domingo, 16 de agosto de 2009

PS Maia e Hélder Ribeiro

Citando Joaquim Jorge, em entrevista dada ao Primeira Mão:

"O PS Maia não tem emenda. Já disse várias vezes que o PSD nem precisa de fazer nada, basta unicamente esperar sentado. Mas o problema é que o PSD na Maia tem feito coisas e bem feitas. O PSD vai vencer falta saber por quantos.

Já nada tenho com o PS. Informo-me pela imprensa. É lamentável o que fizeram e estão a fazer a Hélder Ribeiro, um militante dos melhores, em qualidades humanas, princípios, educação, postura e ética que a Maia possui. Convivi com ele de perto no tempo que fui militante e a sua postura é um exemplo para estes trânsfugas.

Foi escolhido numa Assembleia de Militantes do partido por uma esmagadora maioria, atingindo quase a unanimidade. Essa decisão da secção teve o aval de 2/3 da concelhia tornando a decisão vinculativa. E agora, por que não gostam do candidato, querem impor por avocação ou na secretaria outro candidato, Alberto Monteiro, que nada tenho contra, tendo apreço e simpatia pelo seu trabalho.

Mal vai um partido que fala em democracia quando lhe dá jeito mas quando não lhe dá impõe uma ditadura. Claro que este confronto vem da feitura das listas para os vereadores e deputados municipais. Com isto Hélder Ribeiro será um forte candidato a presidente da concelhia nas próximas eleições internas, pois o PS vai ter uma derrota estrondosa nas autárquicas e terá o direito a pedir contas."

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Independentes - Vila Nova da Telha

Efectivamente hoje verifica-se um crescer de candidaturas independentes por todo o país.

No entanto, é importante esclarecer que uma candidatura independente é uma candidatura sem corpo, sem voz activa e sem representatividade na Câmara Municipal da Maia.

O senhor Pinho Gonçalves sabe bem que não há democracia sem partidos.Se o que pretende é o melhor para Vila Nova da Telha, então o Sr. Pinho Gonçalves sabe bem que uma candidatura partidária (seja ela do PS ou de outro partido) tem mais força de reinvindicar e exigir mais e melhores condições para a freguesia do que uma candidatura independente.

E dou-lhe um exemplo desta incapacidade dos independentes de reinvidicarem, de ao serem independentes não serem benéficos para a freguesia e para os Vilanovenses:

Vila Nova da Telha é hoje a freguesia da maia com mais pólos de bairros sociais.Antes de ser uma candidatura independente no executivo da junta de freguesia de Vila Nova da Telha não era assim!

A pergunta que fica é esta: Porque será que Vila Nova da Telha tem essa capacidade de atrair assim tanto bairros sociais.Eu explico-lhe:

É que o actual executivo da Câmara Municipal rapidamente percebeu que os indepedentes de Vila Nova da Telha não seriam oposição e que aqui podia-se fazer tudo.

Porque será que Vila Nova da Telha é a única freguesia da Maia que não tem candidatura do PSD? Pergunte a sí próprio:

Acha que Vila Nova da Telha e os Vilanovenses estão melhor hoje do que há quatro anos atrás?

Uma última nota.
A candidatura do Partido Socialista à Junta de Freguesia de Vila Nova da Telha não é uma candidatura de um homem só.

Isso é arrogância e prepotência e é assumir que a freguesia é o seu pequeno reino.

E isso sim, é passar um atestado de ignorantes aos eleitores de Vila Nova da Telha.

A candidatura do PS a Vila Nova da Telha é uma candidatura de uma equipa multidisciplinar, com diferentes capacidades e disposta a trabalhar com todos (inclusivé independentes) para garantir mais e melhor para a nossa freguesia.

Porque para nós o melhor desta freguesia são as pessoas!

Por fim desejo-lhe uma boa campanha e da nossa parte apresentamos a nossa inteira disponibilidade para discutir este e qualquer outro assunto que represente uma mais valia para Vila Nova da Telha e para os Vilanovenses.

Melhores cumprimentos
Paulo Rodrigues

www.maisvilanova.com

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Independentes (I)

Opinião de Rebelo da Silva, engenheiro, a respeito da notícia do Primeira Mão sobre a candidatura "independente" a Vila Nova da Telha:

Depois do motivante ensaio sobre "Candidaturas Independentes" do prezado colunista Joaquim Jorge, aqui fica mais um exemplo a somar ao rol enunciado no referido artigo de opinião.

Pena seja que este exemplo, cujo programa eleitoral incerto, alternativo e opcional em si próprio, tenha apenas uma única condição:

"A de que o Eng. Bragança Fernandes seja vencedor nas próximas eleições de Outubro".

