu Comercial do Porto, com Amadeu carvalho Homem a dar uma conferência subordinada ao tema “Como construir a República no século XXI”.
No dia seguinte, o programa contínua às 10h00, no cemitério do Prado do Repouso, onde vão acontecer uma série de intervenções junto ao monumento evocativo do 31 de Janeiro. Segue-se um momento musical, com os alunos do 2º ciclo do Colégio dos Órfãos a cantar o Hino Nacional.

Às 17h00 vai ser descerrada uma placa alusiva ao centenário da República, na Praça dos Poveiros, e às 18h00 inaugura a exposição “Quem fez a república”, no Ateneu Comercial do Porto. Meia hora mais tarde, no mesmo espaço, será apresentado o livro “A Maçonaria e a Implementação da República”, da autoria do Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano, Professor António Reis.

No dia 31 de Janeiro de 1891, na cidade do Porto, registou-se um levantamento militar contra as cedências do Governo e da Coroa ao ultimato britânico de 1890. Os revoltosos ouviram Alves da Veiga proclamar o governo provisório da República a partir do edifício da então Câmara Municipal, na Praça da Liberdade e aí hastear uma bandeira vermelho e verde. Com fanfarra, foguetes e vivas à República, a multidão decide subir a Rua de Santo António (actual Rua de 31 de Janeiro), em direcção à Praça da Batalha, com o objectivo de tomar a estação de Correios e Telégrafos. No entanto, o festivo cortejo foi bruscamente interrompido por uma forte carga de artilharia e fuzilaria da Guarda Municipal, posicionada na escadaria da igreja de Santo Ildefonso, no topo da rua, vitimando indistintamente militares revoltosos e simpatizantes civis. Terão sido mortos 12 revoltosos e 40 feridos.

PROGRAMA DA ASSOCIAÇÃO 31 DE JANEIRO

DIA 30

21h30 – Ateneu Comercial do Porto - Conferência subordinada ao tema:

“Como construir a República na século XXI” Conferencista: Prof. Doutor Amadeu Carvalho Homem

DIA 31

10h00 – Cemitério do Prado do Repouso (Entrada Largo Padre Baltazar Guedes)

– Intervenções junto ao monumento evocativo do 31 de Janeiro.

- Hino Nacional cantado por alunos do 2º Ciclo do Colégio dos Órfãos.

17h00 – Praça dos Poveiros - Descerramento de placa alusiva ao centenário da República.

18h00 – Ateneu Comercial do Porto - Abertura da exposição, “Quem fez a República”

18h30 – Ateneu Comercial do Porto – Apresentação do livro: “A Maçonaria e a implementação da República” pelo Professor António Reis.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

A Propósito do Conselheiro Luíz de Magalhães

A Assembleia Municipal da Maia entendeu e bem comemorar os 150 anos do nascimento desta ilustre figura que viveu grande parte da sua vida na Quinta do Mosteiro em Pedras Rubras, embora tivesse nascido em Lisboa, filho do conhecido tribuno José Estêvão.

Talvez suscitada pelas afinidades identificadas, a homenagem tem sentido porque a vivência do Conselheiro Luíz de Magalhães em Moreira da Maia foi importante, tornando-se a sua casa um autêntico pólo irradiador de cultura que muito honrou o Concelho da Maia.

Homem profundamente conservador, monárquico, membro do Movimento do Integralismo Lusitano, serviu o ditador João Franco, nunca conseguindo adaptar-se à profunda viragem política que foi a implantação da Republica(Não esqueçamos que o integralismo Lusitano foi o berço de Salazar)

Refugiou-se nas letras e na poesia tendo-se correspondido com as maiores figuras intelectuais da época, Eça de Queirós prefaciou o seu livro “O Brasileiro Soares”, baseado na vida de um emigrante brasileiro, o conhecido proprietário da Casa da Torre na Feira de Pedras Rubras.
Pensamos porém que o conteúdo da homenagem é desastroso.
Semear de bustos a Freguesia de Moreira, onde a palavra Modelo dava a entender mais uma promoção de detergentes do que a recordação do Conselheiro foi, de facto, de muito mau gosto.

Como inacreditável foi também a postura do candidato derrotado do PS à Câmara da Maia ao manifestar uma total ignorância quanto à personagem homenageada. Por algum motivo o PS teve o pior resultado de todos os tempos.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Confiança

O que é bonito neste mundo, e anima,
É ver que na vindima
De cada sonho
Fica a cepa a sonhar outra aventura...
E que a doçura
Que se não prova
Se transfigura
Numa doçura
Muito mais pura
E muito mais nova...

