domingo, 13 de dezembro de 2009
Assim, NÃO!
Porque é que a PJ, reiterada e impunemente, permite, de maneira selectiva, que informação classificada seja publicada? Porque é que jornalismo e informação cada vez mais são antónimos?
Tal como o PS no concelho da Maia parece que também algumas das mais importantes instituições em que assentam o Estado de Direito e Portugal necessitam de uma refundação. A sua requalificação, reorganização e revitalização terá, urgentemente, que se operar para que haja uma nova esperança.
O laxismo e a entropia dessas instituições garante a impunidade daqueles que leviana, ilícita e maldosamente lançam e/ou difundem o anátema.
Deixo aqui o meu veemente protesto e a manifestação da minha mais profunda indignação pela forma como alguns tão maltratam e se utilizam do direito, da justiça, do jornalismo e da política.
Assim, NÃO!
Às vítimas desta atitude pequena, baixa e rasca, que mina os pilares fundamentais da República, da Democracia e da sociedade, a minha incondicional solidariedade. Aos autores e aos cúmplices, a minha firme e persistente oposição.
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
Refundar o PS na Maia
Olá amigo e Camarada.
Há algum tempo que não se dizia tanto em tão poucas palavras.
De facto a realidade deste nosso PS Maia é confrangedora e é verdade que no espaço de dois mandatos internos, tudo parece ter mudado, digamos até que, pelo ponto de vista dos órgãos da Câmara, tudo mudou irremediavelmente.
No entanto e como tu próprio reconheces ao nível interno as coisas não são tão definitivas, porque as eleições internas vão com certeza reposicionar a força das facções. Assim, aqueles a quem chamas de “militantes mais antigos” têm aqui uma oportunidade de entrar novamente no jogo, que eu espero e desejo não o façam sozinhos nem em desespero de causa.
Os militantes mais antigos é verdade estão desgastados por anos de luta e comando, mas ainda são uma força não negligenciável para o processo de “refundamento” em curso.
Tal como dizes existem várias correntes neste nosso PS, não porque partilhem ideologia, pois essa em princípio é transversal a todos os militantes, mas porque as conjunturas propõem e provocam diferentes alianças, se assim não fosse nunca assistiríamos à aliança dos “Jovens Turcos” no controverso e de má memória processo autárquico.
Estou completamente de acordo com essa necessidade identificada de criar fóruns de discussão e diálogo fora da Comissão Concelhia.
É fundamental encontrar as plataformas de envolvimento e pacificação, a partir do qual nós, os empenhados, provocaremos a Refundação do PS Maia.
Parece-me bem a tua proposta de responsabilização dos “Secretariados”, neste processo de unificação pacificada (REFUNDAÇÃO) a emergir, mas tenho muitas dúvidas sobre a liberdade e equidistância.
Não seria despropositado passar essa responsabilidade a toda a militância, assim cada um de nós estaria legitimado para não só “reclamar”, mas também empreender acções e gestos de boa vontade no caminho da catarse a fazer.
Aproveito o momento para acrescentar breve análise e contributo:
1. Comissão Concelhia e Presidência – Considerando que estes órgãos estão esgotados: deveriam auto suspender as funções.
2. A JS porque umbilicalmente ligada e recentemente clarificada: podia assumir a gestão corrente e organizar as eleições internas.
3. Em caso de rejeição da JS, os Secretários Coordenadores reunidos em Comissão “ad hoc” deveriam designar um mandatário para o efeito.
4. Secções
· Águas Santas – Admitindo como verdadeiro, a indisponibilidade do Teixeira, para continuar à frente dos destinos da secção, esta deve encontrar rapidamente um militante disponível para a reorganizar.
· Barca – Tradicionalmente fechada seria gratificante assistir a um movimento interno de renovação ou à sua fusão com a Secção do Castêlo.
· Castêlo – Consistente na teimosia democrática deve permanecer nos seus propósitos.