Aqui fica um mau exemplo absolutamente inconciliável com o pressuposto de uma candidatura independente e até com a própria designação. Uma candidatura independente, dependente da vitória de um determinado partido. Esclarecedor.

Os exemplos de candidatos independentes cuja motivação, por incompatibilidades ou exclusão dos seus partidos de origem, embora esvaziada de políticas alternativas às dos partidos, são-no pelo menos fiéis ao propósito inscrito, de independentes, autónomos e emancipados.

Parece-me que não será desta que o anseio do aludido cronista, com quem partilho, de um dia assistir a uma verdadeiramente candidatura independente dos partidos seja, por agora, uma miragem.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Independentes

Leu-se no Primeira Mão da semana passada que há uma jovem, em fim de mandato, que acha fastidioso e incómodo, uma perfeita maçada, as coisas nos partidos funcionarem pelo processo democrático (e estatutariamente definido) também na escolha dos candidatos.
Para quê tanto trabalho?
Apresentar lista, dialogar com os militantes, submeter-se a votação, ser possível ganhar ou perder. Ai!!! Perder, isso é que nunca!
Ufa, mas que canseira e que desperdício!

Para a jovem não é assim que funciona. As coisas têm de ser como ela quer!
E ponto final, senão…
…Ela demite-se.

Ah, pois é! Ela demite-se! Ou se faz o que ela quer ou ela demite-se de todas as listas no Partido!
E dos cargos que o Partido lhe deu, também deles se demitirá?...

Diz no jornal que a sua posição é inamovível – i na mo ví vel, bela palavra – e que garante total solidariedade ao “eleito”, vá ele pelo PS ou como independente.

Se, para alguns, isto poderá parecer bizarro a mim parece-me uma notícia de grande coerência política. É sabido que a dita jovem fez a sua carreira política à sombra de Narciso Miranda e agora, naturalmente, talvez queira arranjar pretexto para integrar a lista de independentes contra Guilherme Pinto.

Donde, ao defender também uma lista de independentes a Gueifães só pode ser para a inserir no movimento de Narciso Miranda que é contra o PS e contra José Sócrates.

E se independentes nunca me convenceram, que melhor maneira para terminar do que citar um insuspeito e aguerrido adversário político:

É esta ausência total de coerência e de verdade que põe em causa a crença na Democracia e nos partidos políticos, ao transformarem a Política num mero jogo manipulador da conquista do Poder a qualquer preço. A Responsabilidade é a outra face da Liberdade. Quem não domina os seus instintos e ambições mais primários, normalmente torna-se agente de comportamentos irresponsáveis e não pode gozar de Liberdade, ficando prisioneiro de um determinismo natural ao perder o controle da vontade. Estas situações são, infelizmente, cada vez mais frequentes. Por consequência a exigência de ética na política, sempre foi, e continuará a ser, a minha primeira preocupação.

Já não sou propriamente um jovem, mas preocupa-me muito o futuro da Juventude, sobretudo quando os jovens ficam prisioneiros de falsos valores e de interesses pessoais, que são a negação dessa nobre actividade do Espírito que é a Política como serviço público.

Os mais velhos têm a obrigação moral de serem exemplos edificantes para os mais novos.” (Mário Moreira Duarte)

Nem mais!

Porque será?!...

"Afinal, ao contrário do previsto, o PS da Maia não vai fazer hoje a entrega das listas candidatas às eleições autárquicas de Outubro"... Diz-se no Primeira Mão, na voz de uma das duas Listas "vencedoras" na já célebre Comissão Política de 8 de Julho, cuja "análise", por coincidência com certeza, está a ser feita pelas instâncias e entidades competentes.

Porque será?!...

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Hélder Ribeiro - Gueifães 2009

Verão quente em Gueifães ou toda a verdade!...

O "Governo" veio para ficar!...


Com as devidas adaptações e a respeito de intoxicação informativa ao velho estilo do PREC, o "Governo" veio para ficar e o povo é sereno e firme...

terça-feira, 21 de julho de 2009

Gueifães Maia


Nas próximas eleições autárquicas de outubro, o PS vai apresentar "Uma Nova Equipa, Mais Energia para Gueifães", liderada por Hélder Ribeiro.




sábado, 18 de julho de 2009

Autárquicas 2009 - saber ouvir

"O que eu gostava era de ver um PS forte, dinâmico, capaz de apresentar e debater ideias, sem andar preocupado com a sua própria gente. Um PS que desse gosto combater politicamente, enfim um partido de oposição que contribuísse pela diferença para a melhoria do confronto político."

Excerto de um texto publicado na página do Vereador Mário Nuno Neves sobre o qual vale a pena reflectir.