(Miguel Torga)

... 2010...

[adaptação livre; fonte: nilton/almonte snow; cor: fuchsia]

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

(Ir)Responsabilidade Social

Atónito é como se fica depois de ler a notícia de destaque do Público de 24-12-09, que relata o dia a dia dos trabalhadores dos hipermercados.
Os meus parabéns Sr. Belmiro de Azevedo!?
Agora mais próximo do fim, já com poucas possibilidades de alterar a realidade relatada no seu “Jornal de referência”, continuaria a interpretar com o mesmo rigor a cartilha do Capitalismo tirano e fascista que o designado comércio moderno representa?
Liberalismo económico é o nome da doença.
APED é o nome em português desta associação de “Benfeitores” que depois de adquirirem todas as certificações reclamam agora a da Responsabilidade Social.
Até Mamom deve estar surpreendido com o requinte dos seus servidores, homens honestos e trabalhadores, sempre atentos à exponencialização da ganhunça.
Não que ganhar dinheiro seja crime, crime é ganhá-lo assim, na exploração vergonhosa dos mais fracos.
Vai acabar mal este Darwinismo económico, porque não tem limites, hoje ainda existe alguma limitação (…as operadoras usassem fraldas.) por pudor.
Responsabilidade Social, perguntem a um qualquer especialista das certificações onde começa a responsabilidade da mudança para o novo paradigma e todos dirão que é no topo da administração.
Assim senhores gestores e administradores responsáveis utilizem as ferramentas legais e de gestão para novas argumentações, as crises não justificam tudo, em particular aquilo que é fruto de teorias desumanizadas e bem planificadas.
O vosso exemplo é fundamental para a qualificação deste País.
Num primado da Justiça e da Moral (Ética), aquilo que é relatado nas páginas do Público é motivo suficiente para muitas condenações.
Num primado da Economia este tipo de gestão amoral vinga como exemplo de boa governação.
As empresas têm de facto uma responsabilidade social, mas se o caminho escolhido for este de exploração degradante dos seus trabalhadores seria melhor que encerrassem as portas.
A imaginação está ao alcance de qualquer gestor e em empresas desta dimensão também não faltam os meios para com pouco fazerem muito.
A responsabilidade social começa dentro de casa, respeitem os vossos empregados.
Nos momentos mais difíceis da empresa, quando esta estiver com dificuldades em atingir os objectivos planeados, experimentem criar um fundo interno de solidariedade que vise a manutenção dos lucros previstos, cortem até 20% dos rendimentos das chefias intermédias e de topo, vai seguramente sobrar uma folga financeira que vos aliviará dos maus resultados.
Um abraço solidário para os que vivem neste inferno relatado e Boas Festas para todos.

António Espojeira

domingo, 13 de dezembro de 2009

Assim, NÃO!

Em relação às últimas notícias que envolvem a edilidade maiata não posso deixar de estar de acordo genericamente com Mário Nuno Neves, em especial quando diz "Todos os dias aparecem noticiados mais “coisas e loisas” e uma torrente de comentários e contra-comentários de jornalistas que são comentaristas e de comentaristas que são jornalistas (é que já se torna difícil perceber o que é muita dessa gente é efectivamente)." Ainda mais quando se noticiam em grandes parangonas a PJ ter visitado a casa de A e de B.

Porque é que a PJ, reiterada e impunemente, permite, de maneira selectiva, que informação classificada seja publicada? Porque é que jornalismo e informação cada vez mais são antónimos?

Tal como o PS no concelho da Maia parece que também algumas das mais importantes instituições em que assentam o Estado de Direito e Portugal necessitam de uma refundação. A sua requalificação, reorganização e revitalização terá, urgentemente, que se operar para que haja uma nova esperança.

O laxismo e a entropia dessas instituições garante a impunidade daqueles que leviana, ilícita e maldosamente lançam e/ou difundem o anátema.

Deixo aqui o meu veemente protesto e a manifestação da minha mais profunda indignação pela forma como alguns tão maltratam e se utilizam do direito, da justiça, do jornalismo e da política.
Assim, NÃO!