· Gueifães – Aparentemente dividida é um pilar de referência na defesa dos direitos e obrigações da militância: deve dar o exemplo do caminho a percorrer para a pacificação.
· Maia – A cosmopolita tem interpretado uma diversidade singular, apesar das opções da liderança, não precisa de inventar uma nova realidade.
· Milheirós – Isolada deveria considerar como opção a fusão com Águas Santas ou Gueifães.
· Pedras Rubras – Este bloco de poder faz todo o sentido manter-se, pois assim garante a estabilidade de relações externas que as últimas Concelhias não foram capazes de garantir.
Por fim, convicto da necessidade de um impulso inicial, desafio-te. Organizemos um:
JANTAR DE ANO NOVO (o de Natal já passou a oportunidade)
Boas Festas!
António Espojeira (naesp@sapo.pt)
Secção Maia
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
Câmara da Maia sob investigação judiciária?!
Porto, 10 Dez (Lusa) – A Câmara Municipal da Maia foi hoje alvo de buscas da Polícia Judiciária do Porto, disse à Lusa fonte da presidência da autarquia.
19:48 Quinta-feira, 10 de Dez de 2009 Porto, 10 Dez (Lusa) - A Câmara Municipal da Maia foi hoje alvo de buscas da Polícia Judiciária do Porto, disse à Lusa fonte da presidência da autarquia.
A fonte explicou que as buscas da PJ tiveram por base "processos no âmbito de obras particulares".
A mesma fonte garantiu que "hoje não foram constituídos arguidos".
sábado, 5 de dezembro de 2009
Feliz Natal!?...
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
Joaquim Jorge apresenta livro na Maia
Joaquim Jorge, fundador do Clube dos Pensadores, apresentará hoje no Forum Jovem da Maia, pelas 21h30, o livro "Clube dos Pensadores", editado em Março, onde é feita uma resenha da vida do clube até à data.Aproveito para cumprimentar o amigo JJ e enaltecer o seu contributo efectivo para uma maior cidadania.
domingo, 29 de novembro de 2009
Freitas do Amaral, hoje, ao DN
Vale a pena reflectir sobre a entrevista de Freitas do Amaral ao Diário de Notícias.
Deixo excertos sobre assuntos que, como cidadão e socialista, mais me inquietam há algum tempo.
"Como professor de Direito, alguma vez pensou viver num Estado tão torto e tortuoso como o que se vive em Portugal?
Sinceramente, nunca pensei assistir a uma degradação tão grande dos princípios fundamentais do direito e da credibilidade da justiça. Estamos a bater no fundo, mas também estou firmemente convicto de que há muitas formas de combater a corrupção, melhorar o funcionamento da justiça, revalorizar os princípios do Estado de direito. Só que a atitude responsável não é cruzar os braços mas sim pensar e elaborar um programa global de revitalização do Estado de direito e de combate à corrupção. Em seguida, começar a aplicá-lo com firmeza e sem usar a táctica habitual dos dois passos à frente e um atrás.
É o que acontece em Portugal?
Acho que sim e por isso é que a justiça está cada vez mais opaca, lenta e, sobretudo, não se compreende como, na generalidade dos países europeus e nos EUA, casos mais complicados são resolvidos em menos de um ano e cá demoram cinco, como no processo Casa Pia - uma vergonha para a justiça, como acontece com outros casos. Pergunto porque é que são lançados como bombas na comunicação social e depois nada acontece."
...
"Disse, em Janeiro, que existia uma campanha de raiva contra José Sócrates. Acredita na tese de tentativa de homicídio de carácter?
Achei que em Janeiro e Fevereiro, a propósito do caso Freeport, isso aconteceu. Hoje acho que já não é bem a mesma coisa.
Refere-se ao caso "Face Oculta"?
domingo, 22 de novembro de 2009
PS os administradores da massa falida
De facto para qualquer náufrago das galeras em busca do El Dorado, o que resta são alguns baús vazios a flutuar no oceano, onde se agarram desesperadamente para, ao sabor da corrente, darem à costa.