Mas Sr. Vereador, em jeito de repto e em relação ao PSD Maia, se não tivessem a vantagem de ser poder o que restaria?

Estará o actual PSD Maia forte? Capaz de apresentar e debater novas ou até mesmo velhas ideias? Estará o PSD Maia menos preocupado que o PS com a sua própria gente?

A não ser você caro Mário Nuno Neves, justiça lhe seja feita, é bem evidente que o PSD Maia e os seus interpretes locais não estimulam qualquer gosto para o combate político e nem revelaram, nos últimos anos, como partido de poder capacidade para manter (e muito menos melhorar) o confronto político e colocar a Maia na vanguarda do desenvolvimento.

Em consciência, estou certo, que não me irá desmentir. Mas, em boa verdade, fico também muitas vezes com a impressão que os seus "recados" são mais para consumo "interno"...

Autárquicas 2009 - Vila Nova da Telha

Em Vila Nova da Telha o PSD não é carne nem peixe.
O seu único objectivo é que o PS não ganhe. Os Vilanovenses são peões dum jogo partidário que não dignifica a democracia.


Excerto de um texto publicado na página oficial da candidatura de Paulo Rodrigues a Vila Nova da Telha sobre o qual vale a pena reflectir.

terça-feira, 14 de julho de 2009

PS Porto TV


A Federação Distrital do Porto a emitir pela Internet em http://www.psportotv.net/

Trata-se do primeiro canal de televisão na net afecto a uma estrutura política onde, entre outros conteúdos de interesse, será disponibilizada uma síntese noticiosa diária, a ser gravada no estúdio criado da FDP com o qual se pretende dar conhecimento da actividade política diária do PS no plano nacional, distrital e local.

sábado, 11 de julho de 2009

Socialista Preocupado

Transcreve-se depoimento verídico de alguém que participou na última Comissão Política do PS Maia publicado no Clube dos Pensadores:

"Incrível o que se passou na última reunião da concelhia do PS Maia para a escolha dos seus representantes nas eleições autárquicas , quer para a vereação quer para a Assembleia Municipal.

1.Uma Comissária que perante o pedido de suspensão de um outro Comissário, se apresenta para a legítima substituição, é impedida de ocupar o seu lugar na Comissão Politica, porque, supostamente havia pedido Renúncia de Mandato. A senhora incrédula, indignou-se, dado que jamais havia apresentado qualquer documento, verificando-se de seguida que efectivamente o documento em questão, além de rasurado, continha uma assinatura que não era a sua( exibiu BI). Mesmo assim, a mesa, de forma irregular, ilegal, isto antes de começarem os trabalhos, promove uma votação para se aferir se a Senhora teria assento ou não na CPC. Claro que, como a Senhora era afecta à candidatura do Miguel Ângelo, os Comissários chumbaram a entrada da Senhora, dado que, imediatamente a seguir surgiria mais um acólito pertencente à facção Mário Gouveia/ Luís Rothes.

2. O Sendeiro, Presidente de Gueifães, prestou-se também ele, a um papel de outro mundo. Vejamos: suspende o mandato no inicio do mandato, nunca participou em qualquer discussão politica, excedendo já o limite de suspensão máximo previsto em Regimento da CPC(270 dias ) de forma seguida, tendo já faltado a uma CPC depois de ter ultrapassado esse limite, apresentando-se nesta CPC para retomar o seu lugar de efectivo.Segundo dispõe o Regimento, um parecer fundamentado gentilmente dado pelo Sr. Presidente da Comissão Jurisdição do Partido Luís Cunha a solicitação do Hugo Campos e, por analogia a Lei 169/99 actualizada, tal comportamento constituí Perda de Mandato.Acontece que a duas horas da reunião aparece uma acta da CPC de Fevereiro último, dizendo que havia sido entregue nessa data o pedido de Suspensão de Mandato de Alberto Monteiro que havia retomado o mesmo a 8 de Novembro de 2008.Pergunto: como retoma mandato se nunca apareceu?

3. Foram solicitadas com 48h de antecedência as Actas das reuniões da CPC, bem como a Listagem actualizada da mesma, por escrito e entregue em mão, para averiguar da real legitimidade eleitoral de alguns Comissários. Tal informação foi intencionalmente sonegada. Percebe-se o porquê.

4. Pela primeira vez, e de acordo com o Regimento, restringiu-se as intervenções a 3m, ficando muitos Comissários com muito por dizer. Diz o bom senso que a mesa deve gerir os tempos de intervenção em função dos inscritos. Como havia muitos inscritos é razoável que o faça. O que não me parece razoável é que perante uma discussão tão importante para o PS, e de forma fundamentalista, esteja um pau mandado, de relógio na mão, a impor o cumprimento do tempo. O tempo deverá ser gerido equitativamente, mas não de forma tão obsessiva, sendo razoável e perfeitamente aceitável que se permita pontualmente uma mais longa intervenção em detrimento de uma mais curta intervenção.