Às vítimas desta atitude pequena, baixa e rasca, que mina os pilares fundamentais da República, da Democracia e da sociedade, a minha incondicional solidariedade. Aos autores e aos cúmplices, a minha firme e persistente oposição.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Refundar o PS na Maia

Ao cuidado de Adão Bastos

Olá amigo e Camarada.
Há algum tempo que não se dizia tanto em tão poucas palavras.

De facto a realidade deste nosso PS Maia é confrangedora e é verdade que no espaço de dois mandatos internos, tudo parece ter mudado, digamos até que, pelo ponto de vista dos órgãos da Câmara, tudo mudou irremediavelmente.
No entanto e como tu próprio reconheces ao nível interno as coisas não são tão definitivas, porque as eleições internas vão com certeza reposicionar a força das facções. Assim, aqueles a quem chamas de “militantes mais antigos” têm aqui uma oportunidade de entrar novamente no jogo, que eu espero e desejo não o façam sozinhos nem em desespero de causa.
Os militantes mais antigos é verdade estão desgastados por anos de luta e comando, mas ainda são uma força não negligenciável para o processo de “refundamento” em curso.
Tal como dizes existem várias correntes neste nosso PS, não porque partilhem ideologia, pois essa em princípio é transversal a todos os militantes, mas porque as conjunturas propõem e provocam diferentes alianças, se assim não fosse nunca assistiríamos à aliança dos “Jovens Turcos” no controverso e de má memória processo autárquico.
Estou completamente de acordo com essa necessidade identificada de criar fóruns de discussão e diálogo fora da Comissão Concelhia.
É fundamental encontrar as plataformas de envolvimento e pacificação, a partir do qual nós, os empenhados, provocaremos a Refundação do PS Maia.
Parece-me bem a tua proposta de responsabilização dos “Secretariados”, neste processo de unificação pacificada (REFUNDAÇÃO) a emergir, mas tenho muitas dúvidas sobre a liberdade e equidistância.
Não seria despropositado passar essa responsabilidade a toda a militância, assim cada um de nós estaria legitimado para não só “reclamar”, mas também empreender acções e gestos de boa vontade no caminho da catarse a fazer.
Aproveito o momento para acrescentar breve análise e contributo:

1. Comissão Concelhia e Presidência – Considerando que estes órgãos estão esgotados: deveriam auto suspender as funções.
2. A JS porque umbilicalmente ligada e recentemente clarificada: podia assumir a gestão corrente e organizar as eleições internas.
3. Em caso de rejeição da JS, os Secretários Coordenadores reunidos em Comissão “ad hoc” deveriam designar um mandatário para o efeito.
4. Secções
· Águas Santas – Admitindo como verdadeiro, a indisponibilidade do Teixeira, para continuar à frente dos destinos da secção, esta deve encontrar rapidamente um militante disponível para a reorganizar.
· Barca – Tradicionalmente fechada seria gratificante assistir a um movimento interno de renovação ou à sua fusão com a Secção do Castêlo.
· Castêlo – Consistente na teimosia democrática deve permanecer nos seus propósitos.
· Gueifães – Aparentemente dividida é um pilar de referência na defesa dos direitos e obrigações da militância: deve dar o exemplo do caminho a percorrer para a pacificação.
· Maia – A cosmopolita tem interpretado uma diversidade singular, apesar das opções da liderança, não precisa de inventar uma nova realidade.
· Milheirós – Isolada deveria considerar como opção a fusão com Águas Santas ou Gueifães.
· Pedras Rubras – Este bloco de poder faz todo o sentido manter-se, pois assim garante a estabilidade de relações externas que as últimas Concelhias não foram capazes de garantir.

Por fim, convicto da necessidade de um impulso inicial, desafio-te. Organizemos um:

JANTAR DE ANO NOVO (o de Natal já passou a oportunidade)
Boas Festas!

António Espojeira (naesp@sapo.pt)
Secção Maia

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Joaquim Jorge apresenta livro na Maia

Joaquim Jorge, fundador do Clube dos Pensadores, apresentará hoje no Forum Jovem da Maia, pelas 21h30, o livro "Clube dos Pensadores", editado em Março, onde é feita uma resenha da vida do clube até à data.

Aproveito para cumprimentar o amigo JJ e enaltecer o seu contributo efectivo para uma maior cidadania.

domingo, 29 de novembro de 2009

Freitas do Amaral, hoje, ao DN

Vale a pena reflectir sobre a entrevista de Freitas do Amaral ao Diário de Notícias.