As pobres mordomias conseguidas (senhas de presença, telemóveis e secretárias) não justificavam uma tamanha ambição pelo poder, que levou à destruição do PS, com profundas divisões internas e uma total falta de mobilização para a campanha eleitoral.
Sem projecto político, tudo começou mal: o nepotismo pessoal foi a linha que a dita parelha mais usou. Mas o mais espantoso é que, perante o descalabro eleitoral, há quem entenda que tudo deve continuar na mesma.
Que triste imagem dá o PS aos seus militantes e aos seus (escassos) votantes!
Acima de tudo interessa conservar o poder alicerçado naqueles que obtiveram a prenda de tendo sido escolhidos, fazem agora parte da Assembleia Municipal e Vereação da Câmara (ao todo 14 membros da Comissão Política).
A JS Maia que viabilizou a estratégia (furada) da parelha Luís Rothes/Mário Gouveia foi naturalmente muito premiada na constituição destes órgãos. Pena é que ignore as eleições para a Associação de Estudantes do ISMAI e das Escolas do Concelho bem como deixa a JSD reinar nas chamadas Lojas da Juventude da Câmara da Maia, e em restantes organismos (por exemplo, os que defendem o ambiente) que estão implantados no Concelho.
Realizam uns colóquios, dois ou três artigos no jornal e aí está o grupo ao assalto dos lugares.
Que futuro para o PS com esta gente a tentar salvar os cacos e os despojos do maior partido da oposição!
A Secção de Águas Santas está em desagregação eminente, a Sede Concelhia abandonada com condomínios, água e luz por pagar há meses reflecte bem o momento que atravessamos.
Que posição pode o PS fazer? Com que pacto de transparência pode o PS emergir deste lodaçal?...
Os novos protagonistas (?) protagonizaram a catástrofe.
E agarram-se ao poder como lapas.
Porque não convocar eleições antecipadas?
É ou não necessário que o PS ressuscite?
Imagine-se que Mário Gouveia, tendo sido quatro anos Presidente da Junta, nas eleições teve menos votação em Milheirós para a Câmara Municipal que nas eleições de 2005!
Que credibilidade pode ter esta liderança? Como é que a maioria nos pode respeitar?
Que vamos defender nos órgãos Municipais?
Não temos projecto político e estamos desacreditados perante a opinião pública.
A desfaçatez tem limites. Ao menos no CDS o líder demitiu-se. Foi digno e teve carácter.
Nós, um partido de esquerda, damos a triste imagem de nos batermos pelo poder, só e apenas pelo poder!
Os novos protagonistas (Luís Rothes já é repetente, foi 2º de Andrade Ferreira em 2005, tendo obtido agora pior resultado) atingiram o pior score de todos os tempos, ficando o PS apenas com duas Juntas de Freguesia.
Que oposição podemos construir a partir daqui?
É fundamental apresentar aos militantes e ao eleitorado uma outra imagem, uma outra liderança, uma outra esperança com outros protagonistas!
Refundar o PS Maia é urgente. Correr com os vendilhões do templo também!
Deputado Socialista da Assembleia de Freguesia da Vila de Moreira
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
CNE censura duramente Albino Maia, enquanto Presidente da Junta de Moreira
Notifique-se o Senhor Presidente da Junta de Freguesia de Vila de Moreira para cumprir rigorosamente os deveres de neutralidade e imparcialidade em período eleitoral, e para se abster de praticar actos susceptíveis de violar aqueles princípios."
Esta foi a deliberação da Comissão Nacional de Eleições (CNE) a propósito da participação da Secção de Pedras Rubras do Partido Socialista contra a Junta de Freguesia de Moreira por distribuir cartas em folhas de papel timbrado com o símbolo da autarquia.
Aguarda-se agora a intervenção do Ministério Público (MP) uma vez que tal comportamento constitui ilícito criminal.