5. Um Comissário que assina a Declaração de Aceitação do Miguel Ângelo, que consta na listagem da candidatura do mesmo nos 10 primeiros lugares, portanto em lugar elegível para a Assembleia Municipal da Maia, que reafirma sempre o seu apoio incondicional à candidatura, após sofrer pressões inqualificáveis, envia um mail a 1 hora da CPC, a dizer que se tinha passado para o outro lado.Apenas uma nota. Esse Comissário substituiria Alberto Monteiro se a CPC decorresse de forma séria e limpa. Não apareceu.Perante tamanha confusão os resultados foram os que se conhecem. Uma verdadeira chapelada.

E ainda preconizam seriedade estes Senhores…"

quinta-feira, 9 de julho de 2009

domingo, 5 de julho de 2009

Qualidade da Democracia

...
"Apenas acrescento outro aspecto que deve ser objecto de apertado escrutínio em relação aos candidatos a qualquer cargo político: sobre eles não poderá recair qualquer dúvida em relação à sua imputabilidade civil ou criminal, quer ela decorra do exercício de funções públicas ou privadas, caso contrário não terão condições para representar o PS, devendo, a todo o tempo, ser substituídos."

sexta-feira, 26 de junho de 2009

O Conflito - estadios de desenvolvimento

1. Incubação
Quando há a invasão da esfera individual começa o período de latência em que já há uma sensação de mau estar embora não haja comportamentos de evidência.
Este estadio é tanto maior ou menor conforme a gravidade e frequência daquela invasão. Se for muito grave o período de latência é mais curto, se for insignificante (sentido ou percebido) o período de latência será maior. Quanto maior o período de latência maior será a intensidade das atitudes negativas e violentas para com o outro. É nesta fase que acontece o fenómeno da dissonância cognitiva (Léon Festinger). Os acontecimentos são interpretados/reportados à esfera individual, tomando-se como sinais de agressividade, p. e., se a pessoa está com pressa é porque não quer falar comigo, se não tiver uma atitude de simpatia é porque tem algum objectivo oculto em vista.
2. Consciencialização
Quando a(s) parte(s) anunciam claramente haver um conflito. O problema entre ambas começa geralmente por sinais de agressividade ligeira, respostas tortas, retenção de informação, etc. os sinais disso são visíveis e as pessoas tomam consciência que algo corre mal entre elas. Aqui, geralmente, está presente um factor importante: a ignorância de uma das partes relativamente aos motivos da outra, i. e., “eu não lhe fiz nada”, uma das partes pode não se dar conta de ter invadido a esfera individual da outra. Nesta altura uma das formas de evitar a progressão do conflito é dar/pedir esclarecimentos, devendo tomar a iniciativa a parte que se sentiu invadida.
3. Disputa
As razões subjacentes ao conflito são abertamente discutidas, p. e., “porque tu és sempre o mesmo”, “no outro dia bateste com a porta”. As pessoas envolvidas discutem o “porquê”, discutem as razões do conflito, evocando situações antigas que ficaram em latência, levantando hipóteses de nexo causal.
4. Eclosão
Finalmente, o conflito está aberto, a guerra é declarada, as posições tendem a radicalizar-se e o objecto do conflito desloca-se. A razão de base do conflito é esquecida e o objectivo passa a ser prejudicar ao máximo o outro. Fica-se obcecado e nutre-se rancor pelo outro como um todo.
Nesta fase para ganhar está-se disposto a perder coisas desde que disso dependa o esmagar do outro, para tal faz-se o que for necessário. O centro do conflito passa a ser as fraquezas do outro. As partes dispõem-se a fazer aquilo que dê mais glória na vitória, que cause maior dano e vergonha no adversário.

Estas fases por vezes podem ser mais ou menos demoradas, é muito relativo, e podem sofrer várias nuances.

Segundo Roy Lewicki, David Saunders e John W. Minton, o conflito torna os membros da organização mais conscientes e aptos a lidar com problemas; o conflito promete mudanças e adaptação organizacional; o conflito fortalece relações e eleva o moral; o conflito promove a consciência de si mesmo e dos outros; o conflito aumenta o desenvolvimento pessoal; o conflito incentiva o desenvolvimento psicológico, tornando as pessoas mais precisas e realistas nas suas auto-avaliações, o conflito pode ser estimulante e divertido.

Conflitue-se então!