Deixo excertos sobre assuntos que, como cidadão e socialista, mais me inquietam há algum tempo.

"Como professor de Direito, alguma vez pensou viver num Estado tão torto e tortuoso como o que se vive em Portugal?

Sinceramente, nunca pensei assistir a uma degradação tão grande dos princípios fundamentais do direito e da credibilidade da justiça. Estamos a bater no fundo, mas também estou firmemente convicto de que há muitas formas de combater a corrupção, melhorar o funcionamento da justiça, revalorizar os princípios do Estado de direito. Só que a atitude responsável não é cruzar os braços mas sim pensar e elaborar um programa global de revitalização do Estado de direito e de combate à corrupção. Em seguida, começar a aplicá-lo com firmeza e sem usar a táctica habitual dos dois passos à frente e um atrás.

É o que acontece em Portugal?

Acho que sim e por isso é que a justiça está cada vez mais opaca, lenta e, sobretudo, não se compreende como, na generalidade dos países europeus e nos EUA, casos mais complicados são resolvidos em menos de um ano e cá demoram cinco, como no processo Casa Pia - uma vergonha para a justiça, como acontece com outros casos. Pergunto porque é que são lançados como bombas na comunicação social e depois nada acontece."

...

"Disse, em Janeiro, que existia uma campanha de raiva contra José Sócrates. Acredita na tese de tentativa de homicídio de carácter?

Achei que em Janeiro e Fevereiro, a propósito do caso Freeport, isso aconteceu. Hoje acho que já não é bem a mesma coisa.

Refere-se ao caso "Face Oculta"?

Sim, o que está a acontecer é que se descobriu uma rede - não sei se é tentacular - de pessoas ligadas ao PS que alegadamente estão envolvidas em sistemas de corrupção. Importa não esquecer que com o caso BPN e BPP também se descobriu um conjunto de personalidades ligadas ao PSD dadas como suspeitas de casos de corrupção e que agora até já estão constituídas arguidas formalmente. Quando se trata de redes de influências e de tráficos de influências, que abrangem simultaneamente, nos últimos dois anos, altas figuras dos dois maiores partidos, penso que já é difícil dizer que haja uma campanha de ódio contra uma única pessoa, designadamente para com o líder de um partido ou o primeiro-ministro. No caso Freeport foi diferente, ninguém falava em redes, mas três ou quatro pessoas a canalizar tudo contra a figura do primeiro-ministro. Além de que o ar de cavalgada triunfal de muita comunicação social, convencida de que tinha chegado a hora de assassinar o primeiro-ministro, como os senadores romanos assassinaram Júlio César em pleno Senado, não revela muita isenção (ler caixa em cima). Faço a seguinte reflexão: os principais dados que colocaram sob suspeita o primeiro-ministro em Janeiro, no caso Freeport, foram transmitidos à comunicação social e por esta, de um modo geral, tratados como se fossem provas cabais e completas de incriminação da pessoa. Passou quase um ano e o Ministério Público (MP) não encontrou mais nada, nem sequer sentiu necessidade de ouvir o primeiro-ministro, de o constituir arguido ou de o acusar. Se tenho de confiar que o MP actua com base na legalidade e no princípio da boa-fé, se não o fez até fim de Novembro é porque não apareceu algo consistente. Se de Janeiro a Novembro nada consistente aparece, como é que em Janeiro se lança todo aquele conjunto de suspeitas?"

domingo, 22 de novembro de 2009

PS os administradores da massa falida

Por decisão judicial (leia-se eleições autárquicas) a parelha Luís Rothes/Mário Gouveia, foi designada para administrar a massa falida do Partido Socialista no rescaldo do pior resultado de sempre, obtido nas últimas eleições.

De facto para qualquer náufrago das galeras em busca do El Dorado, o que resta são alguns baús vazios a flutuar no oceano, onde se agarram desesperadamente para, ao sabor da corrente, darem à costa.

As pobres mordomias conseguidas (senhas de presença, telemóveis e secretárias) não justificavam uma tamanha ambição pelo poder, que levou à destruição do PS, com profundas divisões internas e uma total falta de mobilização para a campanha eleitoral.

Sem projecto político, tudo começou mal: o nepotismo pessoal foi a linha que a dita parelha mais usou. Mas o mais espantoso é que, perante o descalabro eleitoral, há quem entenda que tudo deve continuar na mesma.