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
PS Maia, refundação para uma nova esperança
Na Maia, globalmente e pela primeira vez, a esquerda perdeu e, dentro desta, o PS foi o que mais perdeu. Se nas Europeias e Legislativas os resultados se ficaram a dever mais a factores exógenos, nas Autárquicas deveram-se, obviamente, a factores endógenos.
Desde logo, impunha-se uma reflexão séria, a assumpção de responsabilidades, a retirada das inerentes consequências políticas e, sobretudo, o ensaiar de novas soluções. Tal deveria ocorrer no fórum nobre do partido a nível concelhio – Comissão Política – estivesse ela legalmente organizada, a funcionar limpa sem continuar sitiada por uma certa forma de anarco-sindicalismo de interesses e práticas que instilam à agressão verbal e física dos que ousam discordar e resistir, tal como a última reunião confirmou.
O estado actual de degradação da imagem e de fragmentação do PS Maia obriga à sua refundação para uma nova esperança, por forma a revitalizar o seu espaço político e fidelizar o seu eleitorado.
Consideremos pois dissolvida a Comissão Política Concelhia do PS Maia até que as próximas eleições internas, Março/Abril de 2010, a requalifique. Até lá, faça-se o necessário debate interno e apresentem-se as soluções.
Da minha parte, proponho-me participar e assumir, como sempre, as minhas responsabilidades.
sábado, 7 de novembro de 2009
CPC_2009-11-06 (a minha intervenção)
Camaradas
Eu trazia um escrito, mas o elevado nível de hipocrisia atingido nesta Comissão Concelhia dispensa-me de o ler.
Por isso vou ao essencial do que tinha para vos dizer:
"...
Os factos que marcaram a legislatura desta Comissão Política cristalizaram uma divisão impossível de ultrapassar no tempo que lhe resta, que é o mesmo que dizer estamos todos dispensados até às próximas eleições internas. Comigo na presidência propunha a dissolução desta Comissão Concelhia.
...
Termino esta intervenção com o apelo aos potenciais candidatos que assumam já e agora a sua disponibilidade.
Por mim e porque toda a gente sabe que pertenço a uma corrente identificada, assumo a liberdade de indicar o camarada Hélder Ribeiro para liderar esse desafio."
Dito isto dispenso-me de fazer parte desta Comissão Política.
Boa noite camaradas
domingo, 1 de novembro de 2009
PS MAIA PEDE REFLEXÃO SOBRE DESAIRE NAS AUTÁRQUICAS

"Os Membros do Secretariado do PS Maia e os Secretários-Coordenadores agradeceram, em comunicado, a todos aqueles que, no passado dia 11 de Outubro, votaram no Partido Socialista. Não deixaram de cumprimentar os vencedores, desejando que o bom trabalho na Maia seja garantido durante o próximo mandato.
O mesmo comunicado teve como objectivo lançar o debate e a reflexão sobre os resultados obtidos nas últimas eleições. «Nestas autárquicas o PS obteve a nível nacional a maior vitória de sempre, na Maia averbou o pior resultado de que há memória. Tal realidade obriga a uma profunda reflexão sobre as causas de tamanho desaire», revelaram.
Depois das autárquicas, esperavam-se algumas atitudes que não foram visíveis. «Esperava-se que os principais responsáveis por tão pesada derrota, Direcção da Campanha e cabeças de lista à Câmara e Assembleia Municipal, se apresentassem perante o partido para se justificarem e o ouvirem, antes da tomada de posse nos órgãos autárquicos para onde foram eleitos», disseram.
Por outro lado, aguardavam ainda que o Secretariado se reunisse e que se convocasse a Comissão Política, onde fossem prestadas explicações e os lugares fossem colocados à disposição. Tal também não foi verificado.
O comunicado serviu, então, para os Membros do Secretariado do PS Maia e os Secretários-Coordenadores (Hélder Ribeiro, Joaquim Lopes, Joaquim Soares, JorgeCatarino, Rogério Rocha e Raquel Catarino) se demarcassem dos comportamentos que se seguiram às autárquicas do passado dia 11 de Outubro."
sábado, 31 de outubro de 2009
O camarada enviou-me um sms com o seguinte teor "Os comentários no vosso blogue são ultrajados, vale tudo até a perca da dignidade. Viva o PS das pessoas honestas e capazes viva a liberdade".
Pois bem liguei ao meu amigo, para perceber porque é que enviava para o meu telemóvel uma mensagem que deveria ter enviado ao CATASSOL.
O resultado do meu atrevimento foi ver a chamada renunciada, lamento.
Já que me disponibilizei a esclarecer passo a transcrever um aviso do CATASSOL:
"Os comentários, no CATASSOL, carecem de moderação, o que confere o direito de publicá-los ou não. Os textos publicados reflectem exclusivamente a opinião dos autores e não das instituições para as quais colaboram ou venham a colaborar. A reprodução é livre, desde que seja preservado o contexto e mencionada a fonte."
Quanto a mim informo que nunca escrevo sob anonimato, nem heterónimos.
Quanto ao sms não consegui perceber o alcance do primeiro parágrafo, já do segundo partilho e reitero: VIVA O PS (e os outros todos) DAS PESSOAS HONESTAS E CAPAZES VIVA A LIBERDADE.
Quanto ao meu amigo...!
Abraço
António Espojeira
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Acrescento à reflexão do Paulo Rodrigues
Entendi que a minha reflexão deveria surgir como um "post" e não como um comentário, porque esse ficaria em leitura restrita.
O que se aplica à gestão é passível de ser aplicado a um partido político, contudo este é mais do que uma empresa.
Na actualidade das empresas a responsabilidade é matéria transferivel do topo à base e da base ao topo, porque os resultados afectam directamente o universo da empresa, desde o porteiro ao Stakeholder.
Contudo num partido politico, as coisas não se passam da mesma forma.
Existe uma hierarquia organizacional com orgãos autónomos, mas o tempo de vigência dos mandatos é muito curto (2 anos no caso do PS).
Os reflexos de uma má gestão neste espaço de tempo até não seriam graves, porque rápidamente se corrigiriam.
A questão principal na esfera politica é de outra ordem: uma equipa de gestão competente ou imcompetente se estiver com um propósito de aproveitamento pessoal, não obedece a problemas de responsabilidade moral sobre o resultado colectivo, mas sim se consegue ou não concretizar o objectivo de se fazer eleger para um cargo de representação pública.
Vê o que se passou e se passa no PS Maia:
- Elege-se um candidato para Presidente da Comissão Concelhia com uma determinada base de apoio
- Escolhe o seu Secretariado e vê-o aprovado pela mesma base de apoio
- É eleito Candidato à Camara com a mesma base de apoio acrescentada de outra facção interna e isola o seu principal adversário
- Chegado aqui o agora legitimado cabeça de lista à Camara manda a base de apoio às malvas e embrulha-se com o seu principal opositor dando inicio a um modelo fascisante de liderança democrática.
- Pelo meio desrespeitou todos os orgãos; Comissão Politica Concelhia (não respeitou a recusa de uma avocação) e Comissão de Jurisdição da Federação do Porto (não acatou parecer juridico interno).
- Como se não bastasse elevou o agora aliado a Director de Campanha e arrastou consigo todo o PS para resultados sem memória.
É possivel responsabilizar esta liderança pelos resultados obtidos?
No entanto, ainda que venham a perder as próximas eleições internas já ganharam os lugares de representação.
É assim meu amigo mesmo perdendo ganha-se.
domingo, 25 de outubro de 2009
Clivagens na JS Maia?
Gabriel Almeida, líder de um dos núcleos da JS Maia, manifesta publicamente o seu profundo descontentamento e desacordo com a estratégia seguida pela direcção do PS e da JS maiata nas últimas eleições autárquicas.