Que triste imagem dá o PS aos seus militantes e aos seus (escassos) votantes!
Acima de tudo interessa conservar o poder alicerçado naqueles que obtiveram a prenda de tendo sido escolhidos, fazem agora parte da Assembleia Municipal e Vereação da Câmara (ao todo 14 membros da Comissão Política).

A JS Maia que viabilizou a estratégia (furada) da parelha Luís Rothes/Mário Gouveia foi naturalmente muito premiada na constituição destes órgãos. Pena é que ignore as eleições para a Associação de Estudantes do ISMAI e das Escolas do Concelho bem como deixa a JSD reinar nas chamadas Lojas da Juventude da Câmara da Maia, e em restantes organismos (por exemplo, os que defendem o ambiente) que estão implantados no Concelho.

Realizam uns colóquios, dois ou três artigos no jornal e aí está o grupo ao assalto dos lugares.
Que futuro para o PS com esta gente a tentar salvar os cacos e os despojos do maior partido da oposição!

A Secção de Águas Santas está em desagregação eminente, a Sede Concelhia abandonada com condomínios, água e luz por pagar há meses reflecte bem o momento que atravessamos.

Que posição pode o PS fazer? Com que pacto de transparência pode o PS emergir deste lodaçal?...

Os novos protagonistas (?) protagonizaram a catástrofe.
E agarram-se ao poder como lapas.

Porque não convocar eleições antecipadas?
É ou não necessário que o PS ressuscite?

Imagine-se que Mário Gouveia, tendo sido quatro anos Presidente da Junta, nas eleições teve menos votação em Milheirós para a Câmara Municipal que nas eleições de 2005!
Que credibilidade pode ter esta liderança? Como é que a maioria nos pode respeitar?

Que vamos defender nos órgãos Municipais?
Não temos projecto político e estamos desacreditados perante a opinião pública.
A desfaçatez tem limites. Ao menos no CDS o líder demitiu-se. Foi digno e teve carácter.
Nós, um partido de esquerda, damos a triste imagem de nos batermos pelo poder, só e apenas pelo poder!

Os novos protagonistas (Luís Rothes já é repetente, foi 2º de Andrade Ferreira em 2005, tendo obtido agora pior resultado) atingiram o pior score de todos os tempos, ficando o PS apenas com duas Juntas de Freguesia.

Que oposição podemos construir a partir daqui?

É fundamental apresentar aos militantes e ao eleitorado uma outra imagem, uma outra liderança, uma outra esperança com outros protagonistas!

Refundar o PS Maia é urgente. Correr com os vendilhões do templo também!

Paulo Brandão
Deputado Socialista da Assembleia de Freguesia da Vila de Moreira

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Por motivos vários estivemos impedidos de actualizar o CATASSOL.
As nossas desculpas.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

PS Maia, refundação para uma nova esperança

Os resultados eleitorais saídos dos últimos plebiscitos – europeu, nacional e autárquico – já foram por demais escalpelizados. Houve resultados para todos os gostos e, de uma maneira ou de outra, todos puderam cantar vitória. Melhor dizendo, quase todos.

Na Maia, globalmente e pela primeira vez, a esquerda perdeu e, dentro desta, o PS foi o que mais perdeu. Se nas Europeias e Legislativas os resultados se ficaram a dever mais a factores exógenos, nas Autárquicas deveram-se, obviamente, a factores endógenos.

Desde logo, impunha-se uma reflexão séria, a assumpção de responsabilidades, a retirada das inerentes consequências políticas e, sobretudo, o ensaiar de novas soluções. Tal deveria ocorrer no fórum nobre do partido a nível concelhio – Comissão Política – estivesse ela legalmente organizada, a funcionar limpa sem continuar sitiada por uma certa forma de anarco-sindicalismo de interesses e práticas que instilam à agressão verbal e física dos que ousam discordar e resistir, tal como a última reunião confirmou.

O estado actual de degradação da imagem e de fragmentação do PS Maia obriga à sua refundação para uma nova esperança, por forma a revitalizar o seu espaço político e fidelizar o seu eleitorado.

Consideremos pois dissolvida a Comissão Política Concelhia do PS Maia até que as próximas eleições internas, Março/Abril de 2010, a requalifique. Até lá, faça-se o necessário debate interno e apresentem-se as soluções.