(in jornal Primeira Mão de 24/10/2009)
Na verdade, se os responsáveis seniores pelos nano mini micro pequenos e desastrosos resultados de 11 de Outubro de 09 são, evidentemente, “Rothes, Correia & Gouveia”, é também consensual que, nos jotas, por detrás deste “ground zero” maiato está o Torres.
E, perante esta clara rejeição dos eleitores maiatos, irão (ou saberão) tirar daí as óbvias consequências políticas e assumi-las perante os seus camaradas de partido?...
Teme-se que continuem a dar razão ao povo! Afinal ele (Povo) é inteligente e não se deixa enganar, diz-se!
A ver vamos...
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Gestão e Política
Gostaria de começar por agradecer o convite. É para mim um enorme prazer poder escrever e trabalhar com toda a equipa que colabora neste blog informativo e de discussão pública de assuntos do interesse de todos os maiatos.
Naturalmente que o que “borbulha”, o que ferve e o que faz notícia são os rescaldos das eleições autárquicas.
É inevitável que não se fale dos resultados políticos das recentes eleições autárquicas. É um enorme desafio para a minha primeira crónica.
Todos sabemos que era uma eleição difícil para o PS Maia. Era difícil ganhar a Câmara, era difícil ganhar a Assembleia Municipal, era difícil ganhar nas Freguesias, em suma era difícil.
Mais difícil se torna quando o adversário directo tem, efectivamente, uma boa máquina de marketing político a funcionar.
Temos que ser claros e objectivos: O PSD Maia tem hoje, talvez resultado de tantos anos no poder, uma agilização e uma logística que se compara ao nível de candidaturas de cidades bem mais importantes e centrais que a Maia.
Contra isso também temos que combater.
O que realmente me preocupa não é o facto de perder. Não gosto como estou certo ninguém gosta mas penso que quem, após tantos anos de derrotas ainda cá continua (e refiro-me a muitos de vocês) é porque é um lutador, um vencedor e a vitória é apenas uma questão de tempo e projecto.
E é exactamente aqui que eu quero chegar… Projecto.
Muitas das nossas candidaturas a Assembleias de Freguesia eram apenas um conjunto de pessoas (com valor estou certo) mas sem qualquer projecto a curto, médio e longo prazo.
A nossa candidatura à Câmara tinha pessoas com valor mas não tinha um projecto sólido, integrado e que transcendesse um conjunto de áreas preponderante para o desenvolvimento do concelho e dos maiatos. E isso transpareceu para o exterior.
Há militantes do PS Maia que têm, sobre assuntos diversos, ideias e projectos para a Maia mas, de forma integrada e coerente, o PS Maia não tem ainda um projecto.
Por vezes, confesso, que tenho uma visão muito inclinada para a gestão processual mas permitam-me este raciocínio:
Hoje a Maia apresenta-se como um dos concelhos com menos representatividade socialista nos órgãos autárquicos. O concelho da Maia não é, no panorama metropolitano, um concelho que tenha sido alvo de um desenvolvimento e reconversão exemplar nestes últimos oitos anos. Nesta lógica, até se poderia dizer que o trabalho de quem gere e geriu nestes dois últimos mandatos foi “regular” não sendo por isso um factor de desequilíbrio.
A Maia ainda não tem tudo. Há muitos gaps, falta muita acção, muitos projectos e não é difícil encontrar uma linha de pensamento coerente com os anseios e desejos da população.
Se, sustentado nestes princípios, obtivemos uma falta de eficiência ou produtividade nas eleições autárquicas o que é que afinal correu mal?
Do ponto de vista de gestão é o próprio modelo organizacional, de trabalho, de decisão e de realização que está desajustado das novas exigências.
Dirão alguns que a equipa não estava unida. Estão certos, é verdade!
Mas de quem é a responsabilidade, de quem é a competência de unir a equipa em torno de um objectivo comum.
Reparem que não estou a falar de competências pessoais pois acredito que muitos as terão. Falam de competências e capacidade da equipa.
Mas isto implica novos modelos de gestão.
Esta alteração de gestão passa por um aumento da responsabilização de todos os intervenientes. O desenvolvimento ou o crescimento de uma empresa ou organização é, numa primeira fase o assumir de um compromisso por parte de todos os colaboradores de trabalharem todos na mesma direcção e de todos maximizar esforços para a um desafio comum.
Mas o fundamental e o que muitas vezes é esquecido, é que a responsabilização é uma ferramenta de gestão onde quem decide deve-o fazer baseado em conhecimento e responsabilizando-se pelas decisões tomadas. Isto é, o gestor não pode mais decidir a seu belo prazer ou por conveniência.
Neste “novo” modelo o gestor ou decisor deve-o fazer baseado no conhecimento que a sua equipa técnica desenvolveu. E isso implica responsabilizar, dar responsabilidade e criar um modelo de pirâmide invertida onde quem decide o faz porque houve um trabalho sério e responsável anteriormente pelos técnicos e que sustenta as decisões a tomar.
Este é um discurso facilmente aplicado a uma empresa.
Curiosamente também é um discurso facilmente aplicado ao PS Maia. Não Acham?
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Esmiuçando: Perde-se...ganhando!
O contexto eleitoral que rodeava as autárquicas era positivo. O PS vinha de uma significativa vitória nas Legislativas últimas, onde na Maia ganhou em 16 das 17 Freguesias, o PSD concorria sem estar coligado com o CDS-PP, e o PS apresentava-se com novos protagonistas, um novo projecto para a Maia, apostando muito forte nestas eleições.
O resultado: o pior registo de que tenho memória. Muito mau. O que está mal? Os protagonistas? o projecto que é mau? a liderança concelhia? a inabilidade para gerar consensos? a incapacidade de unir o partido? as apostas nas listas?
Creio que, efectivamente, algumas coisas não estão realmente bem.
Por isso entendo que só existe uma forma de alterar o estado do PS no momento: todos assumirem as suas responsabilidades e, em conjunto, darem um contributo claro para inverter o estado deste PS Maia.
Importa pois no futuro, a sábia aprendizagem dos erros do passado.
Impõe-se, por conseguinte, cultura do partido e do colectivo rumo a um PS Maia forte e convincente.
domingo, 18 de outubro de 2009
A transparência, o enredo e o engulho
Luís Rothes prometeu ou apelou a um pacto de transparência na Assembleia Municipal. Ninguém da oposição aceitará cargos…
Mas este órgão é fiscalizador e não executivo; assim, não pode designar os seus membros para ocupar cargos.
Então, para que serve o pacto de transparência?
Será enredo ou engulho para que os nossos Vereadores não aceitem cargos?
De certo que com uma vitória de 8 para 3, Bragança Fernandes não necessita de oposição, salvo se quiser convencê-los a mudar de campo. A ver vamos.
Este enredo da transparência como outras medidas já anunciadas anteriormente podem, sem duvida, ser aplicadas na Câmara de Odemira, Odeceixe ou Alcabideche.
Na Maia é preciso conhecer o Relatório e Contas da Câmara, o número de Freguesias... e ter um projecto político que esteve infelizmente ausente desta campanha.
É preciso trabalhar. Falar não chega. Discursar só convence quando existe conteúdo!
O poder pelo poder é um objectivo redutor, narcisista e nada tem a ver com o PS e o seu ideário.
O que precisamos é de projectos políticos que evidenciem “como se faz” e “com que meios”, é claro que para isso é necessário ser profundo conhecedor de todo a estrutura, administrativa política e social do Concelho, o que manifestamente não acontece.
O apelo à transparência deve ser feito, isso sim dentro do Partido. Infelizmente.
O Dr. Luís Rothes foi o director político da campanha e do projecto eleitoral.