Da minha parte, proponho-me participar e assumir, como sempre, as minhas responsabilidades.

sábado, 7 de novembro de 2009

CPC_2009-11-06 (a minha intervenção)

Boa noite!
Camaradas

Eu trazia um escrito, mas o elevado nível de hipocrisia atingido nesta Comissão Concelhia dispensa-me de o ler.
Por isso vou ao essencial do que tinha para vos dizer:
"...
Os factos que marcaram a legislatura desta Comissão Política cristalizaram uma divisão impossível de ultrapassar no tempo que lhe resta, que é o mesmo que dizer estamos todos dispensados até às próximas eleições internas. Comigo na presidência propunha a dissolução desta Comissão Concelhia.
...
Termino esta intervenção com o apelo aos potenciais candidatos que assumam já e agora a sua disponibilidade.
Por mim e porque toda a gente sabe que pertenço a uma corrente identificada, assumo a liberdade de indicar o camarada Hélder Ribeiro para liderar esse desafio."

Dito isto dispenso-me de fazer parte desta Comissão Política.
Boa noite camaradas

domingo, 1 de novembro de 2009

PS MAIA PEDE REFLEXÃO SOBRE DESAIRE NAS AUTÁRQUICAS


"Os Membros do Secretariado do PS Maia e os Secretários-Coordenadores agradeceram, em comunicado, a todos aqueles que, no passado dia 11 de Outubro, votaram no Partido Socialista. Não deixaram de cumprimentar os vencedores, desejando que o bom trabalho na Maia seja garantido durante o próximo mandato.

O mesmo comunicado teve como objectivo lançar o debate e a reflexão sobre os resultados obtidos nas últimas eleições. «Nestas autárquicas o PS obteve a nível nacional a maior vitória de sempre, na Maia averbou o pior resultado de que há memória. Tal realidade obriga a uma profunda reflexão sobre as causas de tamanho desaire», revelaram.

Depois das autárquicas, esperavam-se algumas atitudes que não foram visíveis. «Esperava-se que os principais responsáveis por tão pesada derrota, Direcção da Campanha e cabeças de lista à Câmara e Assembleia Municipal, se apresentassem perante o partido para se justificarem e o ouvirem, antes da tomada de posse nos órgãos autárquicos para onde foram eleitos», disseram.

Por outro lado, aguardavam ainda que o Secretariado se reunisse e que se convocasse a Comissão Política, onde fossem prestadas explicações e os lugares fossem colocados à disposição. Tal também não foi verificado.

O comunicado serviu, então, para os Membros do Secretariado do PS Maia e os Secretários-Coordenadores (Hélder Ribeiro, Joaquim Lopes, Joaquim Soares, JorgeCatarino, Rogério Rocha e Raquel Catarino) se demarcassem dos comportamentos que se seguiram às autárquicas do passado dia 11 de Outubro."

sábado, 31 de outubro de 2009

Camarada, Rui Branco

O camarada enviou-me um sms com o seguinte teor "Os comentários no vosso blogue são ultrajados, vale tudo até a perca da dignidade. Viva o PS das pessoas honestas e capazes viva a liberdade".
Pois bem liguei ao meu amigo, para perceber porque é que enviava para o meu telemóvel uma mensagem que deveria ter enviado ao CATASSOL.
O resultado do meu atrevimento foi ver a chamada renunciada, lamento.
Já que me disponibilizei a esclarecer passo a transcrever um aviso do CATASSOL:
"Os comentários, no CATASSOL, carecem de moderação, o que confere o direito de publicá-los ou não. Os textos publicados reflectem exclusivamente a opinião dos autores e não das instituições para as quais colaboram ou venham a colaborar. A reprodução é livre, desde que seja preservado o contexto e mencionada a fonte."
Quanto a mim informo que nunca escrevo sob anonimato, nem heterónimos.
Quanto ao sms não consegui perceber o alcance do primeiro parágrafo, já do segundo partilho e reitero: VIVA O PS (e os outros todos) DAS PESSOAS HONESTAS E CAPAZES VIVA A LIBERDADE.
Quanto ao meu amigo...!
Abraço
António Espojeira

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Acrescento à reflexão do Paulo Rodrigues

Olá!
Entendi que a minha reflexão deveria surgir como um "post" e não como um comentário, porque esse ficaria em leitura restrita.
O que se aplica à gestão é passível de ser aplicado a um partido político, contudo este é mais do que uma empresa.
Na actualidade das empresas a responsabilidade é matéria transferivel do topo à base e da base ao topo, porque os resultados afectam directamente o universo da empresa, desde o porteiro ao Stakeholder.
Contudo num partido politico, as coisas não se passam da mesma forma.
Existe uma hierarquia organizacional com orgãos autónomos, mas o tempo de vigência dos mandatos é muito curto (2 anos no caso do PS).
Os reflexos de uma má gestão neste espaço de tempo até não seriam graves, porque rápidamente se corrigiriam.
A questão principal na esfera politica é de outra ordem: uma equipa de gestão competente ou imcompetente se estiver com um propósito de aproveitamento pessoal, não obedece a problemas de responsabilidade moral sobre o resultado colectivo, mas sim se consegue ou não concretizar o objectivo de se fazer eleger para um cargo de representação pública.
Vê o que se passou e se passa no PS Maia:
  • Elege-se um candidato para Presidente da Comissão Concelhia com uma determinada base de apoio
  • Escolhe o seu Secretariado e vê-o aprovado pela mesma base de apoio
  • É eleito Candidato à Camara com a mesma base de apoio acrescentada de outra facção interna e isola o seu principal adversário
  • Chegado aqui o agora legitimado cabeça de lista à Camara manda a base de apoio às malvas e embrulha-se com o seu principal opositor dando inicio a um modelo fascisante de liderança democrática.
  • Pelo meio desrespeitou todos os orgãos; Comissão Politica Concelhia (não respeitou a recusa de uma avocação) e Comissão de Jurisdição da Federação do Porto (não acatou parecer juridico interno).
  • Como se não bastasse elevou o agora aliado a Director de Campanha e arrastou consigo todo o PS para resultados sem memória.

É possivel responsabilizar esta liderança pelos resultados obtidos?

No entanto, ainda que venham a perder as próximas eleições internas já ganharam os lugares de representação.

É assim meu amigo mesmo perdendo ganha-se.

domingo, 25 de outubro de 2009

Clivagens na JS Maia?

Gabriel Almeida, líder de um dos núcleos da JS Maia, manifesta publicamente o seu profundo descontentamento e desacordo com a estratégia seguida pela direcção do PS e da JS maiata nas últimas eleições autárquicas.

(in jornal Primeira Mão de 24/10/2009)

Na verdade, se os responsáveis seniores pelos nano mini micro pequenos e desastrosos resultados de 11 de Outubro de 09 são, evidentemente, “Rothes, Correia & Gouveia”, é também consensual que, nos jotas, por detrás deste “ground zero” maiato está o Torres.

E, perante esta clara rejeição dos eleitores maiatos, irão (ou saberão) tirar daí as óbvias consequências políticas e assumi-las perante os seus camaradas de partido?...

Teme-se que continuem a dar razão ao povo! Afinal ele (Povo) é inteligente e não se deixa enganar, diz-se!

A ver vamos...