Não chegou! Não foi suficiente! Não existiu!
No meu entender, na verdade, o principal responsável pela hecatombe eleitoral foi o Dr. Luís Rothes ao definir uma estratégia ou a ausência dela que não uniu o Partido, não dinamizou os militantes, e não “passou” para a sociedade civil.
Foi o principal factor da divisão, semeou ventos…colheu tempestades.
O PS precisa de outro futuro, precisa de novos protagonistas, agora sim!
O PS necessita de facto de um novo rumo.
Vamos trabalhar.
sábado, 17 de outubro de 2009
Bem-vindos!
Jorge Catarino Jr. e Paulo Rodrigues sejam bem-vindos a este espaço de reflexão e acção!segunda-feira, 12 de outubro de 2009
Não intervir é tomar partido
Esta derrota Autárquica não liquida o PS Maia.
Apesar de pesada e injustificável aos olhos dos mais distraídos, a grande maioria dos militantes e em particular os que apoiaram o Mário Gouveia (em particular o Luis Rothes que nos traíu, pois não agiu em consciência e nem com coerência) de perto, sabem que ele não tinha dimensão pessoal e humana para um cargo de tão grande responsabilidade (Servir a Maia).
A forma arrogante como sacrificou esta instituição e como nos arrastou só foi possível porque ela é plural e democraticamente frágil.
O PS e o PS Maia tem um legado grandioso em termos de pluralidade democrática e luta contra a adversidade, onde podemos estar unidos sem nos fecharmos e abertos sem nos dissolvermos, não somos seita.
2013 é já ali, temos uma nova geração de políticas para apresentar e uma nova geração de Políticos para preparar.
Parabéns aos vencedores, com quem também aprendemos, fizeram uma campanha de grande qualidade.
Calorosos cumprimentos aos vencidos pela forma como teimam em afirmar a cidadania, quando e muitas vezes em desanimo, não desistem de ser alternativa à hegemonia
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
Portal da Candidatura do PS a Vila Nova da Telha ultrapassou as 9 000 visitas!
Maia - Eleições Autárquicas 2009
1-Há cerca de 30 anos que o Partido Socialista não disputa eleições em posição tão favorável.Desde logo a existência duma candidatura independente do CSD quebrando com o jejum da AD desde1980; um candidato credível com propaganda afixada e programa político.
O PSD concorre sozinho aumentando as capacidades eleitorais do PS.
Depois, e não menos importante, é a capitalização duma excelente vitoria das Legislativas realizadas apenas 15 dias depois, catalisando o voto dos Portugueses para o PS.
Há 4 anos as Autárquicas foram disputadas 6 meses depois das Legislativas quando as primeiras e importantes reformas forçadamente impopulares do Governo PS estavam já no terreno (Ex. aumento dos impostos)
Exige-se hoje ao PS que ganhe a Câmara Municipal e a Assembleia Municipal da Maia. Tem uma oportunidade dourada, e quiçá perdida pelas divisões internas que minam o Partido, fruto duma liderança prepotente que não soube fazer os necessários equilíbrios para mobilizar todos os militantes em torno dum projecto político ganhador.
Temos no entanto esperança.
2-O Caso de Moreira da Maia
Em desespero de causa, habituado ao posso, quero e mando, e a impossibilidade duma maioria há muito instalada, Albino Maia, Presidente da Junta, confunde ataques pessoais com ataques políticos, e acusa os Candidatos do PS de desonestos.
Fizemos já queixa-crime ao Tribunal da Comarca da Maia.
Atitudes destas de difamação e calunia, não podem ficar impunes.
Em Moreira da Maia ainda se vive no 24 de Abril com a Junta de Freguesia a baptizar ruas com o nome do ditador Marcelo Caetano!
Ainda existirá o Partido dos bombistas? O E.L.P?
Moreira da Maia merece melhor.
Jorge Catarino Jr.
Jantar de Campanha da Secção de Pedras Rubras