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Gestão e Política

Boa Tarde
Gostaria de começar por agradecer o convite. É para mim um enorme prazer poder escrever e trabalhar com toda a equipa que colabora neste blog informativo e de discussão pública de assuntos do interesse de todos os maiatos.
Naturalmente que o que “borbulha”, o que ferve e o que faz notícia são os rescaldos das eleições autárquicas.
É inevitável que não se fale dos resultados políticos das recentes eleições autárquicas. É um enorme desafio para a minha primeira crónica.
Todos sabemos que era uma eleição difícil para o PS Maia. Era difícil ganhar a Câmara, era difícil ganhar a Assembleia Municipal, era difícil ganhar nas Freguesias, em suma era difícil.
Mais difícil se torna quando o adversário directo tem, efectivamente, uma boa máquina de marketing político a funcionar.
Temos que ser claros e objectivos: O PSD Maia tem hoje, talvez resultado de tantos anos no poder, uma agilização e uma logística que se compara ao nível de candidaturas de cidades bem mais importantes e centrais que a Maia.
Contra isso também temos que combater.
O que realmente me preocupa não é o facto de perder. Não gosto como estou certo ninguém gosta mas penso que quem, após tantos anos de derrotas ainda cá continua (e refiro-me a muitos de vocês) é porque é um lutador, um vencedor e a vitória é apenas uma questão de tempo e projecto.
E é exactamente aqui que eu quero chegar… Projecto.
Muitas das nossas candidaturas a Assembleias de Freguesia eram apenas um conjunto de pessoas (com valor estou certo) mas sem qualquer projecto a curto, médio e longo prazo.
A nossa candidatura à Câmara tinha pessoas com valor mas não tinha um projecto sólido, integrado e que transcendesse um conjunto de áreas preponderante para o desenvolvimento do concelho e dos maiatos. E isso transpareceu para o exterior.
Há militantes do PS Maia que têm, sobre assuntos diversos, ideias e projectos para a Maia mas, de forma integrada e coerente, o PS Maia não tem ainda um projecto.
Por vezes, confesso, que tenho uma visão muito inclinada para a gestão processual mas permitam-me este raciocínio:
Hoje a Maia apresenta-se como um dos concelhos com menos representatividade socialista nos órgãos autárquicos. O concelho da Maia não é, no panorama metropolitano, um concelho que tenha sido alvo de um desenvolvimento e reconversão exemplar nestes últimos oitos anos. Nesta lógica, até se poderia dizer que o trabalho de quem gere e geriu nestes dois últimos mandatos foi “regular” não sendo por isso um factor de desequilíbrio.
A Maia ainda não tem tudo. Há muitos gaps, falta muita acção, muitos projectos e não é difícil encontrar uma linha de pensamento coerente com os anseios e desejos da população.
Se, sustentado nestes princípios, obtivemos uma falta de eficiência ou produtividade nas eleições autárquicas o que é que afinal correu mal?
Do ponto de vista de gestão é o próprio modelo organizacional, de trabalho, de decisão e de realização que está desajustado das novas exigências.
Dirão alguns que a equipa não estava unida. Estão certos, é verdade!
Mas de quem é a responsabilidade, de quem é a competência de unir a equipa em torno de um objectivo comum.
Reparem que não estou a falar de competências pessoais pois acredito que muitos as terão. Falam de competências e capacidade da equipa.
Mas isto implica novos modelos de gestão.
Esta alteração de gestão passa por um aumento da responsabilização de todos os intervenientes. O desenvolvimento ou o crescimento de uma empresa ou organização é, numa primeira fase o assumir de um compromisso por parte de todos os colaboradores de trabalharem todos na mesma direcção e de todos maximizar esforços para a um desafio comum.
Mas o fundamental e o que muitas vezes é esquecido, é que a responsabilização é uma ferramenta de gestão onde quem decide deve-o fazer baseado em conhecimento e responsabilizando-se pelas decisões tomadas. Isto é, o gestor não pode mais decidir a seu belo prazer ou por conveniência.
Neste “novo” modelo o gestor ou decisor deve-o fazer baseado no conhecimento que a sua equipa técnica desenvolveu. E isso implica responsabilizar, dar responsabilidade e criar um modelo de pirâmide invertida onde quem decide o faz porque houve um trabalho sério e responsável anteriormente pelos técnicos e que sustenta as decisões a tomar.
Este é um discurso facilmente aplicado a uma empresa.
Curiosamente também é um discurso facilmente aplicado ao PS Maia. Não Acham?
Paulo Rodrigues

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Esmiuçando: Perde-se...ganhando!

O PS perdeu de forma clara as ultimas eleições autárquicas na Maia. Em primeiro lugar felicito os vencedores. A todos os que perderam, um cumprimento pela coragem e dedicação. Muitas vezes, aqueles que perdem, são também verdadeiros vencedores pela dignidade que evidenciam.
O contexto eleitoral que rodeava as autárquicas era positivo. O PS vinha de uma significativa vitória nas Legislativas últimas, onde na Maia ganhou em 16 das 17 Freguesias, o PSD concorria sem estar coligado com o CDS-PP, e o PS apresentava-se com novos protagonistas, um novo projecto para a Maia, apostando muito forte nestas eleições.
O resultado: o pior registo de que tenho memória. Muito mau. O que está mal? Os protagonistas? o projecto que é mau? a liderança concelhia? a inabilidade para gerar consensos? a incapacidade de unir o partido? as apostas nas listas?
Creio que, efectivamente, algumas coisas não estão realmente bem.
Por isso entendo que só existe uma forma de alterar o estado do PS no momento: todos assumirem as suas responsabilidades e, em conjunto, darem um contributo claro para inverter o estado deste PS Maia.
Importa pois no futuro, a sábia aprendizagem dos erros do passado.
Impõe-se, por conseguinte, cultura do partido e do colectivo rumo a um PS Maia forte e convincente.